O diretor do centro de saúde de Bissorã alertou que, se medidas e diligências necessárias não forem tomadas, o centro de saúde local não terá capacidade para albergar mais doentes e em consequência, os doentes que procuram os serviços deste centro podem ficar na rua e expostos às doenças e outros fenómenos.
As palavras de Justino António Pereira foram tornadas públicolae em entrevista ao jornal O Democrata, na qual denunciou que neste momento o centro está a deparar-se com muitas insuficiências em quase todos os setores, incluindo os recursos humanos, aparelhos e alguns serviços, o que lhes tem obrigado a fazer evacuações para Mansoa ou Bissau.
O diretor do centro de saúde de Bissorã informou que a instituição que dirige não consegue dar respostas adequadas aos populares da zona e disse que o centro carece de quase tudo, desde técnicos de saúde (enfermeiros, médicos, parteiras, farmacêuticos, técnicos de laboratório) até de materiais e alguns serviços essenciais.
Justino António Pereira explicou que neste momento o centro não tem parteiras e os serviços da Ecografia, Raio X, de Oxigénio e de Banco de Sangue não estão a funcionar e quando recebem casos de pacientes com problemas ligados a esses serviços, os doentes são evacuados para Mansoa e Bissau.
“O centro dispõe apenas de três quartos de internamento, um para internamento de homens com três camas disponíveis, cinco para as mulheres e sete para crianças. Significa que caso o centro tenha demandas superiores a sua capacidade, poderemos ter doentes na rua expostos a vários fenómenos e outras doenças, por isso temos evacuados doentes para não superlotar o centro”, indicou.
Segundo Justino António Pereira, o centro tem duas ambulâncias e nos últimos tempos têm estado com avarias técnicas e que apenas um está a funcionar, depois de ter sido reparado em Bissau, ainda assim não existem garantias de que possa durar e disse que toda essa situação é do conhecimento do governo, sobretudo do Ministério da Saúde Pública.
Lembrou que no passado, as autoridades alegaram que não tinham conhecimento de que o posto iria receber o aparelho da Ecografia e que o centro seria ampliado com a contribuição da comunidade local, que agora não está a suportar a população daquela zona.
O diretor do centro de saúde de Bissorã lembrou que para a ampliação do centro a comunidade cedeu um espaço para a construção ou ampliação do centro, mas até agora não tem nenhuma informação concernente à resolução desses problemas.
“O centro é do tipo B, mas devido ao aumento do número da população nessa área deveria ter passado a funcionar como tipo A. Porque recebe pacientes das tabancas arredores de Bissorã e essa situação obriga-nos alargar os serviços e ampliar o centro, porque lotam o hospital de Mansoa com os nossos pacientes por falta de técnicos, serviços e condições “, Contou.
Questionado sobre os casos frequentes neste período das chuvas, respondeu que neste período o centro recebe mais casos da diarreia e de infeção respiratória, devido à falta de água potável, alimentação e aconselhou a comunidade a cuidar da água, filtrá-la muito bem ou fervê-la antes de beber.
“O nosso posto sanitário depara-se também com falta de eletricidade, apesar de ter um gerador e seis baterias de painéis solares que fornecem a energia e a iluminação, ultimamente as baterias estão sem capacidade, sobretudo nesse período devido a insuficiência solar torna-se pior. Às vezes ficamos horas e horas na escuridão, quando o gerador tem avarias”, lamentou.
Quanto aos medicamentos, disse que têm faculdades, porque o projeto PIME que fornecia os medicamentos terminou e agora compram fora e os mais essenciais continuam a dar falta.
Concluiu aconselhando os pais e encarregados de educação a terem mais atenção às crianças e acompanhar os seus passos a cada momento não só para protegê-las da morte e de outras situações críticas, bem como assegurar que tenham uma vida saudável.
Por: Jacimira Segunda Sia
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