quinta-feira, 2 de abril de 2026

No âmbito das celebrações da Páscoa, a Polícia de Ordem Pública deseja a todos os cidadãos uma quadra festiva marcada pela paz, união e convivência harmoniosa.



Apelamos ao sentido de responsabilidade de todos, para que adotem comportamentos seguros, respeitem as normas de trânsito e colaborem com as autoridades, contribuindo assim para a prevenção de acidentes e a manutenção da ordem pública.

A sua vida e a dos outros são o bem mais precioso.
Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública Guiné-Bissau

DIRECTOR DE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO RECEBE DELEGAÇÃO DA CÂMARA CONSULAR REGIONAL DA UEMOA EM REPRESENTAÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA ILÍDIO VIEIRA TÉ



O Director de Gabinete do Primeiro-Ministro, Eng.º Dauda Saúde, recebeu na manhã desta quinta-feira, por instruções de Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, uma delegação da Câmara Consular Regional da UEMOA (CCR-UEMOA), no quadro do reforço das relações institucionais entre o Governo da Guiné-Bissau e os organismos regionais de promoção da integração económica e do desenvolvimento do setor privado.
A audiência entre a Câmara Consular Regional da UEMOA e o Programa Regional de Integração Digital da África Ocidental – Guiné-Bissau (WARDIP-GB).
Durante o encontro, foram abordadas questões ligadas ao aprofundamento da integração económica regional, à transformação digital, à facilitação do comércio, ao fortalecimento do setor privado, bem como à criação de novas oportunidades para a juventude e para as mulheres guineenses, em consonância com as prioridades do actual Executivo.

Na ocasião, o Eng.º Dauda Saúde transmitiu à delegação a atenção e o interesse que o Governo da Transição atribui a todas as iniciativas que possam contribuir para a modernização da economia nacional, a promoção do investimento, o apoio às pequenas e médias empresas e o reforço da posição da Guiné-Bissau no espaço comunitário da UEMOA.
A delegação da CCR-UEMOA, liderada pela sua Presidente, Helena Nossoliny Embaló, aproveitou a ocasião para apresentar as principais linhas estratégicas de actuação da instituição, sublinhando a importância da cooperação com a Guiné-Bissau nos domínios da digitalização económica, da diplomacia económica, da integração regional e do desenvolvimento sustentável do setor privado.

O encontro decorreu num ambiente de cordialidade e abertura institucional, tendo ficado patente a convergência de visões quanto à necessidade de acelerar mecanismos de cooperação regional capazes de gerar impacto económico concreto e sustentável para o país.

Com esta recepção, o Governo de Transição, liderado por Ilidio Vieira Té, reafirma a sua disponibilidade para acolher, apoiar e enquadrar iniciativas regionais e internacionais que promovam o crescimento económico, a inclusão produtiva e a valorização das capacidades nacionais, consolidando uma governação cada vez mais aberta e decidida à reposicionar-se como um parceiro credível, aberto à inovação, à integração regional e ao desenvolvimento económico sustentável.

A Ministra da Mulher e Solidariedade Social procedeu hoje, e como habitualmente, a distribuição de cestas básicas às pessoas mais necessitadas, no quadro do Programa Ação Solidária, do Ministério da Mulher e Solidariedade Social.

Dirigindo-se aos beneficiários, Khady Florence Dabo Correia assegurou a determinação do Governo de Transição em prosseguir com a assistência à camada mais desfavorecida com ênfase na continuidade do Programa Ação Solidária.

Este encontro assinala a nona edição de assistência a mais de 50 beneficiários entre crianças, idosos, mulheres e pessoas portadoras de deficiência.

Governo da Guiné Bissau
Ministério da Mulher e Solidariedade Social






Bolama: Reabilitação da Ponte Cães avança e poderá ser entregue em breve às autoridades locais.

