O Conselho de Ministros aprovou hoje a estrutura oficial de comercialização e exportação da castanha de caju para a campanha de 2026, fixando o preço de referência ao produtor em 410 francos CFA por quilograma. A decisão foi tomada durante a reunião ordinária realizada no Salão Nobre “General Umaro Sissoco Embaló”, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a.
A campanha deste ano será realizada sob o lema “Tolerância Zero ao Contrabando di Nô Cajú”, numa clara mensagem do Governo de reforço da fiscalização e de proteção de um dos principais produtos estratégicos da economia nacional.
De acordo com o decreto aprovado, além do preço de referência ao produtor fixado em 410 FCFA por quilograma, foram também definidos outros parâmetros essenciais para o funcionamento do mercado durante a campanha:
• Preço do intermediário em Bissau: 478 FCFA por quilograma;
• Base tributária para exportação: 1.050 dólares norte-americanos por tonelada.
Segundo o Executivo, estas medidas visam assegurar maior equilíbrio entre os diferentes intervenientes da cadeia de comercialização, proteger o rendimento dos produtores e garantir melhores receitas fiscais para o Estado.
Durante a sessão, o Presidente da República de Transição apelou ao envolvimento direto de todos os membros do Governo na fiscalização da campanha, sublinhando que a campanha de 2026 deve ser encarada como uma oportunidade decisiva para valorizar a castanha de caju enquanto produto estratégico da Guiné-Bissau.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado destacou ainda que o sucesso da campanha poderá traduzir-se num aumento significativo das receitas públicas e na melhoria das condições de vida da maioria da população, sobretudo nas zonas rurais onde a produção de caju constitui a principal fonte de rendimento.


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