terça-feira, 27 de outubro de 2026

Novo PGR defende justiça livre de perseguições e favorecimentos



O novo Procurador-Geral da República (PGR), Mário Yalá, afirmou esta terça-feira, 27 de outubro de 2026, que a justiça não deve servir como instrumento de perseguição, intimidação ou favorecimento, devendo antes assumir-se como um espaço de proteção dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

Segundo o magistrado, a consolidação da justiça exige um rigoroso respeito pelos princípios democráticos e pela separação de poderes.

“Uma das nossas missões é promover a justiça, defender a legalidade democrática e servir o povo guineense”, afirmou.

Mário Yalá falava durante a cerimónia de passagem de testemunho com o seu antecessor, Amadu Tidjane Baldé.

No discurso de tomada de funções, o novo PGR defendeu que a Procuradoria-Geral da República deve ser uma instituição ao serviço da lei, da justiça e do povo guineense, acrescentando que a atuação dos seus magistrados e funcionários deve ter como fundamento e limite o princípio da legalidade.

O responsável sublinhou ainda que a lei deve ser aplicada de forma igual a todos os cidadãos, independentemente da sua condição social, económica, política ou institucional.

“A assunção destas funções não altera a minha maneira de ser, os princípios que me orientam nem o respeito que sempre tive por todos. Continuarei a ser a mesma pessoa, independentemente das responsabilidades que me foram confiadas”, declarou.

Mário Yalá defendeu igualmente um ambiente de cooperação e respeito dentro da instituição.

“A Procuradoria-Geral da República é a casa de todos, onde devem prevalecer o respeito mútuo, a disciplina, a responsabilidade, a legalidade e o espírito de colaboração”, frisou.

O novo Procurador-Geral considerou ainda que nenhuma instituição consegue cumprir plenamente a sua missão sem a valorização dos seus profissionais.

Nesse sentido, garantiu que jamais será um fator de instabilidade, divisão ou enfraquecimento da instituição, assumindo-se como defensor da união, do diálogo, da estabilidade e da coesão institucional.

“Unidos seremos mais fortes. Divididos, por mais numerosos que sejamos, seremos sempre frágeis”, advertiu.

Por seu lado, o antigo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé, salientou que o Ministério Público ocupa uma posição fundamental na arquitetura do Estado de direito, desempenhando funções que vão além da intervenção processual e da promoção da ação penal.

Segundo Baldé, o cargo de Procurador-Geral da República exige uma atuação responsável na defesa da legalidade, na proteção dos interesses confiados por lei ao Ministério Público e na preservação da confiança dos cidadãos na justiça.

O magistrado incentivou ainda o seu sucessor a dar continuidade ao trabalho desenvolvido e a imprimir o dinamismo necessário ao fortalecimento do Ministério Público.

A concluir, Amadu Tidjane Baldé apelou à serenidade, ao discernimento e à determinação no exercício do mandato, defendendo o reforço da independência, da igualdade, da eficácia e da credibilidade da instituição.

Por: Aguinaldo Ampa
odemocratagb

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