segunda-feira, 28 de setembro de 2015

APELO AOS DOADORES PARA «HONRAREM COMPROMISSOS» - EMBAIXADOR JOÃO SOARES GAMA


O embaixador da Guiné-Bissau junto da Organização das Nações Unidas (ONU), João Soares da Gama, pediu, este sábado, aos países doadores que «honrem os seus compromissos», mantendo as ajudas conforme «o que foi acordado pela Mesa Redonda de Doadores do país decidido em Bruxelas no passado mês de março».

Referindo-se à crise política, João Soares da Gama explicou que as doações são essenciais para cumprir a Agenda 2030 num «país que tem estado em instabilidade durante muito tempo».

A Agenda 2030 é um documento subscrito, este mês, pela maioria dos Estados membros da ONU, com um compromisso para pôr em prática, até ao ano 2030, um programa de desenvolvimento sustentável baseado nos princípios da erradicação da pobreza, da paz, da colaboração e do respeito pelo meio ambiente.

abola/conosaba

domingo, 27 de setembro de 2015

CONHEÇAM UM POUCO MAIS SOBRE O CANTOR GUINEENSE KLIM MOTA - "Nô djunta cabeça"









Klim Mota, natural de Bolama, filho do conhecido comerciante Daniel Mota que também tocava e cantava nos tempos livres entre amigos. Muito cedo revelou a paixão pelo futebol um dos motivos que fez o pai manda-lo para Portugal afim de dar a continuidade aos estudos. Em Aveiro nos anos 80 conheceu o Beto de ex-agrupamento embaraço com quem começou a dar os primeiros passos. Mais tarde já em 1994 foi convidado a integrar num grupo musical constituído por músicos angolanos e brasileiros onde militou durante 17 anos.em 2007 decidiu gravar um trabalho a solo, a partir daí foi sempre a surpreender pela positiva...

TCHUMA BARI, CANTORA GUINEENSE ESTARÁ NO DIA 2 DE OUTUBRO EM LISBOA PARA APRESENTAR 'UM GRANDE ESPECTÁCULO DE ARRASAR'


ASSOCIAÇÃO DE GUINEENSES NO TARRAFAL EM CABO VERDE FESTEJOU A DATA DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ-BISSAU COM "POMPAS"


Apesar da crise política profunda, de momento que se vive na Guiné-Bissau, os guineense residentes no Tarrafal festejaram a data da independência, a festa "correu com pompa e circunstância".

Na Palestra, estiveram presentes:

-Representante de Cônsul Geral da Guiné-Bissau em Cabo Verde

-Presidente da Associação dos Guineenses residentes em Cabo Verde

-Secretário Geral das Associações residentes em Cabo Verde

-Antigos Combatentes

-Delegado de Ministério da Educação de Cabo Verde

-Câmara Municipal do Tarrafal (Principal financiador da festa).



Tarrafal





sábado, 26 de setembro de 2015

GUINÉ-BISSAU: PRIMEIRO GUIA TURÍSTICO DO PAÍS TEM ASSINATURA PORTUGUESA


A Organização Não-Governamental (ONG) portuguesa «Afectos com Letras», anunciou, esta semana, a criação do primeiro guia turístico dedicado à Guiné-Bissau.

A parceria entre a ONG sediada em Pombal, a secretaria de Estado do Turismo guineense e a União Europeia ambiciona criar um livro impresso a par de uma versão digital.

Em destaque no primeiro guia turístico estarão as 90 ilhas dos Bijagós e as matas de Cantanhez, santuário de chimpazés.

Abola/Conosaba

EX-PRIMEIRO-MINISTRO SIMÕES PEREIRA PODERÁ SER O NOVO CHEFE DA DIPLOMACIA GUINEENSE


O PAIGC e o PRS, principais forças políticas na Guiné-Bissau, têm estado em reuniões nos últimos dias com vista à formação de um novo Governo a ser liderado por Carlos Correia.

Em Bissau, aguarda-se pela formação do novo Governo que será liderado por Carlos Correia. De acordo com várias fontes do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ouvidas pela DW África, Carlos Correia sugere que o primeiro-ministro demitido a 12 de agosto, Domingos Simões Pereira, ocupe a pasta do ministério dos Negócios Estrangeiros. Por várias vezes, o também líder do PAIGC tem-se manifestado disponível para integrar o novo elenco governamental desde que o chefe do Governo assim o entender.

O sociólogo guineense Miguel de Barros não vê obstáculos que possam impedir o regresso de Domingos Simões Pereira ao Governo, à frente da diplomacia guineense.

