A União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA) alerta que a exportação de recursos naturais em estado bruto representa uma perda significativa para as economias dos países membros, defendendo a valorização da produção local como forma de impulsionar o desenvolvimento económico.
O alerta foi lançado esta terça-feira, em Bissau, pelo representante residente da UEMOA na Guiné-Bissau, Aly Coulibaly, durante a abertura da sétima edição do Mês do Consumo de Produtos Locais, iniciativa também conhecida como “Outubro, Mês do Consumo Local”.
Segundo Aly Coulibaly, a exportação de grande parte das matérias-primas sem transformação constitui um paradoxo económico que exige soluções eficazes, capazes de promover o crescimento das economias nacionais e melhorar as condições de vida das populações.
No mesmo ato, o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantido Có, afirmou que a institucionalização do Mês do Consumo Local visa promover a economia nacional, contribuir para a melhoria da saúde pública e criar novas oportunidades de emprego.
O governante defendeu igualmente a adoção de políticas públicas eficazes em benefício dos consumidores, sublinhando que a promoção e valorização dos produtos nacionais constituem uma responsabilidade partilhada entre o Governo e o setor privado.
A sétima edição do Mês do Consumo de Produtos Locais decorre em Bissau sob o lema “Nô consumi nô produtos locais”, com o objetivo de incentivar os consumidores a privilegiar a produção nacional, fortalecer as empresas locais e dinamizar as trocas comerciais entre os países membros da UEMOA.
RSM: 13-10-2026
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