O técnico da UN‑Habitat, Geraldo Sampa , avaliou positivamente o andamento dos trabalhos de reabilitação da Ponte Cães, no âmbito do projeto de desenvolvimento local em curso na localidade de Bolama.
Em declarações à imprensa, o responsável afirmou que, caso tudo decorra conforme o previsto, a infraestrutura poderá ser entregue brevemente às autoridades locais.
Segundo explicou, os trabalhos decorrem dentro do cronograma estabelecido, com um período estimado de execução de cerca de seis meses, podendo a entrega provisória ocorrer entre os meses de junho e julho.
De acordo com o técnico, os sinais registados até ao momento são positivos, tanto em termos quantitativos como na qualidade da execução.
O projeto inclui intervenções em diferentes pontos definidos pela comunidade, abrangendo não apenas a ponte, mas também a zona envolvente.
Entre as infraestruturas previstas constam um espaço de atendimento, sala de espera e instalações sanitárias adaptadas, incluindo condições para pessoas com mobilidade reduzida.
O responsável sublinhou ainda que existe um bom nível de colaboração com a empresa executora, permitindo um balanço global positivo da obra.
Geraldo Sampa destacou igualmente o impacto que a reabilitação terá na mobilidade e na dinamização das atividades económicas na localidade de Branca.
Segundo explicou, a melhoria das condições da ponte facilitará o acesso de embarcações e aumentará o fluxo de pessoas e mercadorias, contribuindo para o desenvolvimento comercial da comunidade.
Apesar disso, o técnico considerou necessário complementar a intervenção com obras adicionais, nomeadamente ao nível da rampa de acesso e, numa fase futura, uma intervenção mais estruturante que poderá incluir a dragagem do canal.
O projeto de reabilitação da ponte é implementado pela UN‑Habitat, com financiamento da União Europeia.

RDN

Após o funeral de Luís Balanta, forças de segurança interrompem vigília do Movimento Pó di Terra com recurso a gás lacrimogéneo, em São Paulo.


«Tomada de Posse» Teve lugar a cerimónia de tomada de posse dos seguintes efetivos, para o exercício das funções abaixo indicadas:

Subintendente Paulo Intepe, nomeado Comandante Adjunto do Comando Regional Norte;

Inspetor Braima Djassi, nomeado Comandante da 7.ª Esquadra;
Inspetor Pedro de Pina Araújo, nomeado Comandante da 4.ª Esquadra;
1.º Subchefe Roberto B. Tam Atena, nomeado Adjunto do Comandante da 1.ª Esquadra;
1.º Subchefe Tumane Turé, nomeado Adjunto do Comandante da 7.ª Esquadra.
A Polícia de Ordem Pública endereça aos empossados votos de elevadas felicidades pessoais e de pleno êxito no desempenho das nobres funções que ora assumem, com sentido de missão, responsabilidade e dedicação ao serviço público.

Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública Guiné-Bissau

Esquema de pensões falsas: MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA A DOIS FUNCIONÁRIOS DO INSS

A Vara Crime da Delegacia do Ministério Público do Tribunal Regional de Bissau requereu, esta terça-feira, 31 de março de 2026, ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) a aplicação da medida de coação de prisão preventiva a dois funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Os dois funcionários, uma mulher de 38 anos e um homem de 51, são suspeitos da prática dos crimes de falsificação de documentos e peculato.

Segundo o comunicado do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas, consultado pelo jornal O Democrata nesta quarta-feira, 1 de abril, o Ministério Público sustentou o pedido apresentado ao JIC com base nas provas recolhidas durante a investigação.

De acordo com o órgão detentor da ação penal, os suspeitos atuavam desde abril de 2025 num esquema que consistia em introduzir, no sistema do Instituto Nacional de Segurança Social, nomes de pessoas como beneficiárias de pensões de velhice e de sobrevivência.

Os investigados atribuíram às vítimas valores mensais que variavam entre 387.750 francos CFA e 741.917 francos CFA.

