segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Candidatura de Fernando Dias recusa entrar em governo de transição da junta guineense

Fernando Dias da Costa, candidato às eleições presidenciais de 23 de Novembro de 2025. AFP - SAMBA BALDE

A candidatura de Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido às presidenciais de Novembro passado na Guiné-Bissau, diz que não aceita qualquer governo de transição. A estrutura pede ainda à CEDEAO e à comunidade internacional que exerçam pressões sobre as autoridades militares que assumiram o poder na Guiné-Bissau desde 2026 de Novembro.

Em comunicado a que a RFI teve acesso, a diretoria de campanha de Dias da Costa diz que não aceitará tomar parte em qualquer iniciativa de governo de transição que não seja da vontade popular.

Num comunicado publicado na sexta-feira passada, a CEDEAO dava conta da intenção do Alto Comando Militar em atribuir três pastas ministeriais aos elementos ligados a Fernando Dias da Costa num governo de transição.

A diretoria da campanha de Fernando Dias da Costa diz que "esse pretenso governo não responde às exigências da cimeira da CEDEAO de 14 de Dezembro que preconiza um governo, mas a ser formado por civis".

A estrutura insta ainda a CEDEAO a manter na Guiné-Bissau a sua força militar de estabilização instalada em 2022. O Alto Comando Militar teria solicitado a retirada dessa força no país, mas no comunicado da organização, datado de sexta-feira passada, a CEDEAO instou as autoridades de Bissau no sentido de anular essa pretensão.

A candidatura de Fernando Dias da Costa saudou ainda os esforços do Senegal, mas afirma que o regresso de Domingos Simões Pereira à sua residência não significa que este esteja em liberdade plena.

A estrutura denuncia que Simões Pereira está em prisão na sua residência sem fundamento legal e judicial e que a sua única culpa seria o facto de ter ajudado Fernando Dias da Costa nas eleições presidenciais de 23 de Novembro passado.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt/

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