sexta-feira, 29 de maio de 2020

FALECEU EM BISSAU GENERAL EMÍLIO COSTA

Emílio Costa, foi vice-Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau. Foi indigitado pelas autoridades militares em comissão de serviço da CEDEAO, para a representar a Guiné-Bissau em Costa do Marfim, ultimo cargo que desempenhou até a data da sua morte.

General Emílio regressou ao país no mês de dezembro de ano passado.

O general Emílio Costa, era uma figura detentora da arte militar, adoptada de alto nível académico. Regressou ao país no mês de dezembro de ano passado. Morreu hoje em Bissau vitima de doença.

Notabanca endereça à família enlutada as nossas mais sentidas condolências, fazendo votos que a sua alma se descanse em Paz na Gloria.

Conosaba/Notabanca

FORÇAS ARMADAS GUINEENSES INSTAM CIVIS A REGISTAREM ARMAS DE GUERRA

O Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses instou hoje a população civil na posse de armas de guerra para que procedam ao registo das mesmas até 11 de junho, sob pena de punição severa.

Através de um comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, o chefe da direção do armamento e munições, coronel Leonardo de Carvalho, avisa que a partir do dia 11 de junho “quem for apanhado com arma de guerra assumirá todas as consequências”.

O aviso de registo de armas de guerra destina-se aos ministros em funções, antigos ministros, magistrados, deputados, combatentes de liberdade da pátria (veteranos de guerra da independência) e população em geral.


Na Guiné-Bissau, a lei outorga direito de porte de arma de guerra a certas categorias de funcionários ou entidades do Estado, mas aqueles instrumentos devem ser regularmente registados pelos serviços de segurança.

Várias entidades, mesmo depois de deixarem de ocupar os cargos que lhes habilitam a requisitar o porte de arma de fogo, recusam-se a entregá-las.

O aviso de registo e avalização do porte de arma de guerra – de uso exclusivo pelas forças de defesa e segurança – tem sido repetido nas rádios de Bissau.

O porte de arma de guerra é recorrente entre os elementos da população civil guineense, sendo várias vezes relatadas pela polícia situações em que os ladrões atacam os criadores de gado com recurso a armas.

Conosaba/Lusa

«ONU CU FALA» NA GUINÉ-BISSAU MUITAS CRIANÇAS PODEM NÃO VOLTAR À ESCOLA E MIGRAÇÃO PODE AUMENTAR

Muitas crianças da Guiné-Bissau podem não regressar à escola e a migração deverá aumentar devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, segundo um relatório divulgado pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento.

"Algumas crianças podem não regressar à escola e as meninas estão desproporcionalmente em risco de desistir. Muitas famílias veem a sua atividade económica interrompida e as mais vulneráveis recorrem ao trabalho infantil ou casam as filhas para lidar melhor com a crise", pode ler-se no relatório, que analisa o impacto socioeconómico da covid-19 na Guiné-Bissau.

Com um dos índices de desenvolvimento humano mais baixos do mundo, na Guiné-Bissau a maior parte dos alunos não termina o quarto ano de escolaridade e quase metade das crianças nunca foram à escola.

No âmbito do combate e prevenção à covid-19, as autoridades guineenses encerraram as escolas por tempo indeterminado.

"A falta de dispositivos tecnológicos e o elevado custo de acesso à Internet torna a educação em casa numa opção não viável para a população em geral", refere-se no relatório.

No documento salienta-se também que o encerramento das escolas e a falta de perspetivas de emprego devido ao surto de covid-19 pode levar à radicalização dos jovens e à migração.

Nesse sentido, o relatório salienta que é importante investir em infraestruturas e educação para permitir a criação de emprego e empregabilidade dos jovens e "dar-lhes voz e meios financeiros para serem protagonistas do seu próprio sucesso económico".

"O retrocesso económico e a falta de serviços de qualidade vai levar mais guineenses a procurar um futuro melhor em outros países", refere o documento, alertando para a possibilidade de serem alvo de tráfico de seres humanos.

A Guiné-Bissau regista quase 1.200 casos de infeção por covid-19 e oito vítimas mortais.

Conosaba/Lusa

SISTEMA DE SAÚDE DA GUINÉ-BISSAU PODE COLAPSAR, DIZ ONU

O sistema de saúde da Guiné-Bissau pode colapsar devido à pandemia do novo coronavírus, que já infetou quase 1.200 pessoas no país e provocou oito vítimas mortais, alertam as Nações Unidas.

"Se em tempos normais, o sistema de saúde local é altamente frágil, com a covid-19 pode colapsar", adverte um relatório sobre o impacto socioeconómico da covid-19 na Guiné-Bissau, divulgado pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento.

