A Igreja Católica da Guiné-Bissau manifestou a sua profunda preocupação face à instabilidade política, pobreza, violência, divisões e desconfianças que marcam a vida do país.
A preocupação foi tornada pública, esta terça-feira, pelo Bispo da Diocese de Bafatá durante a homilia da missa de celebração do Jubileu dos 25 anos do Seminário Maior Interdiocesano Dom Settimio Arturo Ferrazzetta e dos 27 anos da morte de Dom Settimio Arturo Ferrazzetta.
Na sua reflexão, Dom Victor Luís Quematcha afirmou que muitas pessoas vivem hoje cansadas, feridas e sem horizontes, sublinhando que, mesmo neste contexto difícil, Deus continua a chamar o seu povo à confiança e à esperança.
“A nossa celebração acontece num contexto concreto marcado por fragilidades sociais, instabilidade política, pobreza, violência, divisões e desconfianças” acrescentou Dom Victor Quematcha.
O Bispo da Diocese de Bafatá destacou ainda que a Igreja da Guiné-Bissau é chamada a ser uma Igreja próxima do povo, que não fecha os olhos às feridas da nação e que não se deixa capturar por lógicas de poder ou interesses pessoais.
“Esta celebração interpela profundamente que igreja queremos ser e construir na Guiné-Bissau, somos chamados a ser uma igreja próxima que não fecha os olhos às feridas do país”, salientou o prelado.
Relativamente ao jubileu do Seminário Maior Interdiocesano, Dom Victor recordou o legado de Dom Settimio Arturo Ferrazzetta, sublinhando que este ensinou que o verdadeiro pastor não foge das dificuldades, não se coloca acima do povo, mas caminha com ele, partilhando as suas alegrias e sofrimentos.
“O nome do nosso seminário recorda-nos a figura do Dom Settimio Arturo Ferrazzetta, pastor que marcou profundamente a história do nosso país e a história da nossa igreja ele foi um bispo que amou este povo sem reservas, foi um bispo que viveu com simplicidade, coragem e fidelidade ao evangelho” afirmou Dom Victor.
Aos seminaristas, Dom Victor Luís Quematcha exortou-os a serem homens de fé, esperança e caridade, capazes de construir uma Guiné-Bissau de paz, sendo pontes e não muros, sinais de reconciliação e promotores da convivência pacífica.
“Sejam homens de fé, sejam homens de esperança, sejam homens de caridade, o nosso país precisa de paz que seja pontes e não muros, o nosso país precisa de paz que sejam sinal de reconciliação e de paz testemunhas credíveis do evangelho”, sublinhou O bispo da de Bafatá.
Dom Victor Luís Quematcha lembrou ainda que a Igreja vive um tempo jubilar significativo, com a celebração dos 25 anos da Diocese de Bafatá e a preparação para os 50 anos da Diocese de Bissau, a assinalar-se no próximo ano. Segundo o bispo, estes marcos históricos convidam a Igreja não apenas a olhar para o passado com gratidão, mas a assumir com coragem e esperança os desafios do futuro.
Durante a celebração, os seminaristas prestaram uma homenagem ao Bispo Emérito Dom José Camnate Na Bissign, ao Bispo de Bafatá Dom Victor Luís Quematcha, ao primeiro reitor do Seminário Maior Interdiocesano e aos professores.
RSM 27 01 2026





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