"Essa é uma decisão que cabe, em primeiro lugar, a essas figuras e, em segundo lugar, ao chefe do Governo. Acho que não devemos entrar num periodo de exclusão de partes, porque isso acaba por fazer com que os níveis de tensão, de desconfiança e até de uma certa barricagem política compliquem a situação", afirma o analista. "Neste momento, não é aconselhável transportarmos aquilo que são as lutas partidárias para as estruturas do Estado", avisa.

Entretanto, fontes do PAIGC avançam ainda os nomes de Geraldo Martins para o ministério da Economia e Finanças e Cadi Seide de novo para a Defesa. Estes nomes fazem parte da lista a ser enviada ao Presidente da República, José Mário Vaz.

Novas caras no Governo de Carlos Correia

As novidades no Executivo guineense serão Vicente Fernandes, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD) - que deverá sair da secretaria do Estado de Turismo para uma pasta ministerial -, bem como Idrissa Djaló, presidente do Partido de Unidade Nacional e uma das vozes críticas à atuação do Presidente da República durante esta crise.

Convidado a prever o futuro imediato do país, Miguel de Barros, sociólogo guineense, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), sobre Estudos Sociais, em Bissau, e investigador do CODESRIA - o Conselho para o desenvolvimento da pesquisa em Ciências Sociais, sedeado em Dacar - traça o perfil de quem deve ser membro deste novo Governo, destacando que "a dimensão tecnocrática é fundamental".

"Quadros nacionais com experiência no país ou no exterior, competências comprovadas que possam ser capazes de uma ação executora do Governo numa lógica que permite garanrtir a confiança da própria população, no sentido de saber que existem capacidades a trabalhar no Governo", explica.

Para o sociólogo guineense, a população da Guiné-Bissau deve ser capaz de exigir ao novo Governo que inclua figuras que estejam acima de qualquer suspeita "quer sob o ponto de vista da sua conduta moral ou da sua passagem por outros Governos, nomeadamente no que diz respeito às questões ligadas à transparência da gestão da coisa pública".

Ação governativa

Segundo Miguel de Barros, os ministros e os titulares dos órgãos públicos num contexto de fragilidade do Estado "têm de ser autênticos embaixadores nos seus pelouros. Por outro lado, devem ter também um reconhecimento internacional que lhes permita fazer com que a ação governativa não seja centralizada na figura do primeiro-ministro", conclui.

Sobre um pacto de estabilidade que deverá assinado pelos atores políticos e sociais para garantir a estabilidade governativa, Miguel de Barros considera que vem demasiado tarde. "Do ponto de vista governativo, aspetos como, por exemplo, o respeito pela Constituição, as margens onde cada órgão de soberania deve atuar, deveriam ter sido clarificadas naquela altura".

Entretanto, o Partido da Renovação Social promete dizer 'sim' ou 'não' à sua participação no próximo Governo apenas nesta terça-feira (21.09). A segunda maior força política confirmou apenas ter recebido o convite para integrar um novo Governo do PAIGC.

NOVO GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU TERÁ 33 MEMBROS - ANUNCIA PAIGC




O novo Governo da Guiné-Bissau terá 33 membros entre ministros e secretários de Estado e será apresentado ao Presidente do país no início da semana, disseram à Lusa fontes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A orgânica do Governo foi determinada na reunião do ´bureau´ político (órgão de decisão) que terminou na última madrugada após mais de sete horas de debate.

A saída da reunião, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, limitou-se a confirmar que a proposta com os nomes e a orgânica do novo Governo serão apresentados ao Presidente do país, José Mário Vaz, "logo no início da semana".

Confirmou também que o novo executivo terá uma composição diferente daquele por si presidido e que foi demitido a 12 de agosto pelo chefe de Estado, mas escusou-se a adiantar o número de pastas e a própria orgânica.

Outras fontes do PAIGC indicaram à Lusa, entretanto, que o novo Governo terá 33 membros, entre ministros e secretários de Estado e que alguns ministérios que antes estavam juntos vão ficar separados.

O Governo liderado por Domingos Simões Pereira contava com 30 elementos.

O líder do PAIGC adiantou que o ´bureau´ político mandatou a direção do partido e o novo primeiro-ministro, Carlos Correia, para iniciarem as conversações com as outras forças políticas e sociais para integrarem o Governo.

O PAIGC e o PRS (Partido da Renovação Social), segunda maior força no Parlamento, devem iniciar as conversações para que os seus elementos possam integrar o Governo, disse Simões Pereira.