Por: Filomeno Sambú
odemocratagb

Líder do PAIGC: “GUINÉ-BISSAU PRECISA DE AJUDA URGENTE ANTES QUE A ANARQUIA NOS CONSUMA POR COMPLETO”

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, atualmente em prisão domiciliária, classificou como “inaceitável” o assassinato do conhecido ativista Vigário Balanta, considerando o crime mais uma tentativa de silenciar a cidadania guineense. A morte violenta do militante, uma das vozes mais ativas na contestação ao Governo de transição da Guiné-Bissau, levou Simões Pereira a quebrar, pela primeira vez, o seu silêncio público.

Contactado na quarta-feira, 1 de abril de 2026, pelo Observador, o líder do histórico PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), que está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro — após 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau — condenou “com a maior veemência o atentado contra a vida desse jovem” e apelou a uma “ajuda urgente” para o país.

“Ontem ficámos todos devastados com a notícia, e com as imagens que a acompanhavam, do assassinato do jovem Vigário Balanta”, afirmou o presidente eleito do parlamento guineense e principal opositor do regime, numa mensagem áudio enviada ao Observador. “Um jovem cujo único crime, pelo menos que eu conheça, foi querer ser cidadão, querer exercer plenamente os seus direitos e participar na construção da sua própria sociedade”, acrescentou Simões Pereira, que permanece confinado à sua casa, vigiado por cerca de 30 homens armados, segundo o seu advogado.

Vigário Balanta, de 35 anos, secretário-geral do movimento revolucionário Po di Terra, foi encontrado morto na terça-feira, numa mata em Nhacra, a 30 quilómetros de Bissau. O corpo apresentava sinais de extrema violência — cortes na garganta e nos pés, perfurações compatíveis com disparos de Kalashnikov, cabelos arrancados e areia na cabeça. Segundo o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, o ativista foi “espancado até à morte”.

“Este ato bárbaro não é apenas um ataque a um indivíduo, é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense”, alertou Simões Pereira na mensagem. “Isto revolta, revolta-nos a todos, revolta todos os amantes da paz e da liberdade”, lamentou. “Não podemos continuar a proclamar interesse em dialogar, em viver em paz e em estabilidade, e ao mesmo tempo permitir que se promovam atos indignos como este, que não podem ser normalizados”, reforçou.

Detido em 26 de novembro — data do golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral e instalou uma junta militar no poder —, o líder do PAIGC recordou que, há dois anos, já advertia para o risco de a Guiné-Bissau caminhar “para a condição de não-Estado”.

Contudo, diz, a realidade ultrapassou os seus receios. “Hoje, sem a observância das leis, das liberdades fundamentais, dos direitos e do funcionamento das instituições, temo que já tenhamos ultrapassado esse limite”, declarou, com voz pausada. “Por isso, não tenho qualquer dúvida de que a Guiné-Bissau precisa de ajuda — precisa de ajuda urgente, antes que a anarquia nos consuma por completo”, concluiu.

O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, convocou uma reunião para avaliar o andamento das investigações, com a presença do ministro da Administração Interna, general Mama Saliu Embaló, e dos diretores de diversas instituições de defesa e segurança.

Ao final do encontro, a diretora nacional-adjunta da Polícia Judiciária afirmou que a força policial “está empenhada, como sempre”, em identificar os responsáveis por este “ato bárbaro”.

“Basta de homicídios no país; basta de perda de vidas inocentes”, declarou Cornélia Té, que espera que a atuação da PJ neste caso sirva de “exemplo” no combate à impunidade.

A responsável apelou à população para que forneça informações úteis à investigação e pediu confiança no trabalho da PJ, garantindo que apresentará “resultados positivos” no final.

Observador/odemocratagb

13 de Abril de 2026 - Assembleia Geral da UCCLA em Macau

                            Assembleia Geral da UCCLA em Macau

A UCCLA realizará a sua XLIII Assembleia Geral, reunindo cidades e empresas membros, no dia 13 de abril de 2026, em Macau.

 

À margem da reunião, terá lugar, no dia 14 de abril, um Fórum Empresarial subordinado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, a decorrer no Harbourview Hotel. Esta iniciativa visa promover o estabelecimento de contatos entre as diversas entidades e empresas participantes, reforçando a dinâmica económico-comercial da instituição, em linha com os objetivos definidos pelo Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, no início do seu mandato.

