sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Especialista militar alerta: doenças cardiovasculares afetam cada vez mais jovens no país.








O Major Umberto Viera, especialista em Cardiologia do Hospital Militar Principal, fez um alerta relevante esta quinta-feira, 3 de setembro de 2026 sobre o crescente risco de doenças cardíacas no país, destacando que tais já não atingem apenas idosos, mas também pessoas de meia idade e, cada vez mais, jovens com 18, 20 ou 21 anos.
Durante uma conversa com a imprensa militar, o médico explicou que a Cardiologia estuda o coração e as patologias que o afetam, sendo que existem diversos tipos de doenças, cada uma com os seus próprios riscos.
Entre as principais, destacou a hipertensão arterial, um fator de risco cardiovascular que pode desencadear problemas graves no coração como a doença cardíaca isquémica, as doenças valvulares e outras condições de impacto significativo.
O especialista chamou a atenção para o facto de o risco cardiovascular variar conforme a idade e o sexo: enquanto nos homens este risco se torna mais evidente a partir dos 60 à70 anos, nas mulheres começa a ser significativo a partir dos 55.
Contudo, acrescenta que a realidade atual mostra que a hipertensão e outros problemas cardíacos já se manifestam em faixa-etárias muito mais jovens, o que representa um novo desafio para a saúde pública guineense.
Major Viera enumerou os principais fatores de risco que contribuem para o agravamento das doenças cardiovasculares:
• Colesterol elevado, que favorece a formação de placas nas artérias e aumenta o risco de eventos cardíacos;
• Consumo de bebidas alcoólicas (como whisky e champanhe), que quando feito de forma excessiva, prejudica a função cardíaca;
• Tabagismo e uso de drogas, cujos fumos são considerados hábitos tóxicos e representam um risco direto para o coração e os pulmões;
• Sedentarismo, que leva ao ganho de peso e, consequentemente, a um maior risco cardiovascular.
Sobre a tensão arterial, o cardiologista esclareceu que existem três tipos: tensão baixa, normal e alta. “Todos nós temos tensão normal, mas há momentos em que algumas pessoas apresentam tensão baixa, o que significa estar abaixo do nível normal. “Entre a tensão baixa e a alta, sempre há consequências, no caso da tensão baixa, a pessoa sente diferenças no organismo, e embora existam medicamentos para a aumentar, é mais difícil tratar do que a tensão alta. Já a hipertensão é mais fácil de controlar com medicação”, esclarece.
Alerta para a gravidade de condições como o infarto do miocárdio, que provoca dor no peito e compromete a função cardiorrespiratória. Segundo o especialista, entre 50 % e 70 % das mortes repentinas podem ter origem cardiovascular, uma vez que o coração é um órgão particularmente sensível e suscetível a paragens cardíacas súbitas.
Para prevenir estas situações, Major Umberto Viera recomenda fortemente que todas as pessoas façam consultas médicas regularmente. “Muitas vezes, uma pessoa sente alguma alteração no corpo, mas recusa se a ir ao médico.
Isso faz com que muitas pessoas morram sem que se saiba exatamente o que causou a morte. Por isso, é essencial que todos procurem o hospital para serem examinados, mesmo que os sintomas pareçam leves”, exorta.
A mensagem do especialista é clara: a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares e garantir uma melhor qualidade de vida para a população do país.

Texto: Soldado Watna Ysemba
Fotografia: Alferes Umaro Januário Injai
FA/IM 03.09.2026

Sem comentários:

Enviar um comentário