segunda-feira, 1 de junho de 2020

APU-PDGB CRITICA PAIGC DE QUER ASSUMIR O GOVERNO INVESTIDO POR PRESIDENTE QUE NÃO RECONHECE

O membro da direção Superior da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB,  Jorge Mandinga, criticou a postura dos dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, segundo o político, querem assumir a governação do país e serem investidos pelo Chefe de Estado que não reconhecem. 
Jorge Mandinga fez esta observação à imprensa asaída de um encontro de auscultação convocada pelolíder da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, no ambito dos esforços paraencontrar uma solução para a crise política e parlamentar.
A iniciativa do presidente da ANP insere-se no âmbito da recomendação do comunicado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que instou as autoridades e as forças políticas nacionais no sentido de encontrarem uma solução que permita a formação do governo na base da Constituição da República e respeitando os resultados das eleições legislativas de 10 de março de 2019, ganhas pelos libertadores (PAIGC). 
O dirigente dos apuanos reafirmou aos jornalistas que a sua formação política continua fixa no grupo que detém a nova maioria parlamentar, que junta o Partido da Renovação Social (PRS), o Movimento para Alternância Democrática (MADEM) e que de momento aguardam a convocação da sessão parlamentar para aprovar a sustentabilidade do atual governo. Contudo, mostrou a disponibilidade do seu partido em prosseguir a negociação com os dirigentes dos libertadores (PAIGC), através do Parlamento, sobre a sua inclusão no atual governo.
Explicou que o líder da ANP solicitou-lhes, durante a reunião, para voltarem a negociar com os libertadores na próxima quinta-feira (04 de junho) em conjunto no Parlamento, no sentido de encontrar uma solução definitiva, tendo frisado que mostraram a Cassamá, que a APU-PDGB está disponivel à continuar a negociação .
“Mostramos ao líder da ANP que temos certa dificuldade em perceber o PAIGC, que quer negociar com o Presidente da República e outros partidos políticos com assento no Parlamento e por outro lado, continua teimosamente a internacionalizar os problemas da Guiné-Bissau, contestando o reconhecimento de Úmaro Sissoco Embaló pela CEDEAO. Como é possível, eu querer ser membro do governo que será empossado pelo Chefe de Estado que não reconheço!? Ficamos aqui inconformados nessa posição, pensamos que já na quinta-feira, aquando da reunião convocada pelo presidente da ANP, ouviremos a explicação dos libertadores sobre essa situação”, sublinhou.
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A
Conosaba/odemocratagb

LÍDER DE 'UM' AFIRMA QUE EM DEMOCRACIA DEVE PREVALECER O RESPEITO PELA LEGALIDADE


O líder da União para a Mudança (UM), Agnelo Augusto Regalla, afirmou esta segunda-feira, 01 de junho de 2020, que a UM, enquanto partido responsável e legalista, entende que em democracia o respeito pela legalidade é que deve prevalecer.

O político fez estas advertências na sua declaração aos jornalistas à saída de uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, que convocou os partidos com assento parlamentar no âmbito dos esforços para encontrar uma solução política para a crise, a nível de seis partidos com deputados no hemiciclo guineense.

A iniciativa do líder da ANP insere-se no âmbito da recomendação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que instou as autoridades e as forças políticas nacionais no sentido de encontrarem uma solução que permita a formação de um governo na base da Constituição da República e respeitando os resultados das eleições legislativas de 10 de março de 2019, ganhas pelos libertadores (PAIGC). 

Agnelo Regalla assegurou na sua comunicação que,enquanto os políticos continuarem no “zig-zag” sem, no entanto, “ver uma linha firme daquilo que é a lei, a Guiné-Bissau não sairá da situação em que se encontra”.

Explicou que, para sair da atual situação política em que se encontra o país é preciso que o Supremo Tribunal de Justiça, enquanto orgão judicial do país, se pronuncie sobre o diferendo que existe relativo aocontencioso eleitoral.

“O Presidente da ANP está numa missão de bonsofícios no sentido de procurar uma solução. Não é o dito Presidente autoproclamado quem deve dar orientações ou missão ao líder da ANP! A nossa proposta para a saída da atual situação política do país de maneira clara e que trará a solução para o país, deverá entrar ainda na quarta-feira desta semana no gabinete de Presidente do Parlamento”, garantiu.

Entretanto, o vice-presidente do Partido da Nova Democracia (PND), Abas Djaló, disse que o seu partido mais uma vez, reafirmou o seu engajamento na busca de solução para a governabilidade que, em sua opinião, passa necessariamente pelo entendimento dos partidos políticos e baseado sempre na lei.

Sublinhou que o PND continua a privilegiar o diálogo com os seus parceiros com o intuito de encontrar um denominador comum para a situação vigente.





Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

Conosaba/odemocratagb

Guiné-Bissau: Audiências entre o Presidente do Parlamento e os partidos ...

Guiné-Bissau: Audiências entre o Presidente do Parlamento e os partidos ...

Audiências entre o Presidente do Parlamento e os partidos com assento pa...




O vice-presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Jorge Malú, disse esta segunda-feira, 01 de junho de 2020, que cada grupo de partidos políticos está a reivindicar uma maioria, mas advertiu que qualquer maioria neste momento não oferece confiança nem garantias de estabilidade governativa e por isso, sustenta que é preciso prosseguir com o trabalho junto das estruturas partidárias no sentido de unir as forças para uma estabilidade governativa.

Jorge Malú falava à imprensa a saída do encontro de auscultação com o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, para a busca de solução política no relativa à formação de um governo até no dia 18 do mês em curso, de acordo com a indicação do Chefe de Estado, Úmaro Sissoco Embaló.

A iniciativa do presidente da ANP insere-se no âmbito da recomendação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que instou as autoridades e as forças políticas nacionais no sentido de encontrarem uma solução que permita a formação de um governo na base da Constituição da República e respeitando os resultados das eleições legislativas de 10 de março de 2019, ganhas pelos libertadores (PAIGC). 

Jorge Malú disse que no momento existem dois grupos de partidos que reclamam 7ma maioria parlamentar, numa altura em que todos os órgãos da soberania se mostram preocupados com a crise política e parlamentar que persiste no país.

“Compreendemos perfeitamente essa preocupação dos titulares dos órgãos da soberania, por isso é que estamos a ver a possibilidade de encontrar entendimento a nível das formações políticas, de forma democrática em que a maioria é determinada pelo voto e a ANP é o único espaço para demostrar essa maioria parlamentar”, salientou.

O dirigente dos renovadores assegurou que existe um governo que resultou de um acordo de incidência parlamentar de três formações políticas a quem deve ser permitido apresentar o seu instrumento de governação para ver se tem maioria ou não. Acrescentou que esse é o pedido que fizeram ao presidente da ANP, de forma “a saber, na verdade, quem tem a verdadeira maioria parlamentar”.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

odemocratagb

PANDEMIA DE COVID-19 TEM PROVOCADO CAOS NA ECONOMIA DA GUINÉ-BISSAU, DIZ ECONOMISTA

O economista guineense Santos Fernandes afirmou hoje que a pandemia do novo coronavírus tem provocado o caos na economia da Guiné-Bissau e vão ser precisos apoios, porque o setor privado está com dificuldades.


"A pandemia tem provocado um certo caos a nível económico", afirmou Santos Fernandes à Lusa.

Com a chegada da covid-19 ao país, as autoridades aplicaram uma série de restrições que tiveram impacto no setor privado e há muitos empresários a admitirem encerrar as portas.

"O ambiente não está favorável para as pequenas e médias empresas e algumas estão a encerrar portas por falta de liquidez. São sinais. Tudo indica que vai ser muito prejudicial. Se já não havia um setor privado robusto com a pandemia o setor está com muitas dificuldades", salientou Santos Fernandes.

O economista afirmou também que o país está em plena época de comercialização da castanha de caju e que não há operadores económicos no terreno.

Conosaba/Lusa

COVID-19: GUINÉ-BISSAU REGISTA MAIS 83 NOVOS CASOS E AUMENTA PARA 1.339

Bissau, 01 jun 2020 (Lusa) - A Guiné-Bissau registou mais 83 novos casos de covid-19, aumentando para 1.339 o número de infeções registadas no país desde março, disse hoje o responsável do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).

No balanço diário sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no país, o coordenador do COES, Dionísio Cumba, disse que nas últimas 72 horas foram analisadas 304 amostras, das quais 83 deram positivo para covid-19.

"O total de casos acumulados na Guiné-Bissau é 1.339", afirmou, acrescentando que se mantém em oito o número de vítimas mortais.

Em relação aos recuperados, o número aumentou para 53.

O médico guineense disse também que há 26 pessoas internadas, nomeadamente 14 no Hospital Nacional Simão Mendes e 12 no hospital de Cumura, a cerca de 10 quilómetros de Bissau.

Por regiões, Dionísio Cumba precisou que existem 42 casos em Biombo, 22 em Cacheu, três em Bafatá e dois em Gabu, estando os restantes no Setor Autónomo de Bissau, ou seja, 94% dos casos.

Em África, há 4.228 mortos confirmados em mais de 147 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Bissau lidera em número de infeções (1.339 casos e oito mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), São Tomé e Príncipe (479 casos e 12 mortos), Cabo Verde (457 casos e quatro mortes), Moçambique (254 casos e dois mortos) e Angola (86 infetados e quatro mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 27.878 mortos e mais de 465 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos (1,7 milhões) e à frente da Rússia (mais de 405 mil).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.