 

Ainda no âmbito das atividades paralelas à da Assembleia Geral da UCCLA, será oferecido às autoridades municipais de Macau um busto de Luís de Camões, símbolo do elo comum e duradouro entre as cidades e instituições membros da UCCLA de língua portuguesa. A obra, da autoria de Diogo Munõz, é patrocinada pela Comissão para as Comemorações do V Centenário de Luís de Camões e o pedestal do busto será uma oferta da China Construction Engineering (Macau) Company Limited.

 

Importa ainda destacar que as entidades municipais de Macau organizaram um programa diversificado de visitas técnicas e turísticas, proporcionando aos participantes um melhor conhecimento da região.

 

Programa do Fórum Empresarial https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-04/Programa-Forum-Empresarial.pdf

 

Com os melhores cumprimentos,

 

 


Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Guineenses prestam última homenagem a Vigário Luís Balanta

Marcha em homenagem a Vigário Luis Balanta, activista espancado até à morte, Bissau 02.04.2026. © Facebook Pacto Social

As cerimónias fúnebres do presidente do “Movimento Revolucionário Pó di Terra”, Vigário Luís Balanta, decorrem esta quinta-feira, 2 de Abril, em Bissau. O activista foi brutalmente espancado até à morte, o corpo foi abandonado nos arredores de Bolanhas de N’Dam, a cerca de 30 km da capital.

Imagens difundidas nas redes sociais mostram centenas de guineenses a participar nas cerimónias fúnebres de Vigário Luís Balanta, presidente do “Movimento Revolucionário Pó di Terra”, entoando palavras de ordem como: “Somos todos Vigário, queremos justiça, abaixo a ditadura”.

O activista guineense foi brutalmente espancado até à morte, tendo o corpo sido abandonado nos arredores de Bolanhas de N’Dam, a cerca de 30 quilómetros da capital.

O coordenador da Frente Popular, Armando Lona, afirmou que Vigário Luís Balanta, 35 anos, terá sido raptado por indivíduos não identificados, “como tem acontecido”, e levado para um destino desconhecido.

Nos últimos meses, o presidente do “Movimento Revolucionário Pó di Terra” o tinha denunciado a proibição de manifestações, exigido a libertação de presos políticos e questionado a divulgação dos resultados eleitorais. Apesar das ameaças e de episódios em que chegou a desaparecer temporariamente, manteve-se activo até pouco antes da sua morte.

Em entrevista à RFI, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou um episódio “triste e macabro” e falou numa “execução sumária”. Bubacar Turé instou as autoridades a abrirem um inquérito “transparente e conclusivo” para identificar os autores “deste acto e traduzi-los à Justiça”.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou que este “acto representa uma ameaça geral a todos os cidadãos e activistas dos direitos humanos que ousam exercer as suas liberdades para discordar do contexto político” vivido na Guiné-Bissau desde a chegada dos militares ao poder, em novembro de 2025.

O Governo de transição da Guiné-Bissau condenou a morte de Vigário Luís Balanta, ocorrida “em circunstâncias particularmente violentas”. Num comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, o executivo afirmou ter tomado conhecimento “com profunda consternação e viva indignação” do que classificou como um “lamentável e condenável acontecimento”.

O Governo afirmou ainda que, assim que tomou conhecimento do caso, solicitou às autoridades judiciais, policiais e de investigação criminal que realizassem, com carácter de urgência, todas as diligências necessárias para esclarecer integralmente os factos, identificar os autores materiais e morais do crime e garantir a sua responsabilização de acordo com a lei. O executivo acrescentou que “não haverá complacência” perante actos de violência, criminalidade ou atentados contra a vida humana, reforçando que o Estado tem o dever “indeclinável de proteger os cidadãos e assegurar justiça”.

Por: Neidy Ribeiro

Portugal complica acesso à nacionalidade

Assembleia da República Portuguesa. AP - Armando Franca

A Assembleia da República aprovou a nova Lei da Nacionalidade que torna mais difícil a obtenção da cidadania portuguesa, sobretudo para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A socióloga, activista e jornalista angolana Luzia Moniz alertou para a criação de um desnível entre portugueses no estrangeiro e estrangeiros em Portugal.

