sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

«Ministério da Mulher e Solidariedade Social» A Ministra da Mulher e Solidariedade Social, presidiu hoje, 30 de Janeiro de 2026, Dia da Mulher Guineense, em homenagem à Heroínia Nacional. Titina Sila, sob lema " Mindjer Guineense na Construção di Paz i Stabilidadi Social" Um acto que mobilizou diferentes organizações da sociedade civil e Forças de Defesa e Segurança. Na sua comunicação, a Ministra Khady Florence Dabo Correia, considerou de fundamental o papel das Mulheres na estabilização do país. Apelando ainda à sociedade civil o maior engajamento na Campanha de sensibilização e Tratamento das Mulheres com problemas de fístula obstétrica. Governo da Guiné Bissau



A ministra da Mulher e Solidariedade Social, Cadi Florença Correia Dabó, afirmou que os instrumentos de defesa e promoção dos direitos das mulheres carecem, amplamente, de divulgação e apropriação, para que as mulheres possam defender‑se do machismo.

A governante falava esta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, por ocasião da comemoração do Dia Nacional das Mulheres Guineenses, sob o lema: “Mindjer Guineense na Construçon di Paz ku Stabilidadi Sosial”.

Na sua comunicação, sublinhou que as mulheres devem demonstrar a sua valentia, solidariedade e sabedoria, anunciando que, neste momento, o Governo está empenhado na sensibilização, identificação, tratamento e inserção económica de mulheres e jovens raparigas vítimas de sofrimento, particularmente no que diz respeito à promoção da sua saúde.

“Este ano, a data está a ser celebrada num contexto em que todas nós, mulheres, somos convocadas, enquanto mães, a dar o nosso maior contributo como um sinal inequívoco da nossa valentia, solidariedade e sabedoria”, reforçou.

No seu discurso, Cadi apelou aos líderes tradicionais, religiosos e de opinião, às associações de mulheres, às associações de jovens e às organizações da sociedade civil para se juntarem à campanha de sensibilização, sobretudo no apoio às mulheres que sofrem desse mal.

Para a ministra, esta é a dinâmica que o Governo liderado por Ilídio Vieira Té pretende ver reforçada em conjunto com o processo de desenvolvimento. Por isso, convidou as jovens raparigas a abraçarem a formação académica, pois “o processo de desenvolvimento depende, em grande medida, delas”.

Relativamente ao Dia da Mulher Guineense, a ministra destacou que Titina Silá foi uma das mulheres que combateu incansavelmente pela independência da Guiné‑Bissau.
Realçou, neste particular, que “é através dessa figura emblemática que todos os guineenses recordam, com cabeça erguida, os préstimos assinaláveis que a mulher guineense começou a dar para a sua afirmação social, cultural e política”.

Afirmou ainda que o processo da luta de libertação nacional marca o período da afirmação da mulher guineense na arena pública, com participação nas grandes decisões relativas aos destinos do país.

Encorajou as mulheres a manterem-se firmes em qualquer área escolhida para a sua intervenção social, política e económica, pois “tudo o que fazemos tem o seu próprio propósito”.

Por sua vez, Filomena Lopes, em representação da sociedade civil, afirmou que a mulher guineense tem sido, historicamente, a “protagonista silenciosa”, sobretudo nos momentos mais difíceis da vida nacional, marcados por instabilidade política, crises económicas, insegurança social e desafios estruturais.

Enfatizou que, nos períodos mais críticos, as mulheres asseguram a sobrevivência das famílias, promovem a convivência pacífica nas comunidades, educam as gerações futuras e atuam como mediadoras de conflitos. Contudo, reconheceu que ainda persistem “desafios profundos”, nomeadamente a desigualdade de género, a exclusão nos processos de tomada de decisão, a violência baseada no género e o acesso limitado a oportunidades económicas, educativas e políticas.

“Neste 30 de Janeiro, apesar da situação política, reafirmamos que não pode haver paz duradoura, segurança humana, estabilidade social nem desenvolvimento inclusivo sem a participação plena, efetiva e significativa das mulheres”, exortou.