Segundo dados do relatório, a Guiné-Bissau tem o segundo sistema de saúde mais frágil do mundo, a seguir à Somália, e tem várias doenças infecciosas, incluindo os valores mais altos de prevalência de sida e tuberculose da África Ocidental.

"Este é o resultado de décadas de pouco investimento no sistema de saúde", pode ler-se no relatório.

Segundo o documento, a falta de investimento no setor da saúde, aliada a infraestruturas precárias e a greves constantes, "constituem obstáculos substanciais a intervenções de resposta adequadas para impedir a propagação do vírus".

"Como o sistema de saúde é frágil, não atinge a maior parte da população, está fadada ao colapso assim que houver transmissão comunitária", salienta-se no documento.

Na Guiné-Bissau há um médico por quase 6.000 habitantes, não há especialistas em unidade de cuidados intensivos e a produção de oxigénio não é assegurada no principal hospital do país, o Hospital Nacional Simão Mendes. Fora da capital guineense ainda não existe um estabelecimento hospitalar preparado para tratar casos de covid-19.

No relatório salienta-se que a comunidade internacional está a tentar equipar o país com o material necessário, apesar da escassez existente no mercado internacional.

"A disseminação da covid-19 na Guiné-Bissau é difícil de conter", alerta o relatório, salientando que o Laboratório Nacional de Saúde Pública tem dificuldade em fazer testes diários devido à rápida propagação da doença.

Para o aumento de casos de infeções por covid-19 na Guiné-Bissau, segundo o documento, contribuem também o estigma social associado à doença e as dificuldades económicas da população para cumprir com o isolamento e quarentena e a crise política que está a criar uma "profunda desconfiança" no sistema e controlo públicos.

Em África, há 3.790 mortos confirmados em mais de 129 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 357 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Conosaba/Lusa

SOCIEDADE/PRESIDENTE DA ACOBES ACUSA GOVERNANTES DE PRIORIZAR MAIS ASPETOS POLÍTICOS DO QUE SOCIAIS

Bissau, 28 mai 20 (ANG) – O Presidente da Associação de Consumidores, Bens e Serviços(Acobes), acusa os governantes do país, de priorizarem mais aspetos políticos do que sociais.

Segundo ele, havia toda a necessidade de se criar condições para o isolamento, em termos de infraestruturas hospitalares, o que infelizmente não se verificou.

Em entrevista exclusiva esta quinta-feira à ANG, Bambó Sanhá considerou de “grave” o comportamento dos políticos em relação à primeira vaga de isolamento, em casa, feito pelos primeiros infetados com o novo coronavírus, acrescentando que o governo tem a obrigatoriedade de salvar a vida da população.

Pede ao governo deligências juntos dos parceiros nacionais e internacionais no sentido de proteger os cidadãos e estancar a pandemia, sustentando que a população tem o direito ao consumo.

“É de louvar a distribuição de produtos da primeira necessidade que está a ser feita pelo governo , mas, para mim, não é suficiente porque continuamos a ter populações mais carenciadas que ainda não beneficiaram do género. Por isso, o governo deve reforçar as deligências para fazer chegar produtos de desinfecção e alimentícios às tabancas mais longínquas”, disse Bambó Sanhá.

Afirmou que a medida de prevenção é “muito fundamental” porque o país é vulnerável e frágil, sem infraestruturas sanitárias, sem materiais médicos, e recursos humanos suficientes, para poder controlar esta pandemia, tal como se verifica noutras partes do mundo.

“Esperamos que o governo reforce as suas medidas para poder, de fato, ajudar essa pobre população. Sabemos que mesmos os nossos dirigentes e o governo, em particular, não têm condições financeiras para atenuar esta doença, por isso a medida de prevenção é importante”, frisou.

Aquele responsável pediu a população a encarar a doença como uma realidade no país, pede a população para usar máscara e cumprir a medida de distanciamento nos lugares públicos, sobretudo nos mercados, bancos, entre outros, para se proteger do coronavírus.
Acrescentou que as pessoas devem acatar o conselho dos técnicos de saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em relação a retoma dos transportes urbano nomeadamente toca-tocas e táxis, Sanhá lamentou que o estado de emergência tenha reduzido muitos direitos aos cidadãos, mas que é compreensível porque o país não está numa situação normal.

Sublinhou que as vidas têm que ser protegidas mas que a economia também tem que ser defendida.

“Esses dois aspectos são fundamentais para a existência dos seres humanos, por isso, entendemos que a limitação da lotação nos transportes é aceitável porque os casos estão a subir drasticamente”, disse.

O presidente da ACOBES apela aos motoristas a se abdicarem de aumentar a tarifa aos utentes “porque o momento é crucial e de solidariedade” .

Disse que toda a luta deve ser contra a pandemia, e que espera que o desconfinamento seja de forma gradual, tal como decido pelo Governo.

