padecemos horrivelmente de insónia
pelo desgosto do teu sonho mutilado
quem nos curará a dor fatal
de saudades da nossa terra natal.
pátria de realidade insólita
ambulante e sonâmbula
a segregação d’alma do povo
resume-se na dissolução do imperfeito
com a sede da perfeição com que sonhaste.
a súbita ausência de vontade
de acompanhar a modernidade
no fluir da monotonia da noite
alarga-se o canto da mundanidade
dessa mocidade cercada
numa cúpula de vaidade.
pátria onde as tuas finas
e iluminadas lágrimas
hão-de regenerar as pétalas
das flores esmiuçadas
nas andanças para lá das epístolas
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