Sublinhou que os desafios futuros exigem reforço do empoderamento feminino, implementação de políticas sensíveis ao género, valorização da liderança feminina e cumprimento dos compromissos nacionais, regionais e internacionais assumidos no âmbito das convenções assinadas e ratificadas no quadro da União Europeia (UE), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e das Nações Unidas (NU).

Por: Natcha Mário M’bundé
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GRUPO DE DIRIGENTES DO PAIGC DEFENDE QUE O PARTIDO NÃO PODE SER LIDERADO POR UM PRESIDENTE EM PRISÃO DOMICILIAR


Um grupo de dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou esta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que o partido libertador não pode ser dirigido por um presidente em prisão domiciliar. Por se tratar de uma organização histórica e de grande dimensão, os dirigentes defendem a criação de condições necessárias para a realização do congresso ordinário previsto para novembro deste ano.

A posição do grupo, que se autodenomina “Comissão Técnica do Bureau Político do PAIGC”, foi tornada pública pelo porta-voz Aladje Seco Sanó, durante uma conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira em Bissau. Na ocasião, Sanó apelou aos veteranos do partido para assumirem as suas responsabilidades políticas face à atual situação interna.

Segundo o porta-voz, o grupo condena o “silêncio” dos veteranos e líderes do PAIGC perante a crise que a organização enfrenta. Recordou que a estrutura diretiva do partido inclui um presidente e quatro vice-presidentes, mas criticou o facto de, após a detenção do líder, os restantes dirigentes terem “simplesmente fugido”.
“Esses responsáveis não foram capazes de assumir as suas responsabilidades enquanto dirigentes do partido. Deixaram os militantes numa situação de agonia e, consequentemente, em dificuldades que levaram o Comando Militar a fechar a sede do PAIGC. Não houve qualquer posicionamento desses dirigentes políticos”, criticou.

Sanó acrescentou que, segundo informações disponíveis, Domingos Simões Pereira deverá ser colocado em liberdade condicional ainda hoje, permanecendo em prisão domiciliar, o que, segundo o grupo, impossibilita a liderança do partido.

“A verdade é que o PAIGC não pode ser dirigido por um presidente em prisão domiciliar, porque é um partido histórico e grande. Convidamos os veteranos e dirigentes a unificarem os militantes e a criarem condições para a realização do congresso de novembro”, afirmou.

Por: Jacimira Segunda Sia
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TINIGUENA DENUNCIA FRACA PRESENÇA DO ESTADO NAS ILHAS DOS BIJAGÓS

A ONG Tiniguena considera que a presença do Estado na governação das Ilhas dos Bijagós é quase nula, o que continua a causar sofrimento na população.

A constatação foi feita esta sexta-feira, durante o lançamento da 32ª edição do Calendário Tiniguena, sob o lema “Bijagós – Sítio do Património Mundial Natural”, alusivo à classificação atribuída pela UNESCO em julho de 2025.

Segundo o diretor executivo da Tiniguena, Miguel de Barros, a única instituição que funciona efetivamente como representação do Estado nas ilhas é o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).

“A presença do estado no arquipélago dos Bijagós é quase nula, nos podemos olhar para o estado dos bijagós a dois níveis, ao primeiro nível de todas entidades corrosivos dos estado estão só para comprar taxas mas não temos presença do estado que presta serviços”, salientou o sociólogo.

Miguel de Barros denunciou igualmente a exploração ilegal dos recursos naturais nas Ilhas dos Bijagós por parte de países vizinhos, alertando para a fragilidade do controlo e da fiscalização estatal na região.

“Nos estamos a encontrar com conluio das autoridades em fazer sistema de acesso recursos para o seu funcionamento através de estruturas clandestinas que veio por exemplo da pesca com países vocês nem imaginam Senegal, Guiné-Conacri, Costa de Marfim, Gâmbia, Nigéria, Serra Leoa todos esses estão a pescar nas ilhas”, denunciou Miguel de Barros.

Relativamente ao turismo, o sociólogo guineense afirmou que o que se verifica atualmente é uma corrida acelerada para a privatização das ilhas, situação que, segundo ele, pode comprometer os direitos das comunidades locais e a preservação do património natural.

