Domingos Simões Pereira destacou no seu discurso que o mundo vive tempos de profunda instabilidade, marcados por “incertezas e enfraquecimento do multilateralismo, diante da ascensão do unilateralismo nas relações internacionais”.
“Essa tendência ameaça conquistas históricas da cooperação global em prol da paz, da justiça e do progresso”, disse.
O líder do parlamento da Guiné-Bissau enfatizou que “os parlamentos têm o dever de proteger os valores da paz, liberdade, autodeterminação e direitos humanos, consagrados na Carta das Nações Unidas”.
Simões Pereira afirmou que “a responsabilidade pela manutenção da paz e da segurança globais foi confiada ao Conselho de Segurança, mas que essa missão só será eficaz se esse órgão for reformado para refletir as realidades geopolíticas atuais e promover uma ordem internacional mais representativa e justa”.
O também, líder da Coligação PAI-TERRA RANKA, vencedora das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, destacou “a importância da defesa dos direitos de crianças, mulheres e populações vulneráveis, e a necessidade de coragem política e visão estratégica para rever os mecanismos de prevenção e resposta diante das crescentes ameaças à paz”.
Domingos Simões Pereira concluiu que “o mundo já não pode ser governado sob lógicas unipolares ou bipolares”, sublinhando que numa era multipolar exige-se “instituições multilaterais mais inclusivas e eficazes”.
O líder do Parlamento guineense reafirmou que “a cooperação é o caminho comum e o multilateralismo é a melhor ferramenta para garantir paz, justiça e prosperidade para todos”.
Por: CNEWS

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