domingo, 28 de junho de 2026

Saúde vs propagandas do Governo ( GUINE-BISSAU)


Nestes últimos tempos tenho vindo a constatar com alguma perplexidade os anúncios nas redes sociais do trabalho e efeitos do Ministério de Saúde, as novidades, mas que não devia ser, porque é uma obrigação de estado, no Hospital Nacional Simão Mendes e no Centros de Saúde, agradeço em nome do povo. 

Mas será isso que vai proporcionar as melhorias de saúde no país? Pelo menos teria de começar por alguma coisa. Hospitais cheios sem lugares, gente no chão so para esperar a consulta, mães com filhos no colo a chorar sem saber se vai salvar, mesmo conseguindo consulta não tem medicação uns mandam comprar e os que não têm dinheiro, como vão fazer?. 

Se Hospital não tem medicamento de primeiro socorro, isso não é só em Bissau mas em todas Hospital e Centros de Saúde do país. Enfermeiros cansados, médicos sem condições e no meio disso tudo está o cidadão/ povo. Com todo o sofrimento e falta de meios e condições em todos níveis. Hospital não é lugar de sofrimento, mas é de cuidar e viver. Hoje Hospital virou lugar de dor e onde falta tudo até o amor . 

Ha tanta gente que não morre de doença, mas de falta de o básico, ou da espera, gravidas a morrer no parte, cesariana é risco da vida. Família dormindo no chão na porta do hospital para ver se ajuda o seu ente que esta la dentro leva comida, medicamentos porque la dentro não tem nada. Ja houve pessoas que passaram dias sem tratamento e gentes a morrer por negligência, por falta de medicamentos básicos ou meios necessários e depois dizem FOI COMPLICADO, mas quem perdeu a família não esquece o passado. Já fomos enganados ha muito tempo com discursos bonitos ( embelezados como disse o outro), mas a realidade da saúde é outra e é um DIREITO DO CIDADÃO, e esses precisam de mais atenção, porque o país que não cuida do seus esta a falhar com o povo que nasceu lá. 

Os jovens quadros bloqueados, a vida parada e a esperança adiada e ainda falam calma tudo vai melhorar, essa história ja tem cabelos brancos; uns vivem e outros sobrevivem, isso não é política é vida real das pessoas, famílias sem comida, os filhos sem escola e saúde. Na GUINEA-BISSAU ainda existe ou ainda vive-se no sistema paternalista em que o médico é visto como um bom pater famílie que trata os seus doentes com desvelo que um bom pai cuida do filho. 

Por isso que a medicina e os médicos vivem em estado de graça decorrentes fundamentalmente do fato de imaginário coletivo o médico ainda é aquela figura mítica benfeitor que intervinha sempre para o bem do doente. Se algo correr mal em resultado da sua intervenção, o doente ou seus familiares não apresentam uma queixa crime e jamais sonharam acusar o médico de negligência, atribuindo-lhe a culpa do dano que causou ( i ta fica suma mon di sal na iagu) . 

Porém existe a responsabilidade Civil, Penal e além de Deontológico e Administrativo. Por isso a intervenção do médico deve ser de acordo com conhecimento e da experiência médica e com LEGIS ARTES que significa regras geralmente reconhecidas pela medicina bem como todos os demais deveres gerais do cuidado. Os sonhos adiados que não saem de papel ou são miragens, a vida de aparência com luxo sem trabalho e não tem raízes profundas isso não dá sustento ao longo prazo, relações apressadas por interesse onde sentimento vira o negócio (médicos, enfermeiros " djilas" incluindo os agentes administrativos da saúde) tudo perde a direção solução é imigrar na busca de um sonho. O sistema empurrou - nos todos para a fragilidade. 

O PAÍS PRECISA DE QUEM SABE LUTAR PARA MELHORES DIAS E NAO DE IMAGEM. 

Enchéia, 28 de Junho 2026 
Sargento Natche 
(anós pali na Enchéia nó Centro di Saúde kila limpo pus sem mecinhos so kil di terra, macite, buck, koronde ...)

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