quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ESTUDANTES GUINEENSES EM BRAGANÇA LAMENTAM FALTA DE APOIO DO ESTADO E ADMITEM DESISTIR DOS ESTUDOS

Os estudantes guineenses que frequentam instituições de ensino superior no norte de Portugal, em Bragança, lamentam a falta de apoio do Estado da Guiné-Bissau e afirmam que muitos enfrentam dificuldades que os levam a ponderar a desistência dos estudos.

A preocupação foi manifestada por Rajik Umuna Dias Mendes, presidente cessante do Núcleo de Estudantes Guineenses da Universidade Politécnica de Bragança, numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi.

Rajik Umuna Dias Mendes afirma que os estudantes guineenses não recebem apoio do Estado e que todos viajam para Portugal por conta própria, tendo de assumir as despesas relacionadas com os estudos e a permanência no país.

O responsável acrescenta que outra dificuldade enfrentada pelos estudantes é a falta de oportunidades de trabalho, o que dificulta o pagamento do alojamento e a sustentabilidade financeira durante a formação académica.

O presidente cessante do Núcleo de Estudantes Guineenses alerta ainda para as dificuldades de adaptação às condições climáticas de Bragança, uma região caracterizada por invernos rigorosos e verões quentes. Apela, por isso, aos estudantes que pretendem prosseguir os estudos naquela cidade para que se preparem adequadamente para as condições locais, incluindo as necessidades de equipamento informático.

Rajik Umuna Dias Mendes chama igualmente a atenção para o facto de muitos estudantes chegarem a Bragança com roupa inadequadapara enfrentar o frio do inverno, além das dificuldades em encontrar alojamento a preços acessíveis.

Entretanto, os estudantes realizaram, na semana passada, uma assembleia-geral na qual elegeram um novo presidente do núcleo. Até ao momento, ainda não foi marcada a data para a passagem de pasta.

RSM: 21. 10. 2026

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