segunda-feira, 18 de maio de 2026

«Associação Amizade Matosinhos de Mansoa - Refama» 25/04/2026 - Acomitiva de filhos e amigos da zona de Mansoa desembarca no Aeroporto Internacional "Osvaldo Vieira" da Guiné-Bissau para participar do evento de reencontro dos Mansoenses na diáspora (2ª Edição do reencontro de 25 de Abril a 03 de Maio de 2026, em Mansoa).



   


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*Primeiro-Ministro inteirou-se dos preparativos para o Recenseamento Geral da População e Habitação.*



O Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, visitou esta manhã o Instituto Nacional de Estatística, onde foi recebido pelo Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Madjetebá Djaló, e pelo Director-Geral do INE.

A visita teve como objectivo acompanhar de perto o nível de preparação para o arranque do Recenseamento Geral da População e Habitação na Guiné-Bissau, uma operação nacional lançada sob o lema: “Anós e kantu e katu casas ku nó tene”.

Durante o encontro, o Chefe do Governo inteirou-se do planeamento técnico, logístico e institucional preparado pelo INE, sublinhando a importância estratégica deste processo para o conhecimento real da população, das condições de habitação e das necessidades do país.

O Primeiro-Ministro destacou que um Estado moderno precisa de dados fiáveis para planificar melhor, orientar políticas públicas, distribuir recursos de forma justa e responder com maior eficácia aos desafios do desenvolvimento nacional.

O recenseamento constitui, assim, uma operação fundamental para a governação, o planeamento económico, a educação, a saúde, as infra-estruturas, a habitação e a integração regional.

Com esta visita, o Governo reafirma o seu compromisso em apoiar o INE e garantir que o processo decorra com rigor, transparência e ampla participação dos cidadãos.

“CASO ALFÂNDEGAS DE BISSAU”: Cinco suspeitos em prisão preventiva por alegadas fraudes aduaneiras


A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta segunda-feira que cinco indivíduos estão em prisão preventiva no âmbito do chamado “Caso Alfândegas de Bissau”, um processo que investiga alegadas fraudes em procedimentos de desalfandegamento envolvendo funcionários públicos, despachantes oficiais e outros cidadãos.
Segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da PGR, o processo é conduzido pelo Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos (GLCCDE), com investigação da Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Repressão a Delitos Económicos e da Criminalidade contra a Economia Nacional.
As autoridades indicam que as investigações têm como alvo supostas irregularidades praticadas nos serviços da Direção-Geral das Alfândegas e da Direção-Geral do Tesouro, relacionadas com esquemas fraudulentos de desalfandegamento.
A mesma fonte avança ainda que no decorrer da operação, foram efetuadas detenções fora de flagrante delito de sete cidadãos guineenses, entre os quais cinco homens e uma mulher, numa primeira fase, e mais dois homens numa segunda fase.
De acordo com a PGR, no dia 17 de abril de 2026, cinco suspeitos foram presentes ao Juízo de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial. Após apreciação do caso e em conformidade com a promoção do Ministério Público, o juiz aplicou a medida de coação de prisão preventiva a três dos arguidos.
"Posteriormente, no dia 11 de maio de 2026, outros dois suspeitos foram igualmente ouvidos pelo Juízo de Instrução Criminal, tendo ambos ficado sujeitos à prisão preventiva.
Além das detenções, as autoridades judiciais aplicaram medidas de coação alternativas a outros suspeitos. Dois indivíduos ficaram sujeitos à obrigação de permanência, cumulada com apresentação periódica semanal, enquanto quatro outros passaram a cumprir apenas a obrigação de apresentação periódica semanal", lê-se no mesmo documento.
Segundo o Ministério Público, o processo conta atualmente com 15 suspeitos constituídos, dos quais cinco permanecem em prisão preventiva, e avança que os factos sob investigação podem configurar, em abstrato, os crimes de contrabando qualificado, peculato, corrupção ativa e passiva, falsificação qualificada e branqueamento de capitais.
A Procuradoria-Geral da República esclarece ainda que o processo continua em segredo de justiça.

RSM: 18 05 2026

Iniciou hoje uma formação de dois (2) dias em direitos Humanos para ativistas da LGDH e Membros das Organizações da Sociedade Cívil, sob lema " Empoderar Pessoas Para Proteger Direitos.

TV O PAÍS | Umaro Djaló

CONVITE - Novas Sessões com 3.ª ED. do livro sobre Pobreza com contributos especiais



Convido para mais uma série de sessões de apresentação do meu Vol. IV de «As Inquietudes» - "A inquietude... das carências e indigências" -, agora com a alegria de estar já em 3.ª edição!

Este livro aborda várias pobrezas, a desigualdade e a vulnerabilidade, e é prefaciado por D. Lucía Topolansky (ex-Primeira-Dama Uruguaia). Tem a mais-valia do contributo inédito, especial e exclusivo das 4 Primeiras-Damas do nosso Portugal Democrático e da Dr.ª Isabel Jonet. Desta forma, presta homenagem a título póstumo à Doutora Maria Barroso Soares. A obra dedica, igualmente, um capítulo a dois ícones mundiais - Papa Francisco e 'Pepe' Mujica - pelo exemplo, ensinamentos e legado que deixaram nestas matérias. E destaca, ainda, o papel extraordinário de 10 organizações (inter)nacionais no combate à Pobreza.