Conosaba/ANG/DMG/ÂC//SG

MADEM-G15 E PRS PEDEM COMISSÃO DE INQUÉRITO À MORTE DE CIDADÃO EM MANIFESTAÇÃO EM BISSAU

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e o Partido da Renovação Social (PRS) pediram hoje uma comissão de inquérito à morte de um cidadão guineense durante uma manifestação em outubro de 2019, na capital da Guiné-Bissau.

“Os grupos parlamentares do Madem-G15 e do PRS requerem ao presidente da Assembleia Nacional Popular” para “deferir o presente pedido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito no sentido de identificar, descobrir os autores, materiais e morais, dos crimes perpetrados e as circunstâncias em que eles ocorreram”, referem os dois partidos numa carta enviada ao presidente do parlamento.

Em outubro, o Madem-G15, o PRS e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau organizaram um protesto em Bissau para reclamar da forma como estavam a ser organizadas as eleições presidenciais e o trabalho do Governo liderado por Aristides Gomes.

O protesto, que reuniu milhares de manifestantes e estava proibido pelo Ministério Público, foi disperso pela polícia guineense com gás lacrimogéneo. Um manifestante apareceu morto.

O Ministério do Interior anunciou a abertura de um inquérito que seria conduzido por entidades independentes especializadas, mas, na ocasião, afirmou que a morte do homem não teria ocorrido devido à atuação das forças policiais.

Na carta hoje enviada ao presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, o Madem-G15 e o PRS denunciam que as forças de segurança espancaram dois manifestantes “com maior gravidade” e um outro que acabou por morrer.

“Não se compreende o silêncio ensurdecedor e a omissão sobre este acontecimento contra graves violações dos direitos fundamentais”, salientam os partidos.

O pedido de inquérito parlamentar surge um dia depois de o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ter solicitado a criação de uma comissão de inquérito parlamentar ao ataque ao deputado guineense Marciano Indi.

O deputado Marciano Indi, da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), foi raptado e espancado a semana passada por um grupo de desconhecidos, mas acabou por ser libertado, depois da intervenção do presidente do parlamento nacional.

Marciano Indi é conhecido pela sua posição crítica face ao atual poder na Guiné-Bissau, nomeadamente o líder da APU-PDGB e primeiro-ministro, Nuno Nabian, com quem se incompatibilizou de forma aberta.

Indi tem defendido a continuidade do seu partido no acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC, em março passado, para desta forma criar uma maioria no parlamento.

O PAIGC venceu as legislativas de março de 2019 sem maioria e fez um acordo de incidência parlamentar com a APU-PDGB, obtendo 54 dos 102 assentos no parlamento.

Logo no início da legislatura, Nuno Nabian, que ocupava o cargo de primeiro vice-presidente do parlamento, incompatibilizou-se com o PAIGC e aliou-se ao Madem-G15, segunda força política do país, com 27 deputados, e ao PRS, que elegeu 21 deputados.

Apesar da nova aliança, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB mantiveram a sua lealdade ao acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC.

Os dois blocos alegam ter a maioria no parlamento.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), organização sub-regional que tem mediado a crise na Guiné-Bissau, emitiu um comunicado em abril, onde reconhece Umaro Sissoco Embaló como Presidente do país e insta as autoridades a nomear um Governo, que respeite os resultados eleitorais, bem como uma revisão à Constituição, que seja aprovada por referendo.

O prazo da CEDEAO para formação de um novo Governo terminou na sexta-feira. O chefe de Estado guineense deu agora ao parlamento até 18 de junho para apresentar uma solução para a situação política que o país vive.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo do PAIGC liderado por Aristides Gomes e nomeou para o cargo Nuno Nabian, líder da APU-PDGB, que formou um Governo com o Madem-G15, o PRS e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense José Mário Vaz e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, não aceitou a derrota na segunda volta das presidenciais de dezembro e considerou que o reconhecimento da vitória do seu adversário é “o fim da tolerância zero aos golpes de Estado” por parte da CEDEAO.

A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Conosaba/Lusa

quinta-feira, 28 de maio de 2020

COORDENADOR DO MADEM-G15 OFERECE DONATIVOS A CENTRO MATERNO INFANTIL DO 'HNS'

Hoje dia 28 de Maio o coordenador do (MADEM G15), Braima Camara, oferece donativos a Centro Materno Infantil do (HNS), o centro que foi reabilitado por ele em 2018. Desde sempre deu ajuda a esse centro enquanto a cabeça de lista do PAIGC no circulo eleitoral 24, e hoje é Coordenador Nacional do Movimento Para Alternância Democrática (MADEM G-15), o Líder do MADEM G-15, SE Braima Camara imparável continua ainda dar assistência aquele Centro Materno infantil de (HNS).
VIVA MADEM G-15

VIVA Braima Camara

Imagem: TAFA CASSAMA
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