segunda-feira, 2 de novembro de 2015

VÍRUS DE ZIKA CONFIRMADO EM CABO VERDE

Cristina Fontes Lima, Ministra da Saúde de Cabo Verde

O Ministério da Saúde de Cabo Verde confirmou hoje a existência de um surto de vírus Zika, adiantando que, desde Setembro, foram atendidos cerca de mil casos compatíveis com esta doença, transmitida da mesma forma que a dengue.

A ministra da Saúde, Cristina Fontes Lima, e o director-geral da Saúde, Tomás Valdez, confirmaram a doença depois de as análises às amostras de sangue enviadas em Outubro para o Instituto Pasteur de Dakar terem dado positivo.

Das 64 amostras, 17 foram positivas", segundo Cristina Fontes Lima, que revelou ainda que as análises permitiram descartar infecções pelos vírus da dengue, chikungunha, febre amarela, sarampo, rubéola, entre outras doenças.

O director-geral da Saúde, Tomás Valdez, adiantou que até ontem foram atendidos, desde finais do mês de Setembro no Hospital Agostinho Neto e nos centros de Saúde da Praia, aproximadamente mil casos com sintomas compatíveis com a infecção por vírus Zika.

Entre os sintomas estão manchas vermelhas na face, tronco e braços com forte comichão, dores de cabeça e febre baixa".

Em média, os serviços de saúde têm atendido 50 a 60 casos por dia relacionados com esta infecção, tendo já sido criada uma linha de atendimento específica na urgência do Hospital Agostinho Neto.

Tomás Valdez explicou que a infecção tem uma evolução benigna com duração de cerca de sete dias, não apresenta complicações e não requer hospitalização.

Adiantou que não existe vacina, sendo o tratamento sintomático, com recurso a paracetamol.

De acordo com Tomás Valdez os casos até agora registados são "essencialmente na cidade da Praia".

O vírus Zika é recente e a primeira transmissão entre humanos data aos anos 1950 na Nigéria.

Para evitar a infecção as autoridades recomendam a eliminação de recipientes com água estagnada e o uso de protecção contra as picadas do mosquito.

O director geral da Saúde acrescentou, no entanto, que não é ainda possível relacionar este surto com a epidemia do mesmo vírus actualmente em curso no Brasil.

Voa\\Conosaba

GOVERNO GUINEENSE MANDA TRAVAR MARCHA DO SINDICATO DOS PROFESSORES


Bissau - O Governo guineense impediu o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) à realizar a sua marcha “pacífica” como forma de pressionar o executivo a cumprir com as suas reivindicações.

A 29 de Outubro um forte dispositivo das Forças de Segurança estava na Chapa de Bissau respondendo assim o apelo, através de um comunicado, que o executivo fez para que tomassem as disposições legais de forma a salvaguardar o clima de paz e tranquilidade que "o país vem registando, precavendo de eventuais desacatos", não permitindo deste modo que os professores já presentes realizassem a marcha agendada.

“Se não houver a solução de problema, próxima semana” ameaçou o presidente do SINDEPROF, Lauriano Pereira da Costa, “vamos sair às ruas. Agora, se quiserem podem mandar as forças de ordem e segurança para nos torturar e nos matar, mas sem solução de problema na próxima semana inevitavelmente vamos sair às ruas e de lá não vai haver nenhum impedimento por parte do governo”.

Pereira da Costa acusou ainda o executivo de não poder pagar o salário de 29000 CFA (cerca de 45 Euros) aos professores, e mil francos de diuturnidade, mas o Governo pode receber 3 milhões de subsídios de representação, perguntando “onde é que está a lógica”.

Desde 19 de Outubro que o SINDEPROF iniciou a greve de 30 dias úteis, paralisando parcialmente as aulas nas escolas públicas, uma vez que o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) não aderiu à greve que considera “inoportuna” neste momento.

Entre outras reivindicações o SINDEPROF exige do governo a aplicação de estatuto de carreira docente, pagamentos de retroactivos, diuturnidade, harmonização de letra, efectivação dos professores.

Tiago Seide
(c) PNN Portuguese News Network - Conosaba
2015-11-02 10:45:57

"TEMPO URGE" PARA GUINÉ-BISSAU APÓS DOIS MESES SEM GOVERNAÇÃO - ONU


O "tempo urge" para a Guiné-Bissau após dois meses sem governação e agora a enfrentar insegurança com a formação do novo Governo recém-empossado, afirmou Raul de Melo Cabral, chefe de coordenação do Assessor Especial para África da ONU.

