terça-feira, 17 de março de 2026

Israel afirma ter abatido Ali Larijani


Ali Larijani, secretário do conselho supremo da segurança nacional do Irão. © AP - Bilal Hussein

As autoridades israelitas afirmaram, nesta terça-feira, 17 de Março, ter abatido Ali Larijani, secretário do conselho supremo da segurança nacional do Irão.

A guerra no Irão também é uma guerra da informação. Apesar de Israel ter afirmado que Ali Larijani tinha sido abatido, ainda não houve nenhuma confirmação ou desmentido da parte das autoridades iranianas.

Segundo as informações recolhidas pela RFI, os meios de comunicação iranianos asseguraram que uma mensagem gravada de Ali Larijani ia ser difundida. No entanto, até agora nenhuma aparição nos canais televisivos, apenas uma mensagem escrita após a morte dos marinheiros num ataque norte-americano perto das costas do Sri Lanka.

Até agora sabe-se que uma zona militar foi alvo de ataques durante a noite e seria nesse local que estaria Ali Larijani, um alto dirigente do regime iraniano após a morte do Guia Supremo, o aiatola Ali Khamenei.

O general Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana, também teria falecido nesses ataques.

De notar que os ataques simultâneos das aviações israelita e norte-americana visam, cada vez mais, zonas civis segundo o correspondente da RFI no país, Siavosh Ghazi.

No que diz respeito aos ataques no Líbano, um militar libanês morreu e outros quatro ficaram feridos no Sul do país.

Nos outros países atingidos pelo conflito, também se ouviram explosões em Jerusalém, em Israel, bem como em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto no Kuwait, dois membros de um hospital ficaram feridos nos destroços, e no Qatar, as autoridades afirmaram ter interceptado um míssil.

Ainda nos Emirados Árabes Unidos, um cidadão paquistanês foi morto por estilhaços de um míssil balístico interceptado em Abu Dhabi.

De referir ainda que, pelo menos, quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma facção pró-Irão.

Por: Marco Martins com RFI

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