domingo, 28 de maio de 2017

GOVERNO JÁ DISPÕE DE MAIS DE 01 BILIÃO DE FRANCOS CFA PARA PAGAR DÍVIDAS DE EDUCAÇÃO E SAÚDE



O Ministro da Economia e Finanças afirmou sexta-feira em Bissau que, já disponibilizaram Mais de um bilião e setecentos milhões de francos para os sectores da educação e saúde.

João Aladje Mamadú Fadia articulava após a reunião com o Fundo Mundial Internacional sobre perspectivas económicas e regionais da África subsariana.

O governante garante que o montante vai servir para os pagamentos de todos os atrasados no sector da educação e subsídios de velas para a saúde.

Óscar Melhado, representante do FMI no país disse que a um crescimento frágil na África subsariana, mas reconhece que isso não deve ser motivo de pessimismo, apontando as políticas evidentes para relançar o crescimento económico.

Conosaba/Notabanca

GOVERNO GUINEENSE QUER TURISTAS PORTUGUESES A VISITAR PAÍS



O Governo da Guiné-Bissau quer mais portugueses a visitar o país e lançou recentemente junto de várias agências de viagens portuguesas cinco pacotes de férias para promover o destino em Portugal.

A estratégia visa desenvolver o turismo no país, principalmente o ecoturismo no arquipélago dos Bijagós, um conjunto 88 ilhas, classificadas pela UNESCO desde 1996 como reserva da biosfera.

"Entendemos que era mais fácil começar por Portugal, porque falamos a mesma língua, e existe um enorme filão de portugueses que conhecem a Guiné-Bissau, ao contrário de outro qualquer país da Europa. Passaram mais de 200.000 militares portuguesas na Guiné e que representam um milhão de potenciais turistas", afirmou à agência Lusa o ministro do Turismo, Fernando Vaz.

Segundo Fernando Vaz, como Portugal é membro da União Europeia, "facilmente" o nome da Guiné-Bissau como destino turístico poderá chegar a outros países europeus, apesar de atualmente já aterrarem em Bissau turistas provenientes de França, Alemanha e Itália.

A promoção do turismo da Guiné-Bissau pelas autoridades guineenses fez com que, segundo Fernando Vaz, a imprensa portuguesa começasse a abordar o país de uma perspetiva positiva, "sem ser pelos golpes de Estado e instabilidade política".

"Há ligações inevitáveis entre a política e o turismo, mas tentamos desassociar a projeção da imagem do turismo da Guiné-Bissau, da política da Guiné-Bissau e acho que isso está a trazer os seus frutos", salientou.

Para Fernando Vaz, a "Guiné-Bissau é um dos países mais seguros do mundo".

"Não há quase policiamento noturno, não há criminalidade, não há raptos, assassínios e não há violações. Vê-se frequentemente as jovens a sair da discoteca à noite a ir para casa a pé", sublinhou.

E, depois, segundo o ministro, há uma coisa fundamental que é o povo guineense.

"É muito afável e é muito solidário e hospitaleiro. Mesmo na sua pobreza, gosta de receber o turista e de o convidar para partilhar uma refeição. Quem vem à Guiné vem com uma ideia e depois saem com uma ideia completamente diferente", disse.

Defendendo que a fase da "instabilidade política está a acabar", o ministro reconheceu que os problemas que o turismo enfrenta estão mais relacionados com as infraestruturas e com a agilização de processos de concessão de vistos, custos de transporte e hotéis, conexão entre ilhas e saúde.

"O turismo ainda é bastante incipiente na Guiné-Bissau. Os nossos aeroportos movimentam cerca de pouco mais de 80 mil passageiros por ano, entre os quais 42 mil são turistas. Isto traduz o nível de incipiência do nosso turismo", disse.

Conosaba/Lusa


sábado, 27 de maio de 2017

SETE POLÍCIAS FERIDOS NOS CONFRONTOS COM MANIFESTANTES EM BISSAU


Sete polícias ficaram hoje feridos nos confrontos registados com manifestantes durante um protesto em Bissau, Guiné-Bissau, disse o comissário-geral da Polícia de Ordem Pública (POP), coronel Celso de Carvalho.

"Temos sete agentes feridos, mas disso ninguém fala, como se não fossem todos guineenses", afirmou Celso de Carvalho, durante uma conferência.

Na conferência de imprensa, o comissário-geral da Polícia de Ordem Pública disse que os agentes agiram em "legítima defesa" perante a agressão de que estavam a ser alvo por parte dos manifestantes em Bissau.

Celso de Carvalho acusou os jovens do Movimento de Cidadãos Inconformados com a crise política do país de terem atirado pedras, sacos de água e arremessado um pneu em chamas contra os agentes das forças de ordem.

"Perante estas agressões não podiam ficar de braços cruzados", defendeu o comissário.

