terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Maio Copé - Bariga Intchi Kuden [ Álbum Nô na riba terra - 2020 ] (Cabaz Garandi)

Covid-19: Alto Comissariado da Guiné-Bissau manifesta preocupação com comícios do Presidente no leste

Bissau, 01 dez 2020 (Lusa) - O Alto Comissariado para a Covid-19 na Guiné-Bissau manifestou hoje "muita preocupação" em relação à forma como decorreram dois comícios realizados pelo Presidente guineense no leste do país, que não respeitaram as recomendações impostas pelas autoridades.

Em comunicado divulgado à imprensa, a alta comissária para a Covid-19 da Guiné-Bissau, Magda Nery Robalo, salienta que foi com "muita preocupação", que tomou conhecimento dos comícios realizados no sábado, em Gabu, e domingo, em Bafatá.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, deslocou-se durante o fim de semana àquelas duas cidades no leste do país para agradecer o apoio dado à sua eleição como chefe de Estado.

Tanto em Gabu, como em Bafatá, milhares de pessoas estiveram todas juntas sem respeito pelo cumprimento da regra de distanciamento e sem utilizarem máscaras, apesar dos apelos feitos pelo chefe de Estado.

"Estes eventos estiveram em contrassenso com as recomendações do decreto-lei do Governo, promulgado pelo Presidente da República, que instituiu o estado de calamidade em virtude da pandemia de covid-19", salienta, no comunicado, Magda Robalo.

As autoridades guineenses declararam a situação de calamidade e de emergência de saúde em setembro, depois de vários meses em estado de emergência.

A situação de calamidade e de emergência de saúde vai estar em vigor até 08 de dezembro.

Segundo Magda Robalo, os comícios foram realizados numa altura em que se assista a uma segunda vaga da pandemia na Europa e "possivelmente também em África".

A Alta Comissária para a Covid-19 adverte que este tipo de acontecimentos põem em causa a "saúde pública" e "ameaçam reverter os ganhos conseguidos até agora na luta contra a pandemia".

A Guiné-Bissau regista atualmente um total acumulado de 2.441 casos de covid-19 no país, 64 dos quais permanecem ativos, e 44 vítimas mortais.

Na última semana, segundo dados divulgados pelo Alto Comissariado, foram registados três novos casos e mais uma vítima mortal.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.468.873 mortos resultantes de mais de 63,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.577 pessoas dos 300.462 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



Histora a Historia Africa- de Mar vermelho a Madina de Boé

«DUS CURPU, UN COSON!» Presidente de Cabo Verde visita Guiné-Bissau no início do próximo ano

O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, anunciou hoje que vai visitar a Guiné-Bissau "no início do próximo ano", naquela que será a sua primeira deslocação ao país desde a chegada ao poder de Umaro Sissoco Embaló.

"Contactos com vista à concretização de visita oficial à Guiné-Bissau no início do próximo ano", anunciou Jorge Carlos Fonseca, na sua página pessoal no Facebook.

No início de novembro, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, formalizou o convite ao homólogo de Cabo Verde para uma visita oficial ao país para reforço dos "laços históricos" entre os dois Estados.

A carta-convite foi entregue pelo embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, M´Bala Fernandes, que foi recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano, que é atualmente presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"O senhor Presidente Jorge Carlos Fonseca respondeu prontamente que estaria disposto a ir a Bissau e nós, diplomatas, ficaremos incumbidos de tratar dos pormenores da visita oficial", disse na altura o diplomata guineense.

A acontecer, será a primeira visita oficial do Presidente cabo-verdiano à Guiné-Bissau desde a chegada ao poder de Umaro Sissoco Embaló, que já tinha convidado Jorge Carlos Fonseca para a sua tomada de posse, no início do ano, então marcada por uma crise pós-eleitoral, mas que não se concretizou.

Jorge Carlos Fonseca termina o mandato em outubro de 2021, ano marcado por eleições legislativas e presidenciais em Cabo Verde.

Em 22 de novembro de 2019, o último dia de campanha para a primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló esteve algumas horas na Praia, tendo sido recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano.

