A Guiné-Bissau produz anualmente pouco mais de 30 mil toneladas de resíduos plásticos, dos quais apenas 15% são recolhidos e reciclados, estima a ONG ACRA, que alerta para o impacto da poluição plástica no meio marinho.
A informação foi avançada esta terça-feira, nas ilhas Bijagós, durante uma campanha de limpeza na ilha de Poilão, no Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão, organizada pela União Europeia, em parceria com o IBAP e as Nações Unidas, no âmbito da iniciativa global do bloco europeu “Beach Clean-Up 2026”.
Segundo a responsável da ACRA, cerca de oito mil toneladas de resíduos plásticos chegam anualmente ao mar da Guiné-Bissau.
Para fazer face a esta situação, a organização defende a redução da importação de plásticos, a promoção da reutilização e o reforço das ações de reciclagem.
Por sua vez, o embaixador de Espanha na Guiné-Bissau, Enrique Conde León, considera que o combate ao lixo no solo e nos mares é uma responsabilidade de toda a humanidade, destacando a importância das iniciativas de limpeza das praias para a preservação ambiental.
Entretanto, a representante residente do Grupo Banco Mundial, Sonia Brito, afirma que a proteção da costa marinha é fundamental para preservar a biodiversidade, os habitats das espécies marinhas e os meios de subsistência das comunidades locais, permitindo-lhes desenvolver atividades de forma mais resiliente.
Durante a campanha de limpeza na ilha de Poilão, foram recolhidas grandes quantidades de resíduos, sobretudo sacos e outros materiais plásticos, posteriormente transportados para Bissau, com vista à sua reutilização e reciclagem.
A ilha de Poilão é reconhecida mundialmente como um dos principais locais de desova da tartaruga-verde na África Ocidental, recebendo milhares de fêmeas anualmente, entre agosto e novembro.
Poilão integra o Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão, reconhecido como Património Mundial Natural da UNESCO, em julho de 2025.
RSM: 04-11-2026
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