terça-feira, 1 de abril de 2014

PAULO GOMES: A VISÃO ESTRATÉGICA

JOSÉ MÁRIO VAZ : "SE GANHAR ELEIÇÕES" PROMETE "PERDÃO AOS CRIMINOSOS" PARA UMA VERDADEIRA RECONCILIAÇÃO NACIONAL, PAZ E ESTABILIDADE




O economista José Mário Vaz, candidato do PAIGC às presidenciais, promete um país novo, onde todos vão se unir para o relançamento económico, sem instabilidades e sem golpes de Estado. E promete também perdão.
Economista formado em Portugal, José Mário Vaz apresenta-se como um homem que imprime rigor na administração pública e como um acérrimo defensor do trabalho, tendo já sido presidente da Câmara Municipal de Bissau e ministro das Finanças do Governo deposto pelo golpe de Estado de 2012.
JOMAV, como também é apelidado, afirma-se como caminho ideal para uma Guiné melhor num futuro próximo: "Sou uma pessoa limpa, dirigi as insituições por onde passei com seriedade, clareza, com firmeza e transparência."

Na corrida eleitoral pela primeira vez, JOMAV é candidato do PAIGC, Partido para a Independência da Guiné e Cabo Verde, para a presidência do país, e Domingos Simões Pereira, presidente do partido, concorrente às legislativas.
A dupla promete uma nova esperança, um novo país a partir do dia 14 de Abril, um dia depois das eleições.
Simões Pereira está convencido de uma coisa: "Vamos ganhar as legislativas e presidenciais para o bem da Guiné-Bissau e dos guineenses. Prioridade das prioridades é criar uma economia forte, criar trabalho, e por finalmente a economia a funcionar."
O candidato deixa claro que tudo depende também do apoio dos guineenses: "Definitivamente vamos ter que tirar o país da dificil situação enconómica em que se encontra e isso só será possível com muito trabalho. Vou pedir aos guineenses, vamos evitar intrigas, inveja, ódio. Temos de nos abraçar para levar para frente esse grande país."

Promessa de perdão aos criminosos
Se for eleito Presidente nas eleições de 13 de Abril, JOMAV garante que a primeira tarefa seria perdoar a todos aqueles que cometeram crimes rumo a uma verdadeira reconciliação nacional.
Ele promete que "a partir do dia 14 de Abril todo o mundo será perdoado, mesmo aqueles que cometeram crimes no dia 13, só assim teremos uma verdadeira reconciliação nacional, paz e estabilidade."
Mas avisa que quem intentar contra autoridade do país será responsabilizado: "É um dos papéis fundamentais de um Presidente da República saber resolver problemas no momento certo. Chamo a atenção, a partir do dia 14 quem desafiar as autoridades será responsabilizado.”
Enquanto Comandante em Chefe das Forças Armadas, promete criar condições de segurança para não haver mais alterações de ordens constitucionais, não ingerência dos militares na política.
Confiante, JOMAV promete uma governação tranquila ao seu companheiro de partido: "Enquanto presidente vou criar condições para que o primeiro-ministro possa governar sem instabilidades. A instabilidade acabou. Domingos Simões Pereira vai governar durante os 4 anos do seu mandato sem golpes de Estado. Haverá entendimento e rigor."

Passado sombrio
Já Domingos Simões Pereia, presidente do PAIGC, que disputa a chefia do próximo Governo, fala de país novo depois das eleições: "Entendemos que os partidos amigos,os países parceiros e as organizações se engajem desde já para que o dia a seguir às eleições seja um dia da construção de um país novo. Sou o candidato do PAIGC e tenho a responsabilidade de construir a vitória do partido."
No mês de fevereiro de 2013, José Mário Vaz, que tinha acabado de regressar ao país depois de passar vários meses em Portugal na sequência do golpe militar, foi detido a mando do ministério Público durante três dias.
JOMAV foi acusado de estar envolvido no desaparecimento de um apoio orçamental doado pela República de Angola à Guiné-Bissau, enquanto ministro das Finanças. Acusações essas que sempre refutou.


 DW.DE

A DIÁSPORA GUINEENSE VAI TER 28 MESAS DE VOTO PARA AS ELEIÇÕES GERAIS NA GUINÉ-BISSAU. "SOU COMO O SANTO TOMÉ...VER PARA QUERER"


Vão, ser postas 2.955 mesas de voto no país e outras 28 mesas para a Diáspora Guineense: quatro no Senegal, três na Gâmbia, duas na Guiné-Conacri, cinco em Cabo Verde, seis em Portugal, quatro em Espanha e quatro em França.

UNIÃO EUROPEIA VAI ORGANIZAR UM GRANDE DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS ÁS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA GUINE-BISSAU, NOS DIAS 2, 3, 8 E 10 DE ABRIL


DOMINGOS SIMÕES PEREIRA: SE GANHARMOS ESTARÁ GARANTIDO O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS, DESDE SAÚDE, À EDUCAÇÃO E NO PAGAMENTO DE SALÁRIOS AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Bissau - O Presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) lançou este domingo, 30 de Março, um desafio para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, nos próximos quatro anos, caso o seu partido vença as eleições de 13 de Abril.
«Com o PAIGC no poder, nos próximos quatro anos de governação, pedimos a todos para tirarem fotografias e todas as imagens que vão poder lembrar mais tarde como é que a Guiné-Bissau se encontrava», garantiu Simões Pereira.
Nesse sentido, o líder do PAIGC disse que durante este período a Guiné-Bissau vai deixar de ser comparada, em termos de atraso, no que diz respeito ao desenvolvimento, sublinhando que o país poderá comparar-se a um país em desenvolvimento, desde a saúde, à educação e no pagamento de salários aos funcionários públicos.

