Ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse. © https://www.facebook.com/photo/?fbid=934666762927693&set=a.107831958944515
Moçambique – O ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse, reconheceu que o país enfrenta um défice significativo de profissionais, com apenas 58.000 técnicos perante uma necessidade estimada de cerca de 160.000. O governante alertou para a fuga de quadros para o sector privado e para os desafios de retenção e motivação, factores que comprometem o alcance das metas estabelecidas pelo ministério da Saúde.
O ministro da Saúde de Moçambique admitiu que o país enfrenta um défice significativo de profissionais do sector, sublinhando que a situação coloca o país longe de atingir as metas universais na área da saúde.
Para o governante, o problema é evidente e deve ser encarado com seriedade. Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, o número de profissionais continua insuficiente face às necessidades do país.
“A título de exemplo, nós triplicámos, nas últimas décadas, o número de profissionais para cerca de 58.000 no país, mas as necessidades do país rondam perto de 160 e tal mil. Vejam só, quer dizer, estamos com uma lacuna nesta componente de profissionais de saúde”, afirmou Ussene Isse.
O ministro sublinhou que esta realidade é agravada pela fuga de quadros, um fenómeno que fragiliza ainda mais o sistema nacional de saúde. Apesar do investimento na formação, muitos profissionais acabam por deixar o sector público à procura de melhores condições no sector privado.
Formamos muitos, mas muitos deles acabam por sair para o sector privado. Também temos o desafio da retenção e da motivação dos profissionais de saúde. Esses quatro ou cinco desafios são desafios que temos de olhar com muita atenção para poder corrigir esta situação”, declarou.
Ussene Isse defendeu necessidade de uma análise profunda destes constrangimentos, com vista à adopção de medidas que permitam melhorar a retenção, aumentar a motivação e reforçar a capacidade de resposta do sector.
As declarações foram feitas durante o diálogo político e de investimentos no sector do trabalho para a saúde em Moçambique, que decorreu ao longo de dois dias e termina esta quinta-feira, na capital moçambicana.
Por: Orfeu Lisboa
rfi.fr/pt

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