terça-feira, 10 de março de 2026

Guiné-Bissau: detenção e libertação, horas depois, de Baciro Djá, sem explicação

Antigo Primeiro-ministro Baciro Djá, em Abril de 2012 (foto de arquivo) SIA KAMBOU / AFP

Na Guiné-Bissau, desde o golpe de Estado de 26 de Novembro, os militares proibiram a realização de conferências de imprensa, sem a sua autorização. Ontem, o antigo primeiro-ministro guineense, Baciro Djá, deu uma conferência de imprensa e horas depois foi detido pela polícia em Bissau. Para já, não se sabe o motivo da sua detenção. Baciro Djá é o líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional.

De acordo com fontes do partido, Baciro Djá foi levado por homens armados para as instalações da Segunda Esquadra.

Não ficou claro até ao momento se realmente chegou a ser colocado nas celas. Sabe-se que permaneceu na Segunda Esquadra durante algumas horas, talvez duas ou três horas, não mais e depois foi restituído à liberdade.

O político encontra-se na sua residência em Bissau desde domingo à noite, mas ainda não prestou quaisquer declarações desde o sucedido.

Baciro Djá, que exerceu entre outros cargos, o de primeiro-ministro da Guiné-Bissau, ministro da Defesa e presidente do Instituto da Defesa Nacional, foi levado à sede da polícia guineense após ter realizado uma conferência de imprensa.

Djá disse que a conferência de imprensa é um acto que simboliza o aniversário da Frente Patriótica de Salvação Nacional (Frepasna), partido que completou oito anos de existência, precisamente neste domingo, 8 de Março.

Na conferência de imprensa, transmitida em directo nas redes sociais, Baciro Djá teceu duras críticas relativamente ao momento político vivenciado pelo país, marcado por mais um golpe de Estado que desta vez interrompeu um processo eleitoral.

Djá assinalou que o seu partido foi prejudicado com o golpe de Estado por ter conquistado, alegadamente, 12 deputados no parlamento que se iria formar a seguir.

Baciro Djá apelou aos militares e à classe política para que abram vias de diálogo entre os guineenses para devolver a paz, tranquilidade e a democracia ao país.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt

Sem comentários:

Enviar um comentário