“Hoje o que estamos a ter em bijagós é uma corrida para a privatização das ilhas, nós ouvimos a história sobre Canhabaque, Rubane e sobre outras ilhas é importante dizer que este modelo vai pôr em causa património natural”, sublinhou o diretor executivo de Tiniguena.

As declarações de Miguel de Barros surgem num momento em que o arquipélago dos Bijagós ganha maior visibilidade internacional, após ser oficialmente reconhecido como Património Natural Mundial pela UNESCO, reforçando os desafios ligados à governação, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável da região.

RSM 30 01 2026



O Conselho de Ministros reuniu-se hoje em sessão ordinária semanal, sob a presidência de Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té. No termo dos trabalhos, foi aprovado e tornado público o seguinte Comunicado Final.



O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira, 30 de janeiro de 2026, em Sessão Extraordinária, no Salão Nobre Francisco João Mendes – Tchico Té, do Palácio do Governo, em Bissau, sob a presidência de Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té.

Na abertura dos trabalhos, o Primeiro-Ministro dirigiu uma mensagem especial por ocasião do 30 de Janeiro – Dia da Mulher Guineense, endereçando felicitações a todas as mulheres da Guiné-Bissau e, em particular, às que integram o atual Executivo. O Chefe do Governo reiterou votos de sucesso no exercício das suas funções, evocando o exemplo das gloriosas Combatentes da Liberdade da Pátria, cuja coragem e dedicação são hoje justamente homenageadas pelo país.

Ao justificar a convocação da Sessão Extraordinária, o Primeiro-Ministro sublinhou a centralidade do setor das Pescas enquanto área estratégica diretamente ligada à soberania nacional, à segurança alimentar, ao reforço das finanças públicas e ao combate à pobreza.

O Chefe do Governo destacou que, apesar de a Guiné-Bissau dispor de uma das Zonas Económicas Exclusivas mais ricas da África Ocidental, essa riqueza não se tem refletido de forma consistente nem no aumento das receitas do Estado, nem na melhoria efetiva das condições de vida da população, o que exige reformas profundas, rigorosas e imediatas.

No quadro da agenda de trabalhos, o Conselho de Ministros deliberou:
Aprovar, com modificações, a proposta de alteração pontual da Lei Geral das Pescas, visando a revisão dos critérios de cálculo para a atribuição de licenças de pesca industrial, o agravamento das multas aplicáveis às infrações no setor e a clarificação das competências relativas às sanções acessórias e complementares.

Conceder anuência à Ministra das Pescas para desenvolver as diligências necessárias à implementação da Política de Reforma do setor, bem como das ações indispensáveis para maximizar o seu impacto económico e social, com especial enfoque no aumento do valor acrescentado das capturas, na transparência do licenciamento e na proteção dos recursos marinhos.

O Conselho de Ministros reafirmou, por fim, o seu compromisso com uma governação responsável, orientada para a valorização sustentável dos recursos nacionais e para a defesa dos interesses estratégicos do Estado e do povo guineense.

Conferência de Imprensa sobre a retoma das operações STOP


Realizou-se, no dia 28 de janeiro de 2026, nas instalações da Polícia de Ordem Pública (POP), uma conferência de imprensa destinada a anunciar a decisão do Governo de Transição relativa à retoma das operações STOP, a ter início no dia 1 de fevereiro de 2026. Estas operações serão conduzidas pelas forças de segurança do país, nomeadamente a Polícia de Ordem Pública (POP) e a Guarda Nacional (GN).

A decisão foi oficialmente transmitida por Sua Excelência o Secretário de Estado da Ordem Pública, Senhor Comissário Principal Salvador Soares, na presença dos representantes dos sindicatos de motoristas, sublinhando o caráter institucional e participativo do anúncio.

Nesse contexto, o Governo apelou à colaboração de todos os cidadãos abrangidos pela medida, exortando-os a envidar os esforços necessários junto das autoridades competentes para a regularização de quaisquer documentos eventualmente em falta, de modo a garantir o cumprimento da legalidade e a normalidade do processo de fiscalização.

Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública Guiné-Bissau

Parlamento português condena golpe de Estado e apela à reposição da normalidade na Guiné-Bissau


A Assembleia da República condenou hoje o golpe de Estado na Guiné-Bissau, apelando à cessação da violência, reposição da normalidade constitucional e "imediata libertação incondicional de todos os detidos".

A condenação consta de um projeto de resolução, apresentado pela deputada única do Pessoas, Animais e Natureza (PAN), que foi aprovado com o voto favorável de todas as bancadas.

No texto, os deputados condenam "o golpe de estado ocorrido na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro de 2025, bem como a prisão arbitrária do Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, de membros da oposição, entre os quais Octávio Lopes, Roberto M'Besba e Marciano Indi, Magistrados, e de membros das Comissões Regionais de Eleições".

O parlamento português apela "à cessação da violência e à reposição da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, com base numa solução mediada que garanta a estabilidade política duradoura e que envolva os partidos da oposição" e pede ainda que sejam divulgados os resultados das eleições presidenciais da Guiné-Bissau do passado dia 23 de novembro.

Os deputados apelam ainda "à imediata libertação incondicional de todos os detidos" na sequência do golpe.

No passado dia 26 de novembro de 2025, os militares protagonizaram um golpe de Estado no país em vésperas do anúncio provisório dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, que tinham sido realizadas no dia 23 desse mês.

O Alto Comando Militar que tomou o poder, destituiu o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral, mais tarde, e apresentou como alegação para o golpe a iminência de o país entrar numa guerra civil.

Este comando marcou novas eleições gerais, legislativas e presidenciais para 06 de dezembro deste ano.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste.

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***

ARRANCA HOJE O CAMPEONATO NACIONAL DA PRIMEIRA LIGA



A União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), e Futebol Clube de Canchungo abrem o campeonato nacional da Primeira Liga guineense da época desportiva 25/26

Depois de muitas incertesa sobre o início do campeonato, finalmente vai dar o pontapé inicial nesta sexta-feira 30-01-2026.

O jogo inaugural da competição vai colocar frente-a-frente esta sexta-feira o vice-campeão da última temporada a UDIB e o FC Canchungo, pelas no sintético do estádio Lino correia quando foram as 16h30 minutos.

A jornada prossegue amanhã com o grosso número dos jogos, Estivadores dos Portos de Bissau recebe a visita dos Tigres de São Domingos às 16h15 no Estádio Lino Correia, Já pelas 19h30', também no mesmo palco o bicampeão nacional (SB Benfica) entra na defesa do título contra o CF Os Balantas de Mansoa naquilo que promete ser o jogo da escaldante da jornada inaugural.

No Vicente Cacante Indjai, o FC Pelundo desafia os "Cavalos Brancos" de Cuntum, às 16h15 minutos, na mesma hora e no outro duelo, o regressado a primeira Liga o Massaf Futebol Clube de Cacine recebe no campo Contra Almirante Saido Turé o Flamengo de Pefine.

O outro regressado ao escalão principal do futebol nacional na última temporada "Mandiplis" do Cupelum encara o duelo com os Arados Futebol Clube de Nhacra, em Armando Marutti, às 16h15, e FC Cumura e o Desportivo de Gabú medem forças na mesma hora já no Municipal de Cumura.

Para fechar a ronda inaugural da Campeonato da primeira divisão, no Domingo os "verdes e brancos" de capital Bissau (Sporting CGB), joga no Estádio Lino Correia, às 16h15' diante do Háfia FC Bafatá.

CALENDÁRIO COMPLETO DA 1ª JORNADA
Hoje Sexta-feira 30-01-2026

UDIB 16h30 FC CANCHUNGO;

Amanhã Sábado 31-01-2026

SC PORTOS DE BISSAU 16h15 TIGRES DE SÃO DOMINGOS;

SB BENFICA 19h30 CF OS BALANTAS DE MANSÔA;

FC PELUNDO 16h15 FC CUNTUM

MASSAF FC CACINE 16h15 FLAMENGO DE PEFINE;

ARADOS FC NHACRA 16h15 CUPELUM FC;

FC CUMURA 15h15 CDR GABÚ;

Domingo 01-02-2026

SPORTING CGB 16h15 HÁFIA DE BAFATÁ.