A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) reafirmou a sua confiança na liderança de Gianni Infantino à frente da FIFA, destacando o apoio prestado ao país na construção e melhoria de infraestruturas desportivas desde que o dirigente assumiu a presidência do organismo que rege o futebol mundial.
A posição da federação guineense foi transmitida ao Jornal O Democrata pelo presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira “Caíto”, no final do Congresso Ordinário da instituição, realizado no sábado, 22 de agosto de 2026, num espaço cultural da região de Biombo, nos arredores de Bissau.
“Mantenho a confiança em Infantino como presidente da FIFA porque sou coerente. Hoje, a Guiné-Bissau dispõe de dois estádios e três autocarros, vai iniciar as obras do centro técnico de treino em Nhacra e avançará também com a reabilitação do centro de estágio da Federação de Futebol, graças ao apoio de Infantino. Por isso, não podemos ser ingratos. Devemos ser coerentes e não nos deixar influenciar por situações menos claras”, afirmou.
O dirigente acrescentou que “a quem nos apoiou nos momentos difíceis nunca devemos virar as costas, por uma questão de princípio, carácter e honestidade”. “Por isso, o nosso apoio a Infantino é de 100%”, declarou, em resposta a uma pergunta de O Democrata sobre as críticas dirigidas ao presidente da FIFA após o Campeonato do Mundo de 2026.
Com esta posição, a FFGB junta-se às entidades que já manifestaram apoio ao dirigente suíço, entre as quais a Associação de Futebol Argentino (AFA), a Federação Mexicana de Futebol e a Confederação Africana de Futebol (CAF), que representa 54 associações nacionais.
Num contexto de crescente contestação à sua liderança, Gianni Infantino recebeu recentemente um importante voto de confiança das dez associações filiadas na Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), lideradas pela Argentina, bem como da Federação Mexicana de Futebol. A estes apoios soma-se o da CAF, da qual a FFGB é membro.
Apesar desse respaldo, federações europeias e algumas associações da América do Norte e da América Central têm discutido a criação de uma competição alternativa à FIFA, sinalizando um ambiente de crescente tensão e debate em torno da governação do futebol internacional.
No centro da polémica está a alegada intenção de vender a investidores privados uma parte dos direitos comerciais do Campeonato do Mundo, uma possibilidade que tem suscitado críticas em diferentes setores do futebol.
Gianni Infantino, de 56 anos, foi eleito o nono presidente da história da FIFA em 2016, após vencer três adversários nas eleições. O dirigente sucedeu ao suíço Joseph Blatter, que renunciou ao cargo em 2015 e posteriormente foi afastado das atividades ligadas ao futebol em consequência de investigações relacionadas com alegações de fraude e corrupção.
Por: Alison Cabral
Fonte: RTP e Sic Notícias
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