Para Celso de Carvalho, a manifestação de hoje tinha como único objetivo "criar confusão" em Bissau e não um protesto pacífico, "como disseram os organizadores da iniciativa".

O comissário afirmou não ter dúvidas de que havia pessoas "infiltradas para criar confusão", o que é da responsabilidade dos organizadores.

Celso de Carvalho considerou também "estranho" a manifestação ter decorrido de forma pacífica da rotunda do aeroporto até à sede do Benfica, a cerca de 250 metros da Presidência da República, para a partir daquele local degenerar em violência.

"Quiseram romper a barreira policial para ir para o Palácio (da Presidência), não deixámos e começaram logo a arremessar objetos contra os nossos agentes", explicou o comissário da POP, para afirmar que alguns manifestantes já traziam as pedras consigo.

O coronel garantiu que a polícia está "calma e serena" e nunca vai permitir que haja desordem pública ou desacatos à autoridade do Estado.

Além dos sete polícias feridos, foram também registados ferimentos em cerca de 20 manifestantes.

Conosaba/Lusa

ASCENSÃO DE JESUS: IGREJA CATÓLICA CELEBRA 51º DIA MUNDIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL


Padre Augusto Mutna Tamba


A igreja católica do mundo celebra este domingo 28 de maio, na solenidade de ascensão de Jesus aos céus, o 51 DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS. O blog Conasaba de Porto falou com Padre Augusto Mutna Tamba, antigo coordenador da comissão interdiocesano de Comunicação Social, atualmente na Itália fazendo uma formação em Centro de Serviços de Vídeo em Potenza. 

Primeiro padre guineense formado em comunicação social pela faculdade de ciências de comunicação da universidade pontifícias salesiana em Roma. Querendo saber do teor e  e das motivações da jornada de Comunicação Social pela  a igreja recorremos  ao reverendo padre.

Como todos os anos o papa pela ocasião  o manda uma mensagem para o efeito. Este ano não fugiu a tradição pelo que novamente mandou a mensagem que tem como tema tirado do livro de profeta Isaías capítulo 45, versículoe5: "Não tenhas medo, que Eu estou contigo”  para Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo».

Porque, "graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).


Ainda citando a mensagem do papa para este dia, o reverendo Augusto disse que: "esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas rela seções pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade".

Para o Mutna a preocupação da igreja é "que haja necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Voltando a sua aplicabilidade na Guiné Bissau, o  padre salienta o facto de alguns órgão de comunicação e agentes de comunicação social são confundidos no desempenhos no desempenho das suas funções, sobretudo por  e escassos meios financeiros e do profissionalismo  e caiem em negócios. Portanto no dia em órgãos de comunicação guineense passarem a ter um jornalismo profissional com sérias investigações, passarem a falar simplesmente a verdade, e expor os podres de todos sem excepção, a Guiné Bissau vai mudar em um curto espaço de tempo.

O nosso problema é que a mentira tem assento nos órgãos da soberania e a verdade esta presa sem voz, e condenada a prisão maior.

Há quem defende o errado, ignoram as reclamações do povo, para terem a oportunidade de continuar a roubar.

Assim nunca iremos para frente,  com esses jornalistas que falam como se não vivessem na Guiné Bissau.

Ser jornalista não é só pegar no gravador ou microfone e fazer entrevistas as pessoas ou escrever e apresentar notícias na rádio ou televisão.

Como outras profissões o jornalismo também é, como todas as vocações o jornalismo é. Portanto no momento que o país vive as rádios em particular os jornalistas podem ajudar a para que haja paz e tranquilidades na Guiné Bissau e no seio do povo guineense. Infelizmente se nota que o povo está dividido e em particular os jornalistas e rádios de costas viradas, só notar nos encontros ou nos djumbai antes de conferências de imprensa dos partidos ou membros de órgãos de soberania, como se estivéssemos num campo de futebol. As posições são claras de quem é quem é quem e de quem nesse processo.

O jornalista deve ser como água pura, que não tem cor, não tem cheiro e nem tem sabor  ou mesmo como alguém que está em cima do muro e que vê em todas as direções, tanto de um lado como do outro.

O que acontece na Guiné Bissau é que um bom número dos jornalista não o é pela profissão e se é falta ainda a deontologia profissional razão pela qual os trabalhos feitos residem na cobertura de conferência de imprensa e  notas de imprensa, se é que uma nota de imprensa é um trabalho jornalístico e enfim comunicados de falecimentos, de tocha chouros, missas e jiaras.

O jornalista não deve ser um que termina a entrevistas dizendo tens ainda alguma coisa a dizer que além das perguntas colocadas. Isso mostra exactamente que não explorou ou não tem domínio do argumento da entrevista. 

O jornalista antes de entrevista deve pelo menos conhecer tudo senão 90 porcento do argumento em questão para não ser embrulhado pelo entrevistado.

