Díli, 01 ago 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse hoje que o Governo vai criar o Banco Nacional de Desenvolvimento para construir uma economia forte, inclusiva e diversificada.
“Este banco não será apenas uma instituição. Será um instrumento da estratégia nacional, um meio para canalizar o financiamento para onde ele é mais necessário”, afirmou Xanana Gusmão, num seminário, em Díli, sobre a criação daquela instituição bancária.
Segundo o primeiro-ministro, o Banco Nacional de Desenvolvimento de Timor-Leste (BNDTL) tem como objetivo apoiar investimentos transformadores nos setores da agricultura, turismo, indústria e habitação.
“Vai apoiar a criação de emprego e o aumento da produtividade. E vai contribuir para gerar valor de longo prazo para a Nação”, salientou.
O Conselho de Ministros aprovou na quarta-feira a criação do BNTL, com um capital social inicial de 30 milhões de dólares (26,3 milhões de euros), inteiramente subscrito pelo Estado.
A instituição bancária terá como missão suprir as falhas de mercado no acesso ao financiamento a médio e longo prazo e promover soluções adequadas às necessidades dos empresários timorenses em setores estratégicos, como a agricultura, indústria transformadora, turismo, infraestruturas e serviços sociais.
Para Xanana Gusmão, é preciso o país alcançar a soberania económica para conseguir um setor privado dinâmico e resiliente, capaz de criar emprego, e para isso é necessário apoiar as pequenas e médias empresas “espinha dorsal” da economia timorense e “chave para reduzir a dependência de bens importados”.
O primeiro-ministro salientou também que muitos empresários timorenses querem expandir-se, mas muitos continuam à margem porque o “sistema económico não lhes abre oportunidades”.
“Seja uma empresa familiar que quer expandir-se, comprando, por exemplo, um novo congelador, ou uma empresa que precisa de adquirir um novo camião — só o financiamento pode transformar boas ideias em meios de subsistência sustentáveis”, disse.
Segundo Xanana Gusmão, o país não conseguira construir uma economia soberana se as pessoas não tiverem capacidade de participar e competir com o capital estrangeiro.
“A falta de capital não é apenas um problema técnico — é uma barreira estrutural ao desenvolvimento. Temos de garantir que este povo tem acesso ao capital e pode libertar o seu potencial — e o potencial da nossa nação”, acrescentou.
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