quarta-feira, 4 de março de 2026

Burundi apoia candidatura de Macky Sall à liderança da ONU

Macky Sall, antigo chefe de Estado do Senagal. AP - Andrew Harnik

O Burundi indicou esta semana o nome do ex-Presidente senegalês Macky Sall para substituir o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a porta-voz da Assembleia Geral da ONU. Até ao momento, foram apresentadas duas candidaturas oficiais: a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet e o responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

Em declarações aos jornalistas, La Neice Collins confirmou a receção da candidatura do antigo Presidente Macky Sall, apresentada pelo Burundi.

“O Burundi nomeou o antigo Presidente senegalês Macky Sall para substituir o secretário-geral da ONU, António Guterres”, anunciou na segunda-feira a porta-voz da Assembleia Geral da ONU.

Uma fonte próxima do antigo Presidente senegalês disse à Agência France-Presse que o Burundi- que detém a presidência rotativa da União Africana- considera mportante que o Presidente Macky Sall vai adptar uma abordagem continental. "A sua acção, particularmente enquanto presidente da União Africana (de Fevereiro de 2022 a Fevereiro de 2023), centrou-se em amplificar a voz de África nos fóruns internacionais", disse.

A nomeação de Macky Sall não conta com o apoio do Senegal, uma vez que o ex-chefe de Estado é acusado pela nova liderança do país de ocultar dados económicos importantes, como a dívida pública, num país que enfrenta uma situação económica precária.

Depois de vencer as eleições presidenciais de Março de 2024, o Presidente Bassirou Diomaye Faye e o seu primeiro-ministro, Ousmane Sonko, prometeram responsabilizar os antigos líderes, que acusam de irregularidades na gestão do país, começando por Macky Sall, Presidente entre 2012 e 2024.

A ONU enviou uma carta, em Novembro do ano passado, aos Estados-Membros a solicitar nomeações para o cargo de Secretário-Geral. O próximo Secretário-Geral da ONU iniciará o seu mandato a 1 de Janeiro de 2027. Cada potencial candidato deve ser oficialmente nomeado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Até ao momento, foram apresentadas duas candidaturas oficiais: a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet e o responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi. A Costa Rica também nomeou a sua ex-vice-presidente, Rebeca Grynspan, mas a sua candidatura ainda não é oficial.

Seguindo uma tradição de rotação geográfica, que nem sempre é observada, o cargo está, desta vez, a ser disputado pela América Latina. Muitos países defendem também que uma mulher ocupe este cargo pela primeira vez. No entanto, são os membros do Conselho de Segurança que deverão iniciar o processo de selecção até ao final de Julho -e, em particular, os cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França)- que detêm, na prática, o futuro dos candidatos nas mãos. É apenas por recomendação do Conselho que a Assembleia pode eleger o Secretário-Geral para um mandato de cinco anos, renovável uma vez.

Por: RFI com AFP

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