No Parlamento, 152 deputados do PSD, Chega - partido de extrema-direita - Iniciativa Liberal e CDS-PP votaram favoravelmente e 64 do PS, Livre, PCP, Bloco de Esquerda e PAN votaram contra. O deputado único do Juntos Pelo Povo absteve-se.

A ser aprovada proposta torna mais restritas as regras para obtenção da cidadania portuguesa e se soma às mudanças já implementadas na Lei de Estrangeiros. Os pais estrangeiros deixam de ter o direito de solicitar a cidadania com base no facto de já terem um filho reconhecido como português.

Para os cidadãos da CPLP, o tempo mínimo de residência legal exigido para pedir a naturalização aumenta de cinco para sete anos, contados a partir da emissão da autorização de residência pela Agência para a Integração Migrações e Asilo - sem considerar o período de espera. Para os restantes estrangeiros, o prazo passa a ser de dez anos.

Outra alteração importante para brasileiros é que o período de espera enquanto se aguarda a autorização de residência não será mais contado para efeito do tempo mínimo exigido. Na prática, os anos só começarão a ser contabilizados a partir da emissão efetiva do título de residência.

A socióloga, activista e jornalista angolana, Luzia Moniz, considera que a aprovação da nova lei cria um problema que a sociedade portuguesa não tinha, uma vez que não existiam entraves eais relacionados com a lei da nacionalidade. Para a socióloga, a extrema-direita está a ditar a agenda política, e o PSD, partido que governa, limita-se a seguir.

Luzia Moniz acrescentou que a nova lei torna mais difícil a obtenção da nacionalidade para os cidadãos da CPLP e cria um desnível entre a facilidade com que os portugueses obtêm nacionalidade no estrangeiro e as dificuldades que os estrangeiros enfrentam em Portugal.

A activista angolana acredita que, caso o Brasil adopte o princípio da reciprocidade nas relações internacionais, a aplicação da lei será mais difícil para Portugal do que para os brasileiros, devido ao maior número de portugueses no Brasil comparativamente à comunidade brasileira em Portugal. Por fim, Luzia Moniz considera que a lei terá curta duração e espera que a esquerda a altere quando regressar ao poder.

Com a nova lei, crianças nascidas em território português só terão direito à nacionalidade se os pais comprovarem, pelo menos, cinco anos de residência legal prévia. Os pais estrangeiros de crianças nascidas em Portugal também perdem o direito de pedir a cidadania por via da filiação.

A legislação introduz ainda a possibilidade de retirar a cidadania a naturalizados condenados a pena de prisão efectiva de cinco ou mais anos por crimes considerados muito graves. Por outro lado, o limiar de condenação que impede a naturalização desce de cinco para três anos de prisão. O regime especial que facilitava a concessão da nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas deixa de existir.

O diploma terá agora de ser enviado ao Palácio de Belém. O Presidente da República, António José Seguro, dispõe de três opções: promulgar a lei, vetá-la politicamente devolvendo-a ao Parlamento, ou solicitar uma fiscalização preventiva da sua constitucionalidade junto do Tribunal Constitucional.

Por: Luís Guita
.rfi.fr/pt/

24 de Abril de 2026 - Lançamento do livro “História da Música Angolana” de Albino Carlos na UCCLA

Lançamento do livro “História da Música Angolana” na UCCLA

Vai ter no dia 24 de abril, às 18 horas, o lançamento do livro “História da Música Angolana” da autoria de Albino Carlos, no auditório da UCCLA.

 

Com a chancela da editora Oficina de Escrita, a obra será apresentada pelo historiador Alberto Oliveira Pinto.

 

Sinopse:

 

“História da Música Angola” é a História de Angola escrita através da sua música, constituindo um dos mais profundos e ousados estudos sociológicos que ajuda a conformar uma ideia de Angola e vivenciar a maneira peculiar de ser angolano, sendo a prova provada de que o saber-se e o sentir-se angolano são inerentes à memória e história de canções que lhes atualizam o sentimento de pertencimento.

