De acordo com Ernesto Cá, sempre que o hospital recebe visitas de membros do governo, raramente a lavandaria é incluída no roteiro para avaliar as condições em que os funcionários trabalham.
Esta quarta-feira, após a visita do Primeiro-Ministro de Transição, Ernesto Cá disse em entrevista exclusiva à RSM que os trabalhadores não dispõem de casa de banho e são obrigados a tomar banho atrás das máquinas de lavandaria, colocando a saúde em risco.
A repórter da Rádio Sol Mansi deslocou-se ao local e constatou que a fossa está cheia, as paredes apresentam infiltrações, há tubos danificados e água espalhada pelo chão. Funcionários continuam a tomar banho atrás das máquinas, por falta de condições adequadas.
O PRIMEIRO-MINISTRO DA TRANSIÇÃO NÃO VISITA A LAVANDARIA DO HNSM
O Primeiro-Ministro de Transição considera preocupante a situação do Hospital Nacional Simão Mendes e defende intervenção urgente
De acordo com o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, a situação do Hospital Nacional Simão Mendes é preocupante e que há necessidade de uma intervenção urgente, devido à carência de materiais e condições inadequadas em vários serviços.
A declaração foi feita hoje, após a visita efetuada aos serviços de Urgência, Oftalmologia, Laboratório de Análises, Maternidade e Pediatria. Vieira Té garantiu que, dentro de um mês, a empresa responsável pelas obras no hospital deverá apresentar soluções para mitigar os principais problemas.
Segundo o Chefe do Governo, o laboratório de análises clínicas encontra-se sem condições adequadas de funcionamento, o que pode comprometer a fiabilidade dos resultados.
Durante a entrevista, Ilídio Vieira Té afirmou que a prioridade do governo é melhorar todos os serviços, com destaque para o laboratório, criando condições que permitam um atendimento mais eficaz.
Na mesma ocasião, o governo revelou que o técnico responsável pela disponibilização de mais de quarenta milhões para pagamento de subsídios à maioria dos profissionais não se encontra em funções.
Apesar de ter visitado diversas áreas do hospital, o Primeiro-Ministro não passou pela fábrica de oxigénio nem pela lavandaria.
RSM: 10. 12. 2025

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