"O tempo urge. Temos vindo de crise em crise e, por vezes, dá a impressão que vivemos um mal crónico, que é o mal da crise permanente", disse à Lusa o guineense, que chefia a coordenação do Programa de Desenvolvimento do Gabinete do Assessor Especial para África das Nações Unidas (OSAA, na sigla em inglês).

O Presidente da República, José Mário Vaz, nomeou a 12 de outubro o novo Governo de Carlos Correia, dois meses depois de ter demitido o executivo liderado por Domingos Simões Pereira.

Na opinião de Raul Cabral, a comunidade internacional esteve apreensiva durante o impasse político que tomou conta do país africano durante agosto, setembro e início de outubro.

"A Guiné-Bissau é um dos países frágeis em todos os seus aspetos, desde a governação, à sua economia. No meio dessa confusão, mal havia um governo de gestão sequer. Obviamente que a comunidade internacional estava apreensiva pela recente história do país", analisou.

Sobre as críticas de que a ONU não tem estado a cumprir o seu papel de ajudar na estabilização do país, Raul Cabral discorda.

"Penso que a ONU tem desempenhado um papel crucial e não há nenhuma dúvida que as coisas poderiam ser muito piores se as Nações Unidas não estivessem lá para ajudar. Mas a ONU só pode ajudar quando as partes envolvidas estão dispostas a isso", ressalvou.

Para o responsável, é uma questão de tempo até o país encontrar o seu passo. O guineense admitiu que foi apanhado de surpresa ao saber da notícia da demissão do Governo, porque estava entusiasmado com o rumo que o país estava a tomar.

"Fui apanhado de surpresa com o que aconteceu. Desta vez que o partido líder PAIGC conseguiu maioria, a Guiné-Bissau estava no bom caminho e tinha todo o apoio internacional", disse.

Em março deste ano, o então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira foi à mesa redonda de doadores em Bruxelas com o objetivo de conseguir 427 milhões de euros de ajudas financeiras. A União Europeia prometeu um apoio de 160 milhões de euros e Portugal outros 40 milhões.

Cabral destacou o facto de, desta vez, não ter havido nenhuma intervenção militar e que utilizaram-se os mecanismos jurídicos para resolver o impasse político.

"Esta situação poderia ter sido evitada, mas é de aplaudir o fato de que todos comediram as suas ações, o que permitiu que a solução fosse encontrada. Muito embora tenha levado tempo, foi uma solução negociada que utilizou as instituições jurídicas e legais", reforçou.

Para Cabral, a Guiné-Bissau tem todas as condições para ser um país de êxito e caberá aos seus governantes utilizarem o "bom senso" e os mecanismos institucionais.

O responsável destacou ainda a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção de conflito e promoção de diálogo para detetar e impedir futuros males e problemas.

Cabral disse ter "muita fé" na Guiné-Bissau e no seu povo, e referiu estar convencido de que será possível encontrar uma solução pacífica e sustentável.

"Como africano, partilho do ponto de vista que os problemas devem ser resolvidos pelos africanos e com os africanos. A ONU está lá para dar apoio, ajudar, servir como plataforma de coesão e ser um facilitador", defendeu.

Lusa/Conosaba

domingo, 1 de novembro de 2015

«JUNTA MILITAR» Domingos Broksa (Combatentes)

«GUINÉ-BISSAU» PORTUGAL E UNIÃO EUROPEIA FINANCIAM OBRAS E MELHORIAS EM 18 JARDINS-DE-INFÂNCIA



Portugal e União Europeia (UE) vão financiar obras e melhorias em 18 jardins-de-infância guineenses, anunciou, em comunicado, a delegação da UE em Bissau.

Os 18 jardins-de-infância abrangidos dividem-se pela capital Bissau e pelas regiões do Biombo e do Cacheu.



abola/conosaba

ENTREVISTA DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA NO ENCONTRO REGIONAL DOS PARTIDOS PROGRESSISTAS DA CEDEAO, EM COTONOU, BENIM


Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC no Encontro Regional de Partidos Progressistas da CEDEAO, em Cotonou. O Partido Social Democrata do Benim organizou o encontro sob o tema: "Crises políticas e segurança na África Ocidental em direção a uma consciência coletiva progressista".









Domingos Broksa (Antonio NDjale)