O livro aborda a identidade musical angolana, faz uma incursão pela poesia tradicional e cancioneiro popular, disseca o semba e o kuduro e enfatiza as músicas angolanas de antologia. A contribuição da canção política na luta de libertação nacional, bem como o papel da música no processo de emancipação das mulheres são também afloradas dentre outras questões, mormente as vozes musicais das diásporas, a problemática das línguas nacionais e a canção infantil. Consta também a recolha de mais de 200 letras das mais emblemáticas canções tradicionais e modernas em todas as línguas nacionais, cuja temática varia desde o imaginário mítico-telúrico ao fantástico, passando pelos mais diversos aspetos da realidade política e social, cultural e econmica.

 

Biografia:

Albino Carlos nasceu em Angola. Notabiliza-se por escrever sobre a idiossincrasia da alma angolense tal qual, sendo um dos mais aclamados e premiados autores das letras angolanas.

Prémio Nacional de Literatura (2014) com o estrondoso “Issunje”, Prémio de Literatura António Jacinto (2006) com o romance “Olhar de lua cheia), vencedor dos Globos de Ouro (2018) com a novela “Caça às bruxas” e depois do sucesso do livro de contos “Os funerais de Manguituka e outros mambos” (2023), Albino Carlos regressa agora aos escaparates com “História da Música Angola”, comprovando a qualidade e originalidade de uma pena de fina estampa que tem figurado em antologias e edições traduzidas de grande prestígio em Angola e além-fronteira. Ele tem ainda no prelo as obras “Semba” e “Muxima Luanda”.


Assinatura reconhecida do jornalismo angolano e figura destacada do meio académico, Albino Carlos é Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, membro da Academia Angolana de Letras, da União de Escritores e da União dos Jornalistas Angolanos e docente da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, tendo sido Diretor-Geral do Instituto Superior de Ciências da Comunicação (ISUCIC) e do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR). Atualmente é Ministro Conselheiro na Embaixada de Angola na Sérvia.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

 


Anabela Carvalho

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Páscoa solidária: Festival de Bubaque oferece consultas e medicamentos gratuitos à comunidade


Bissau, 01 de abril de 2026 - A décima quarta edição do Festival de Bubaque, uma das maiores celebrações culturais no arquipélago dos Bijagós, será marcada por uma ação solidária de saúde. A Comissão Organizadora do evento mobilizou, junto aos parceiros, um lote de medicamentos essenciais para viabilizar consultas gratuitas à população durante os dias de festejos.

Em declaração a nossa redação, o presidente da organização, Nicolau da Cruz Almeida, destacou que a iniciativa visa promover o bem-estar dos moradores e visitantes. “São cidadãos que merecem muita atenção”, afirmou.

Além do apoio na área da saúde, a Comissão Organizadora apelou à prudência de todos ao longo da programação. O dirigente também agradeceu à população pela forma “diferente” e organizada como tem ocorrido a distribuição de senhas, que até ao momento não registou casos de especulação de preços, um problema recorrente em edições anteriores.

CAP GB

«GUINE-BISSAU» CAMPEONATO NACIONAL DA PRIMEIRA DIVISÃO

 

As declarações do Dr. Fernando Dias da Costa sobre o assassinato do ativista político Vigário Balanta destacam um profundo pesar pela sua morte. Fernando Dias da Costa lamenta o ocorrido e levanta questões ao Alto Comando Militar, que neste momento dirige o país, pedindo esclarecimentos sobre as circunstâncias do assassinato.

Prs Europa

Fernando Dias da Costa manifestou preocupação com a situação da liberdade de expressão no país





O candidato presidencial Fernando Dias da Costa, recebeu no início desta tarde, o representante da Amnistia Internacional, Alioune Tine, que se encontra na Guiné-Bissau em visita de trabalho.