Grato pela atenção, desejo mesmo muito contar com a presença calorosa e amiga, pode ser? Caso não seja possível, em nenhuma das sessões, há sempre a opção de eu enviar - por CTT - o meu livro com dedicatória, se assim pretender.

Aguardo a gentileza da melhor resposta, bem como solicito a possibilidade da partilha e divulgação. Obrigado.
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Atenciosamente e ao dispor.
Com amizade e cordiais cumprimentos,
ARR.

Guiné-Bissau: Oposição interna do PAIGC adiou congresso extraordinário


Volta a estar ao rubro o cenário político guineense com movimentações nos principais partidos e blocos. No PRS fala-se em movimentos no sentido de reunificar o partido dividido em duas alas e no Madem G-15 há uma nova decisão do tribunal sobre quem lidera o partido. No PAIGC, deveria começar, este sábado, um congresso extraordinário de um grupo de militantes que contesta a liderança de Domingos Simões Pereira, mas o congresso já não vai acontecer.

No PAIGC, partido histórico da Guiné-Bissau, era para ter início, este sábado, um congresso extraordinário de um grupo de militantes que contestam a liderança de Domingos Simões Pereira. O congresso já não terá lugar. O chamado "grupo de reflexão", composto por dirigentes do PAIGC que integram o Governo de transição, diz que adiou o congresso em cumprimento da ordem de proibição de aglomerações de pessoas decretada pelo Alto Comando Militar, protagonista do golpe de Estado de 26 de Novembro passado. O grupo pede agora aos militares que levantem essas restrições para que se possa avançar para o congresso em que promete instituir uma nova liderança no PAIGC. Vozes do partido dizem, no entanto, que o congresso foi adiado por falta de apoio de militantes da base do partido. Outras vozes dizem que o grupo decidiu privilegiar o diálogo com a direcção do PAIGC.

No partido Madem G-15, as águas voltam a ficar agitadas com uma nova decisão do Tribunal Regional de Bissau que, na prática, considera sem efeito o congresso extraordinário que elegeu a veterana Satu Camará como líder do partido, em Agosto de 2024. Esta segunda força política guineense tem andado dividida em duas alas que se digladiam nos tribunais desde 2024. De acordo com o portal Capital News, a ala de Satu Camará tem agora 20 dias para contestar a decisão do Tribunal Regional de Bissau.

No Partido da Renovação Social, PRS, do falecido ex-presidente guineense, Kumba Ialá, fala-se que estariam a decorrer negociações entre as duas alas do partido: uma liderada por Fernando Dias da Costa e outra encabeçada por Félix Nandunge. As negociações seriam no sentido de reagrupar as bases deste que é o terceiro partido no último parlamento eleito, também dividido desde 2023.

Assim vai o cenário político guineense, neste período de transição em que se fala na realização de novas eleições legislativas e presidenciais em Dezembro.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt/

Cabo Verde: Ulisses Correia e Silva reconhece derrota e anuncia demissão do MPD

O líder do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva e actual primeiro-ministro. LUSA - ELTON MONTEIRO

O primeiro-ministro cessante de Cabo Verde e líder do Movimento para a Democracia, assumiu a derrota do partido nas eleições legislativas e garantiu uma transição governativa “tranquila, pacífica e democrática”. Ulisses Correia e Silva anunciou que irá apresentar a demissão da presidência do MpD, abrindo caminho para uma nova liderança.

Num discurso marcado pelo reconhecimento dos resultados eleitorais, Ulisses Correia e Silva revelou ter contactado o presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde -Francisco Carvalho, para felicitá-lo pela vitória alcançada nas urnas.

“Liguei ao presidente do PAICV, felicitando pelo resultado e desejando sucesso na governação, que continua a assegurar a boa governação de Cabo Verde”, declarou.

O líder do MpD destacou ainda a elevada taxa de abstenção registada no escrutínio, 53,"%, considerando que o fenómeno merece uma análise aprofundada.

Apesar da derrota, Ulisses Correia e Silva garantiu que o MpD continuará a desempenhar um papel ativo na vida política nacional, agora na oposição.

“O MpD vai assumir o seu papel no Parlamento, obviamente como oposição responsável e a continuar a servir Cabo Verde”, afirmou.

O primeiro-ministro cessante assegurou também que a passagem de pastas governamentais decorrerá com normalidade e dentro dos princípios democráticos.

“A transição será tranquila e pacífica, mostrando mais uma vez que Cabo Verde é uma democracia madura e que respeita as regras definidas nas relações institucionais”, sublinhou.

No plano interno do partido, Ulisses Correia e Silva anunciou que irá apresentar a demissão da presidência do MpD, abrindo caminho para uma nova liderança.

“Perante os resultados, é esperado que o presidente do MpD apresente a sua demissão. Eu vou pedir a demissão enquanto presidente do MpD para que, em convenção do partido, se possa escolher um novo presidente, novos órgãos e novos dirigentes”, declarou.

De acordo com os dados provisórios das autoridades eleitorais, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde lidera contagem das eleições legislativas, com 88.390 votos, correspondentes a 46,6% dos votos expressos, e 33 deputados eleitos, num total de 72 assentos parlamentares.

O Movimento para a Democracia, partido actualmente no poder, soma 82.946 votos (43,7%) e 30 deputados, jà a União Cabo-verdiana Independente e Democrática registava 9.791 votos (5,2%) e dois deputados eleitos.

Faltam eleger sete deputados. Cinco pela diáspora, Europa e resto do mundo , Américas e Áfricas dois, e dois pela ilha de Santo Antão.

rfi.fr/pt/