Voltou à Praia em 11 de janeiro de 2020, após a segunda volta das eleições guineenses, e de novo para se reunir com o Presidente cabo-verdiano no Palácio Presidencial, tendo na altura convidado Jorge Carlos Fonseca para a sua tomada de posse.

Conosaba/Lusa

GUINÉ-BISSAU: ANP SESSÃO ORDINÁRIA DA X° LEGISLATURA

Partido APU-PDGB: DIREÇÃO NEGA A EXISTÊNCIA DA CRISE INTERNA

 

A direção da Assembleia do Povo Unido – Partido Social Democrata da Guiné-Bissau (APU-PDGB), negou, na segunda-feira, 30 de novembro de 2020, que o partido esteja a atravessar uma crise interna, na sequência do posicionamento do seu líder, Nuno Gomes Nabian, na segunda volta das eleições presidenciais de 2019.

A informação foi transmitida à imprensa pelo militante e alto dirigente partido Garcia Bifa Bideta, à margem da cerimónia de abertura da comemoração do sexto aniversário do partido, realizada na sede nacional dos apuanos,sita na avenida dos Combatentes da Liberdade de Pátria, em Bissau.

Estamos coesos no partido, embora possa existir um militante ou um dirigente que tenha ficado descontente durante rodo o processo das últimas eleições presidenciais de 2019. Posso garantir-vos que a nível da direção não existem problemas.  Até ao momento não instauramos nenhum processo disciplinar contra um ou outro militante, portanto estamos coesos no partido”, sublinhou.

O também secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica do atual executivo, Bifa Bideta revelou que o partido está coeso, aberto ao diálogo interno na busca de estratégias para apoiar o seu líder.

A APU-PDGB é uma dos três formações políticas com assento no parlamento guineense, que suportam o atual executivo, cujo líder, Nuno Gomes Nabian, é primeiro-ministro. Embora um grupo de quatro deputados e alguns membros da direção continuem a defender o acordo  de incidência parlamentar assinado com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), depois das eleições legislativas de março de 2019.

O presidente do partido, Nuno Gomes Nabian, que assinou o acordo com o PAIGC,  invalidou o compromisso que tinha com o PAIGC, firmando outro com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) e o Partido da Renovação Social (PRS).

Apesar da nova aliança ter sido formalizada, quatro dos cinco deputados do partido mantiveram-se leais ao acordo assinado com o PAIGC.

A APU-PDGB foi fundada a 30 de novembro de 2014, na cidade de Gabú, leste do país, depois da segunda volta das eleições presidenciais, onde o então dirigente do PAIGC, José Mário Vaz, foi eleito Presidente da República da Guiné-Bissau.

Devido à pandemia do novo Coronavírus (covid-19), o partido decidiu não fazer grande evento de comemoração do aniversário, apenas entregou alguns produtos de prevenção contra a doença.

Por: Alison Cabral

Conosaba/odemocratagb

Covid-19: Guiné-Bissau regista mais três casos e uma vítima mortal

Bissau, 30 nov 2020 (Lusa) - A Guiné-Bissau registou a semana passada mais três casos de covid-19 e uma vítima mortal, segundo dados divulgados hoje pelo Alto Comissariado para a Covid-19.

Segundo os dados, referentes à semana entre 23 e 29 de novembro, foram registados mais três casos de covid-19 no país, elevando o total acumulado, desde o início da pandemia, para 2.441 infetados.

O Alto Comissariado para a Covid-19 confirmou também mais uma vítima mortal por covid-19, elevando para 44 o total acumulado de mortes devido à doença.

Os dados indicam também que há 64 casos ativos no país e que 2.327 pessoas já recuperaram da doença.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.460.018 mortos resultantes de mais de 62,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 51.708 mortos confirmados em mais de 2,1 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Angola regista 346 óbitos e 15.103 casos, seguindo-se Moçambique (131 mortos e 15.701 casos), Cabo Verde (105 mortos e 10.747 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.146 casos), Guiné-Bissau (44 mortos e 2.441 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 985 casos).

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,3 milhões de casos e 172.833 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.