«Nós não estamos a fazer estas promessas porque queremos que vocês fiquem contentes connosco; fazemos isto porque estamos a falar em nome do nosso partido PAIGC», disse.

Durante este comício, que juntou milhares de pessoas, militantes e simpatizantes do PAIGC em frente à sua sede em Bissau, Simões Pereira prometeu apresentar o seu programa eleitoral durante a campanha para as próximas eleições no país.

«O programa eleitoral do PAIGC não vai ser apenas uma lista de intenção, mas vamos contar nos próximos quatro anos em termos de desenvolvimento aonde é que vamos colocar a Guiné-Bissau», garantiu Simões Pereira.

Durante o seu percurso ao longo da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria, foi recebido por uma multidão, tendo terminado mais de cinco horas depois com um comício na sede do seu partido.

Já no período da tarde, sempre acompanhado com o seu candidato presidencial, JOMAV, a comitiva deslocou-se à região de Biombo, concretamente à Secção de Ondame.

(c) PNN Portuguese News Network

FUTEBOL: UM JOGADOR SALVOU A VIDA AO ADVERSÁRIO EM PLENO RELVADO

Jaba Kankava, médio georgiano do Dnipro, tornou-se num herói improvável ao salvar a vida de Oleg Gusev durante o jogo entre o Dínamo de Kiev e o Dnipro.
Tudo ocorreu aos 20 minutos da primeira parte, aquilo que parecia um lance casual causou complicações inesperadas.
O guarda-redes do Dnipro, Boyko, saltou para agarrar a bola e chocou contra o médio do Dinamo de Kiev Gusev, que caiu inanimado no chão. Segundo os relatos dos jogadores, o médio estava a sufocar com a própria língua, correndo perigo de vida.
Não fosse a rápida ação de Kankava, do Dnipro, que colocou a sua mão de forma a evitar que Gusev sufocasse, o desfecho deste incidente podia ter sido menos feliz.


O GUINEENSE BACAR BALDÉ FOI PRESO POR ENGANO! ESTADO PORTUGUÊS OBRIGADO A PAGAR 15 MIL EUROS DE INDEMNIZAÇÃO



A Relação do Porto rejeitou um recurso apresentado pelo Ministério Público e manteve a condenação do Estado português em pagar 15.000 euros a um homem que esteve preso um mês, por abuso sexual, devido a erro das autoridades

"O Tribunal da Relação do Porto negou provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público e confirmou a decisão do Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia, que condenou o Estado português ao pagamento de indemnização ao cidadão Bacar Baldé por erro grosseiro e pelo facto de o mesmo ter estado preso, ilegalmente, durante um mês no Estabelecimento Prisional de Lisboa", avançou nesta segunda-feira à agência Lusa Ricardo Vieira, advogado do lesado. No recurso, interposto em Dezembro último, a que a Lusa teve acesso, o Estado reclamava absolvição ou, pelo menos, "ser condenado no pagamento de uma indemnização em montante substancialmente reduzido", considerando os 15.000 euros manifestamente exagerados, comparativamente com decisões do Supremo Tribunal de Justiça em casos idênticos de perda da liberdade.

O acórdão do Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia, proferido dois meses antes, sustenta que em 2008, o verdadeiro autor do crime, depois de detido, identificou-se "falsamente" na Polícia Judiciária do Porto e foi presente a primeiro interrogatório judicial como sendo Bacar Baldé, sem que os inspectores confirmassem a veracidade da identidade apresentada pelo suspeito, que ficou sujeito à medida de coacção de termo de identidade e residência.

Em Outubro de 2009, Bacar Baldé foi acusado de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência e, após várias tentativas falhadas de notificação, em maio de 2010, o "identificado" como Bacar Baldé foi julgado e condenado, na sua ausência, a três anos e meio de prisão efectiva.

O acórdão do tribunal de Gaia frisa ainda que autoridades detectaram o "erro na detenção do verdadeiro autor" do crime, depois da realização de testes de ADN, os quais comprovaram que o homem [na casa dos 30 anos] que estava a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Lisboa "nada tinha a ver com os factos denunciados".

Quando foram emitidos os mandados de libertação, já Bacar Baldé tinha cumprido um mês da pena, entre 16 de Outubro e 15 de Novembro de 2010, dia em que foi solto.

O acórdão de primeira instância atribuiu as responsabilidades à actuação da investigação e explica que "em nenhum momento" o tribunal poderia "antecipar" que estava a julgar a pessoa errada. O tribunal critica ainda o comportamento de Bacar Baldé por "nada requerer no processo" que permitisse evitar a sua prisão, uma vez que, "tendo antecedentes criminais" [por outro tipo de crimes], sabia o funcionamento da justiça quando foi notificado da sentença condenatória.

Este era outro dos fundamentos do Ministério Público apresentado no recurso, apesar de o acórdão de primeira instância acrescentar que a actuação omissiva" de Bacar Baldé "não exclui a responsabilidade" da administração, mas contribuiu de atenuante na indemnização a pagar pelo Estado.