sábado, 10 de janeiro de 2026

PARTIDO PARA SALVAÇÃO DEFENDE DIÁLOGO INCLUSIVO ENTRE TODOS OS ATORES POLÍTICOS


O presidente do Partido para Solução, Luís Cá, convidou o Alto Comando Militar, no poder desde 26 de dezembro de 2026, a promover o diálogo nacional sério e inclusivo, envolvendo todos os atores políticos e a sociedade civil para a estabilização do país.

O líder do PS disse discordar da decisão do Conselho Nacional de Transição (CNT), que aprovou esta quinta-feira, 08 de janeiro, por unanimidade, cinco pontos da agenda de projetos de leis da revisão da Constituição da República da Guiné-Bissau, projeto de alteração da lei eleitoral e a lei-quadro dos partidos políticos.

Sustentou que as reformas legislativas ou aprovação das leis são feitas na Plenária da Assembleia Nacional Popular pelos deputados eleitos, mas “ não é o que está a acontecer”.

“Propomos diálogo nacional para promover a paz social no país. No contexto atual, o diálogo surge como um elemento essencial e necessário entre os guineenses. Um diálogo sério, onde a verdade deve ser dita, apontar os erros e realçar as partes positivas de todo o processo de estabilização “, defendeu.

Luís Cá, que reagiu esta sexta-feira, 09 de janeiro, com preocupação aos últimos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, o golpe de estado que depôs o ex-Presidente Sissoco Embaló, disse que as “ fórmulas” de separar, de criar calúnias e de difamações não vão ajudar o país a evoluir e sair da crise.

Na perspetiva do líder do PS, o fundamental neste momento é não incentivar mais ódio e violência, mas sim promover o diálogo e depois avançar para a constituição de um governo de Unidade Nacional que administre o país até à realização de novas eleições democráticas, justas, transparentes e inclusivas.

O político alertou que sem a formação de um governo da Unidade Nacional, “o país continuará a viver as mesmas dificuldades”, alegando que um governo de Unidade Nacional terá atenção e apoio da comunidade Internacional.

“Se a situação se mantiver e o país continuar sem apoio da comunidade Internacional quem enfrentará a crise? É importante ter em consideração essa preocupação, porque é desejável”, declarou.

Destacou, neste particular, que desde a abertura democrática na Guiné-Bissau, em 1994, nunca os guineenses tinham assistido à criação de um órgão do Conselho Nacional de Transição.

O político criticou o espancamento até a morte do jovem ajudante de toca-toca do bairro de Quelelé Bôr por homens de farda.

Embora o Ministério Público tenha solicitado a prisão preventiva dos suspeitos, Luís Cá exigiu que a justiça seja feita.

‶Nós queremos apenas a justiça neste caso e no caso de um jovem que foi morto a tiro em Bigene, norte do país. Alguém vai furtar é cercado, ataca e mata com armas de fogo. As nossas autoridades devem ter o máximo controlo sobre as armas de fogo. As armas que são utilizadas nos furtos e nos homicídios custam o dinheiro do povo”, advertiu.

Relativamente aos detidos políticos, disse que é urgente libertar todos que ainda se encontram nas selas da segunda esquadra em Bissau, tendo convidado a comunidade guineense no diáspora e ativistas a deixarem ataques e difamação contra figuras públicas.

“Quem cometer crime deve ser chamado à justiça. Os ataques nas redes sociais não vão, nem hoje e nem nunca, resolver os problemas do país, caso contrário vão incentivar mais a violência. É preciso todos olharem na mesma direção para uma convivência saudável”, defendeu.

Por: Jacimira Segunda Sia
odemocratagb

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