O Centro de Saúde da Secção de Mores encontra-se em isolamento total e a funcionar sem corrente elétrica, o que tem dificultado gravemente o atendimento, especialmente durante os partos e situações de emergência.
A situação foi tornada pública numa entrevista à Rádio Sol Mansi por Jorge António da Silva, responsável da unidade sanitária de tipo C.
Segundo ele, a falta de energia obriga os profissionais a realizarem partos com o auxílio de lanternas de mão, o que considera ser lamentável e perigoso.
“É um risco trabalhar nestas condições”, frisou.
Durante uma visita à unidade, foi possível constatar várias dificuldades, incluindo a aquisição de lanternas no mercado local para garantir os serviços noturnos.
Jorge da Silva relatou que em situações críticas, como partos ou atendimentos de emergência, se a bateria das lanternas acaba, os técnicos são obrigados a suspender o atendimento, comprometendo vidas.
O responsável afirma que já foram feitos vários pedidos às autoridades competentes para resolver o problema da falta de eletricidade, mas até agora não houve resposta efetiva.
A unidade de saúde de Mores conta atualmente com quatro técnicos de saúde, todos enfermeiros, que continuam a prestar serviços apesar das limitações.
Jorge da Silva acrescentou ainda que a cobertura do centro encontrava-se degradada, mas foi reparada graças a fundos internos. Contudo, lamenta que o novo desafio seja agora a ausência de corrente elétrica. “Depois da melhoria no telhado, a falta de luz é a nossa dor de cabeça”, concluiu.
RSM 04 08 2025
Rádio Sol Mansi

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