domingo, 15 de março de 2026

Guardas da Revolução iranianos ameaçam “caçar e matar” Benyamin Netanyahu


Guardas da Revolução iranianos ameaçam “caçar e matar” Benyamin Netanyahu. © Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Médio Oriente – Ao 16.º dia do conflito no Médio Oriente, os Guardas da Revolução iranianos declararam que vão “caçar e matar” o primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, intensificando a retórica num momento em que a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irão se intensifica. Enquanto Israel lança novas vagas de ataques contra território iraniano e o Hezbollah no Líbano, Washington mobiliza os aliados para proteger o estratégico estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento mundial de petróleo.

A escalada militar no Médio Oriente entrou numa fase tensa, com o Irão e Israel a trocarem ameaças directas e operações militares cada vez mais intensas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que a guerra “está a intensificar-se e entrou numa fase decisiva”, garantindo que as operações militares vão continuar “durante o tempo que for necessário”.

Do lado iraniano, o discurso mantém-se igualmente firme. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que o conflito só terminará quando Teerão tiver a certeza de que ataques semelhantes não voltarão a acontecer.

A tensão aumentou ainda mais este domingo, 15 de Março, quando os Guardas da Revolução iranianos ameaçaram directamente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometendo “persegui-lo e matá-lo” e classificando-o como um “criminoso assassino de crianças”.

No terreno, o conflito já se estende para além de Israel e do Irão. O exército iraniano afirmou ter lançado ataques com drones contra alvos em território israelita, incluindo uma unidade policial e um centro de comunicações por satélite. Israel respondeu com uma nova vaga de ataques contra infra-estruturas militares no oeste do Irão, numa ofensiva conduzida em coordenação com os Estados Unidos.

O conflito alastrou-se também ao Líbano, onde Israel combate o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas já fizeram pelo menos 826 mortos, incluindo 106 crianças, e mais de 2.000 feridos desde o início da guerra, a 2 de Março. No sul do país registam-se confrontos directos entre forças israelitas e combatentes do Hezbollah, que tentam travar o avanço das tropas.

Perante a deterioração da situação regional, várias potências apelam à contenção. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão instou outros países a evitar qualquer acção que possa alargar o conflito, advertindo contra uma escalada militar que envolveria mais actores internacionais.

Ainda assim, os Estados Unidos reforçam a sua presença na região. O presidente Donald Trump apelou a vários aliados; entre eles França, Reino Unido, Japão e China, para enviarem navios de guerra para proteger o estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos. Washington prepara-se também para escoltar petroleiros nesta rota estratégica, actualmente perturbada pelas tensões com o Irão.

A diplomacia regional tenta evitar um agravamento da guerra. O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros iniciou uma deslocação a vários países do Golfo para coordenar posições e tentar conter a escalada militar.

Por: Lígia ANJOS
rfi.fr/pt

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