quinta-feira, 1 de março de 2018

JOSÉ MÁRIO AUSCULTA PARTIDOS POLÍTICOS PARA MARCAÇÃO DA DATA DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

O presidente da República José Mário Vaz iniciou esta quarta-feira (28 de Fevereiro) a auscultação dos partidos políticos legalmente constituídos para poder marcar a data de próximas eleições legislativas.


Para o encontro, foi convidado partidos com e sem assento parlamentar e vai terminar amanhã depois de concluído os restantes partidos.

A saída do encontro, Vicente Fernandes do Partido da Convergência Democrática deixou claro que não vão permitir a realização simultânea das eleições legislativas e presidências como quer o presidente da República.

Vicente Fernandes disse ainda que durante o encontro não fixou uma data das eleições. «Quero acreditar que não vai utilizar manobras astuciosas ainda que alguns dos seus conselheiros o possam querer fazer por forma a criar mais uma dilação, uma manobra de diversão para que todos os tempos que nos resta se esgota tendendo juntar as duas eleições. Também acredito que ele (presidente da República) saberá honrar a Constituição e não estou a espera que José Mário Vaz tenha alguma cilada montada para nos gastar o tempo tendendo nos levar a 2019 e que haja simultaneidade. Não há-de ser um governo de iniciativa presidencial a organizar as eleições porque seria uma batota», adverte Vicente Fernandes.

Por seu lado Agnelo Regalla da União para a Mudança disse ter alertado o presidente da república da necessidade do cumprimento do acordo de Conacri com a nomeação do primeiro-ministro do consenso. A União para Mudança indicou de forma clara que para fazer as eleições seria necessário criar todas as condições que permitissem que as eleições se desenrolassem de uma forma justa e transparente. O presidente nos disse também que não há condições para que as eleições tenham lugar no próximo mês de Maio”, explica Regala do partido União para a Mudança.

Entretanto, Idrissa Djaló de partido da unidade nacional sublinhou que José Mário Vaz não está minimamente interessado que as eleições sejam realizadas este ano.

«Acabamos de assistir mais uma vez uma peça de teatro de mau gosto tendo em conta a gravidade da situação do país e José Mário Vaz chamando os partidos para falarem das eleições sem que haja um governo, penso que não é uma atitude sério. A nossa convicção é que o presidente da República não está minimamente interessado em fazer as eleições em 2018», sublinha Djaló.

De referir que restantes partidos sem assento parlamentar foram unanimes em afirmar que as eleições devem ter lugar em Novembro deste ano.

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do Porto

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