Os jornalistas devem se juntar independentemente da filosofia da casa rádio para verem em comum como podem ajudar na resolução dos problemas guineenses, fazendo reflectir a sociedade em geral.

Na Guiné poucos são os jornalistas que lêem e reflectem nas reais situações do país. Poucos são os órgãos de comunicação excepto uns que conheço fazem o balanço dos trabalhos feitos nos dias anteriores ou fazem seguimento das informações. E isso por além de desorientar os ouvintes ou seguidores desinformação o público.

O princípio de contraditório ainda falta nos nossos jornalistas, senão vejamos o caso de acordo de Conacri, todos os órgãos de comunicação passar só a voz dos líderes dos grupos de intervenientes no processo. Ninguém se preocupou com o documento resultante das negociações. O resultado é que houve muita confusão depois na informação sobre a escolha da figura de consenso e só mais tarde é que veio publicar nas redes sociais o documentos depois de uma ou mais semanas. Isso é mau. Nas situações do género é muito importante as fontes. Não se pode acontecer com o que se outros falam tomando como fidedignas de informação.

Na trajetória eclesial, a Igreja Católica sempre a considerou o tema comunicação como um elemento importante a ser contemplado, na sua especificidade. E os documentos da Igreja revelam a evolução do pensamento do magistério na área da comunicação, que passou por diversas fases de “desconfiança”, de “aceitação”, até a compreensão da necessidade do diálogo entre fé e cultura. 

Na atualidade, revela-se um grande esforço para adequar a linguagem, mas, sobretudo, a mudança de mentalidade, uma vez que na sociedade atual, entramos em um novo processo de comunicação, que exige a passagem da simples transmissão da fé, para um modelo de interatividade participativo. Um desafio para a evangelização.

A igreja celebra este sonho de Pentecostes o quinquagésimo primeiro dia mundial de comunicação social sobre tema "Não tenhas medo, que Eu estou contigo”  para Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo».


MOVIMENTO DE CIDADÃOS INCONFORMADOS DA GUINÉ-BISSAU VAI "PERSISTIR" COM PROTESTOS



O presidente do Movimento de Cidadãos Inconformados com a situação política na Guiné-Bissau, Sana Canté, disse hoje que os protestos vão persistir e pediu à comunidade internacional para não facilitar na resolução da crise.

"Vamos persistir. Não podem impedir as nossas manifestações porque o nosso Estado é soberano e ninguém pode impedir a nossa liberdade de expressão", afirmou Sana Canté à agência Lusa.

Para Sana Canté, o "principal responsável pela crise está identificado [referindo-se ao Presidente do país, José Mário Vaz] e a comunidade internacional não pode facilitar".

Segundo Sana Canté, os ânimos na manifestação exaltaram-se porque a polícia espancou um grupo de jovens que tentou chegar ao edifício da UDIB, também junto à Presidência guineense.

Durante a manifestação de hoje foram registados confrontos entre os manifestantes e a polícia, que acabou por lançar gás lacrimogéneo e exercer violência contra as pessoas que participavam no protesto.

"Há 21 pessoas feridas e há detidos, que ainda não consigo precisar", disse Sana Canté, sublinhando que foram detidas em casa pessoas que não participaram na manifestação, mas que apoiam o movimento.

A Lusa tentou contactar o comando da polícia de Bissau para saber o número de detidos, bem como precisar o número de polícias feridos, mas até ao momento não obteve qualquer esclarecimento.

Conosaba/Lusa



«CONFERÊNCIA DE IMPRENSA» DOMINGOS SIMÕES PEREIRA EXIGIU A LIBERTAÇÃO IMEDIATA E INCONDICIONAL DE "TODOS CIDADÃOS DETIDOS"

Foto - arquivo


PAIGC acusa Presidente de ordenar uso da força contra manifestantes

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo (PAIGC) acusou hoje o Presidente guineense, José Mário Vaz, de ter ordenado o "uso desenfreado de força e repressão" sobre os manifestantes que protestaram em Bissau.

"Gorada a tentativa de impedir a realização da marcha, esgotados todos os argumentos legais e inconstitucionais para o efeito, José Mário Vaz ordenou ao seu Governo, a mobilização de uma carga mista, policial e militar, e o uso desenfreado da força e da repressão, tendo resultado no ferimento grave de várias dezenas de manifestantes e ainda prisão de outros tantos", afirmou o presidente do partido, Domingos Simões Pereira.

Domingos Simões Pereira falava aos jornalistas em conferência de imprensa convocada após os confrontos registados hoje entre a polícia e os manifestantes que participaram num protesto contra o Presidente guineense.

A polícia dispersou os manifestantes com bombas de gás lacrimogéneo e bastonadas, após aqueles lhes terem atirado água, pedras e começado a queimar pneus. Os manifestantes alegam que reagiram assim depois de a polícia ter espancado um grupo de jovens que tentava chegar mais próximo da Praça dos Heróis Nacionais, onde está localizada a Presidência guineense.

