Os serviços da Administração Pública (Função Pública) da Guiné-Bissau são usados para assistir filmes, novelas, conversar ao telefone, nas redes sociais, ... ao invés de servir ao público (população) de forma digna e ética. Este último parece um mendigo na casa de alguém a pedir esmola. Não há produção, só desperdício, desejo pelo dinheiro. Funcionários só trabalham quando se trata de missão com subsídios diários, nem mais. Tudo isso é verdade e precisa mudar, pois sem a mudança, não haverá produção e como consequência permaneceremos no status quo. No mesmo país espera-se o desenvolvimento e o bem-estar da população, o que, na nossa visão, só será possível se houver mudanças radicais de paradigma, erradicando o adiante detalhado.
1. Nos serviços da administração pública guineense, os funcionários passam tempo mais a assistir novelas, séries e filmes, a navegar nas redes sociais (Tiktok, Facebook, Instagram, WhatsApp, etc.) durante o expediente (sem contar que saem antes do horário normal previsto-16 horas) ao invés de trabalhar: isto acontece porque, como referi na opinião sobre o Ministério da Educação, não há planos de trabalho, e mesmo havendo nalguns serviços dirigidos por poucas pessoas competentes e comprometidos com o desenvolvimento do país e com o serviço ao público, não chega a ser seguido porque muitos funcionários integram serviços sem noção das tarefas que lhes aguardam e sem mínima noção do serviço ao público.
2. O serviço público (os gabinetes) na Administração Pública guineense parece ser o lugar de lazer ou a casa dos funcionários onde chega alguém a solicitar algo e não é atendido, ou seja, é atendido em função da vontade e desejo do atendente, quando este quer e como quer, sem nenhuma ética e sem valores morais imprescindíveis para um relacionamento socioprofissional decente. Nos serviços públicos, os utentes (o público) parecem mendigos: solicitam, imploram, apelam, até chegam a pagar ilegalmente só para satisfazer suas necessidades... e, meso assim, são mal tratados eatéinsultadospelosditos“servidorespúblicos”,porcausadeumserviçoquelhesé por direito.
Na Guiné-Bissau, em muitos serviços públicos, solicitar informação/serviço parece solicitar a comida/dinheiro à porta da casa de alguém, sem contar que a fila é sempre “furada/violada” por pessoas que sequer constam das prioridades universais da consciência de todos (grávidas, idosos, acompanhantes de crianças de colo, ...), mas, simplesmente porque subornam os funcionários e são imediatamente atendidos, e os pobres e honestos/sinceros ficam a aguardar, e o pior de tudo é que mesmo reclamando, não têm suporte senão a única expressão que acalma o espírito guineense: “sufri”.
Num país onde não há responsabilização e no qual reina a impunidade, resultando na anarquia e irresponsabilidade nos serviços da administração pública; num Estado de “Direito Democrático”, onde os direitos fundamentais são, constante, consciente e deliberadamente violados por pessoas que se acham ser intocáveis, não deve esperar mais do acima descrito.
Sem comentários:
Enviar um comentário