A ONG Tiniguena considera que a presença do Estado na governação das Ilhas dos Bijagós é quase nula, o que continua a causar sofrimento na população.
A constatação foi feita esta sexta-feira, durante o lançamento da 32ª edição do Calendário Tiniguena, sob o lema “Bijagós – Sítio do Património Mundial Natural”, alusivo à classificação atribuída pela UNESCO em julho de 2025.
Segundo o diretor executivo da Tiniguena, Miguel de Barros, a única instituição que funciona efetivamente como representação do Estado nas ilhas é o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).
“A presença do estado no arquipélago dos Bijagós é quase nula, nos podemos olhar para o estado dos bijagós a dois níveis, ao primeiro nível de todas entidades corrosivos dos estado estão só para comprar taxas mas não temos presença do estado que presta serviços”, salientou o sociólogo.
Miguel de Barros denunciou igualmente a exploração ilegal dos recursos naturais nas Ilhas dos Bijagós por parte de países vizinhos, alertando para a fragilidade do controlo e da fiscalização estatal na região.
“Nos estamos a encontrar com conluio das autoridades em fazer sistema de acesso recursos para o seu funcionamento através de estruturas clandestinas que veio por exemplo da pesca com países vocês nem imaginam Senegal, Guiné-Conacri, Costa de Marfim, Gâmbia, Nigéria, Serra Leoa todos esses estão a pescar nas ilhas”, denunciou Miguel de Barros.
Relativamente ao turismo, o sociólogo guineense afirmou que o que se verifica atualmente é uma corrida acelerada para a privatização das ilhas, situação que, segundo ele, pode comprometer os direitos das comunidades locais e a preservação do património natural.
“Hoje o que estamos a ter em bijagós é uma corrida para a privatização das ilhas, nós ouvimos a história sobre Canhabaque, Rubane e sobre outras ilhas é importante dizer que este modelo vai pôr em causa património natural”, sublinhou o diretor executivo de Tiniguena.
As declarações de Miguel de Barros surgem num momento em que o arquipélago dos Bijagós ganha maior visibilidade internacional, após ser oficialmente reconhecido como Património Natural Mundial pela UNESCO, reforçando os desafios ligados à governação, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável da região.
RSM 30 01 2026




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