"O PAIGC condena veementemente os atos perpetrados contra civis desarmados que de forma pacífica expressavam o seu inconformismo e repúdio ao regime em curso de implantação, reclamando a restauração da ordem democrática", salientou.

Na conferência de imprensa, Domingos Simões Pereira exigiu a libertação imediata e incondicional de "todos os cidadãos detidos" e responsabilizou "José Mário Vaz por todas as implicações e consequências decorrentes" daquele ato "irrefletido e irresponsável".

Domingos Simões Pereira exigiu também a criação de uma comissão de inquérito para apurar detalhadamente as "circunstâncias e causa do uso da força policial e militar e a responsabilização individual e institucional dos perpetradores do ato de violência".

À comunidade internacional, o presidente do PAIGC alertou para que acompanhe todas as ocorrências e a "correspondente responsabilização por todos os crimes contra os direitos humanos, tanto a pessoas singulares como às respetivas instituições".

Domingos Simões Pereira lembrou que o "povo tem direito à manifestação e à expressão da sua vontade soberana" e que cabe às "instituições e respetivos titulares, criarem condições objetivas para que essa manifestação seja livre e pacífica".

O PAIGC, afirmou Domingos Simões Pereira, "exorta ao povo guineense para não baixar os braços, para não ter medo de ser livre e a lutar pela liberdade, sempre de forma pacífica e ordeira, mas com empenho e determinação".

Aos militantes do partido, Domingos Simões Pereira pediu para aguardarem serenamente, mas mobilizados, pelas decisões da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a serem anunciadas na cimeira de chefes de Estado e de Governo a realizar a 04 de junho em Monróvia, Libéria.

Conosaba/Lusa

LÍDER DO PAIGC REVOLTADO COM VIOLÊNCIA CONTRA MANIFESTANTES

DSP no Hospital para apoiar os Feridos


O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considera, este sábado (27/05), que a violência das forças de segurança contra os marchantes demonstra a predisposição do Presidente da Republica em transformar o país “num espaço da sua ditadura e da sua tirania”

O líder dos libertadores estava no Hospital Nacional Simão Mendes onde deram entrada 12 pessoas vítimas da violência.

Numa entrevista exclusiva á Rádio Sol Mansi (RSM), minutos depois de os manifestantes serem dispersos, com gás lacrimogéneo e violência física, pelas forças de defesa e segurança que os impediram de chegar a praça dos heróis nacionais, Simões Pereira diz que fica “simplesmente a proibição da marcha e este é o verdadeiro rosto de ditadura e tirania que está a dar o seu últimos sopros”.

“Foi uma marcha completamente pacífica realizada pelos cidadãos livres, primeiro recebeu uma carga militar completamente desproporcional transformado na violência de uma forma gratuita que põe em causa a integridade física das pessoas, sem qualquer tipo de necessidade que não estavam a constituir ameaça nem para as instituições e para os titulares de quaisquer tipos de cargo”, critica.

Simões Pereira diz ainda que o acto que aconteceu na manhã deste sábado demonstra o principio do fim.

“De facto, o povo deve ter coragem de ser livre e de confrontar esta situação de uma vez por todas libertar destas ameaças de tirania.

Sabemos que 10 pessoas deram entradas no Hospital Nacional Simão Mendes e desconhecemos o número dos manifestantes detidos, mas a RSM sabe que alguns polícias foram feridos.

Tentamos falar com o ministro da administração interna mas a assessoria informa que o ministro deve falar á imprensa ainda esta tarde sobre o mesmo assunto.

Igualmente ouvido pela RSM o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, diz que o acto enquadra-se na estratégia das forças de segurança de tentar limitar o exercício dos direitos fundamentais na Guiné-Bissau.

“Nós temos assistido, nos últimos dias, informações que visam simplesmente provocar medo aos manifestantes para não poderem exercer os seus direitos. Isto é muito mau na democracia e as pessoas têm que poder exercer livremente os seus direitos sem qualquer receio de represália ou de algumas intervenções a margem da lei por parte dos manifestantes”, sustenta Augusto Mário que afirma que a liga é sempre contra a violência e apela as forças de segurança a serem aludidos nas acções a serem executados e os cidadãos para evitarem a actos de provocação e de vandalismo.

Entretanto, Fatumata Djau Baldé diz que as autoridades que garantes segurança têm duas faces porque “quando é uma marcha para agradar um grupo é garantida a segurança mas quando é uma marcha para exigir do outro lado o cumprimento da constituição da república a segurança é barrada”.

O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados, que marchava para pedir a renúncia do presidente José Mário Vaz, deve falar á imprensa ainda esta tarde sobre o sucedido.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba do Porto