O encontro contou igualmente com a presença de Abubacar Turé, líder da LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Na ocasião, o Fernando Dias manifestou preocupação com a situação da liberdade de expressão no país, classificando-a como preocupante.

Entre os pontos destacados, referiu o assassinato de Vigário Luís Balanta, cujo corpo foi encontrado num local isolado em N’Dame.

O Dias, apelou ainda à CEDEAO para a adoção de medidas urgentes com vista a travar a atual situação vivida no país.

O encontro insere-se no quadro de contactos com organizações internacionais e nacionais para avaliação do contexto dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

TV O PAÍS | Hamadi Candé

Estado-Maior General das Forças Armadas recebe donativos da ONG "Caminho para o Desenvolvimento” destinados ao Hospital Militar Principal - Amizade Sino/Guineense.


Donativos compostos em diversos materiais hospitalar, foram recebidos pelo Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major General Samuel Fernandes.

IM/FA 30.03.2026
FARP Guiné-Bissau

O nosso novo representante do Gabinete de Ligação dos EUA, Nathan Kato-Wallace, visitou o American Corner Bissau na Escola Superior de Formação de Professores «Tchico Té» para uma conversa animada com os membros do Clube de Conversação. Nathan partilhou as suas experiências sobre estudar nos Estados Unidos e as oportunidades únicas que advêm do contacto com a cultura e o sistema educativo americanos. O American Corner Bissau oferece um clube de conversação semanal em inglês no Tchico Té, aberto a todos e gratuito. Dê o próximo passo rumo a novas competências e conexões globais — visite-nos para saber mais sobre os nossos programas!

Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau


PUN CONDENA MORTE DE VIGÁRIO BALANTA E APELA À TRANSFORMAÇÃO DO FUNERAL EM MANIFESTAÇÃO POPULAR

O Partido da Unidade Nacional (PUN), liderado por Idriça Djaló, condenou o que qualificou como “repugnante e cobarde assassinato” do ativista e secretário-geral do Movimento Cívico Revolucionário Pó de Terra, Vigário Luís Balanta. O partido apelou ainda a uma manifestação popular que rejeite qualquer tentativa de imposição de “um regime de terror na Guiné-Bissau”.

“PUN apela a toda a sociedade guineense a participar em massa no funeral de Vigário Balanta, de forma a transformar a cerimónia numa grande manifestação popular de rejeição de qualquer tentativa de imposição de um regime de terror na Guiné-Bissau”, lê-se na nota consultada esta quarta-feira, 1 de abril de 2026, pelo jornal O Democrata.

O Partido da Unidade Nacional criticou a morte de Vigário Luís Balanta, ocorrida na terça-feira, 31 de março, em circunstâncias ainda por esclarecer, sublinhando que “a impunidade não pode ser tolerada”.

Na mesma nota, o PUN afirmou que aquele “ato bárbaro” constitui um “grave e inaceitável atentado” não apenas contra a vida humana, mas também contra os princípios fundamentais da liberdade de expressão, do empenhamento cívico e da participação democrática.

Segundo o comunicado, atacar um ativista da sociedade civil representa uma tentativa de silenciar vozes, espalhar medo e minar os alicerces da coesão nacional.

Na ausência de informações claras sobre os autores do crime, o partido apelou às autoridades competentes para que iniciem, com urgência, uma investigação rigorosa, independente e transparente, com vista a identificar, processar e punir os responsáveis, “sejam eles quem forem”.

“O Partido da Unidade Nacional expressa a sua profunda solidariedade à família do falecido, aos seus entes queridos e a todos os membros da sociedade civil. A dor deles é nossa, e a sua luta pela justiça deve ser apoiada por todos. Apelamos à moderação, ao sentido de responsabilidade e à união, reafirmando que ninguém deve ser perseguido, ameaçado ou morto pelas suas crenças ou pelo seu compromisso com o serviço à comunidade”, sublinhou o partido.

O PUN reiterou ainda a sua “inabalável determinação” em defender os valores da justiça, da liberdade e da dignidade humana perante este “ato desprezível”.

Por: Aguinaldo Ampa
odemocratagb