terça-feira, 24 de agosto de 2021

Bolsonaro promete visitar Guiné-Bissau e colaborar na agricultura, saúde e defesa

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, prometeu hoje visitar a Guiné-Bissau a convite do seu homólogo, Umaro Sissoco Embaló, com quem conversou sobre agricultura, saúde e defesa e a quem declarou estar pronto a "servir" e "colaborar".

Bolsonaro falou à imprensa após uma reunião com o Presidente da Guiné-Bissau, que iniciou hoje uma visita oficial de quatro dias ao Brasil.

"Temos a felicidade de receber o Presidente da Guiné-Bissau. O seu país é porta de entrada para a África Ocidental. Já firmei o compromisso com ele de visitarmos o seu país na primeira oportunidade. Temos laços bastante antigos de amizade e cooperação entre os nossos países", disse Bolsonaro, em Brasília, ao lado de Embaló.

Sobre a breve reunião que teve com o mandatário guineense, Bolsonaro afirmou que conversou "rapidamente sobre algumas questões, como agricultura, saúde e defesa" e disse ao seu homólogo que "está pronto para servi-lo".

"Considero o país irmão e temos muito a colaborar com a Guiné-Bissau e eles também, em relação à segurança do Atlântico sul. (...) A gente torce e vamos colaborar para que tenha também uma participação do Brasil, com soluções para o seu país. Estou muito honrado com a sua presença", disse Bolsonaro, dirigindo-se a Embaló, a quem chamou de "irmão".

Já Umaro Sissoco Embaló declarou aos jornalistas que o Brasil "nunca virou as costas" ao país africano, apesar das "crises cíclicas" que atingem a Guiné-Bissau.

"Estou no Brasil a convite do meu amigo Presidente Bolsonaro. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência da Guiné-Bissau, proclamada em 1974, e desde essa data que o Brasil nunca deixou de nos apoiar e assistir (...) Quero dizer ao Presidente Bolsonaro que os laços que os nossos países têm são muito fortes", começou por dizer Embaló.

"Temos passado por crises cíclicas e o Brasil nunca virou as costas ao povo irmão da Guiné-Bissau e isso é uma grande satisfação. O futuro da cooperação entre a Guiné-Bissau e o Brasil promete uma maior diversificação e um maior aprofundamento das relações entre os povos", acrescentou.

O chefe de Estado argumentou ainda que o país sul-americano "tem tudo o que a Guiné-Bissau precisa neste momento", tendo referido a modernização da agricultura e da saúde, a título de exemplo.

"O Brasil tem uma tecnologia muito importante, que é capaz de apoiar a Guiné-Bissau na formação pessoal, para podermos desenvolver o nosso país. Também ajudar a Guiné-Bissau na transformação e na intensificação das nossas relações económicas e empresarias com o Brasil. Trata-se de uma agenda extensa, mas realista", admitiu o chefe de Estado guineense.

Umaro Sissoco Embaló aproveitou para reforçar publicamente o convite para que Bolsonaro visite o seu país "em setembro ou outubro, o mais tarde", para poderem "fortificar as relações".

"Aproveito também para dar orientação à nossa ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros, para ver como é que nós podemos fazer uma comissão mista, em termos ministeriais de diferentes áreas, para aprofundarmos as nossas relações", concluiu o general e Presidente da Guiné-Bissau.

Embaló iniciou hoje uma visita oficial de quatro dias ao Brasil, com passagens por São Paulo e Rio de Janeiro, além da capital, Brasília, onde seguirá para um almoço fechado à imprensa, oferecido por Bolsonaro.

Na tarde de hoje, a previsão é que o Presidente da Guiné-Bissau visite ainda o Congresso Nacional.

Já na quarta-feira, os dois Presidentes deverão participar numa cerimónia alusiva ao Dia do Soldado, data que celebra a atividade exercida pelos soldados do Exército brasileiro.

Umaro Sissoco Embaló, que partilha com o mandatário brasileiro um passado militar, terminará a sua visita de quase uma semana com viagens a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

"Na capital paulista, deverá visitar o Museu da Língua Portuguesa e entrevistar-se-á com o governador do estado. No Rio de Janeiro, visitará o Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil", indicou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Conosaba/Lusa

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