A polícia em Portugal deteve sete manifestantes no Porto e seis em Lisboa. AFP - FILIPE AMORIM
As manifestações pela habitação em Portugal terminaram novamente com cenas de violência na madrugada de Sábado para Domingo. A polícia deteve sete manifestantes no Porto e seis em Lisboa, contabilizam-se dezenas de feridos entre os manifestantes. Advogados do movimento vão apresentar queixa contra ministro da Administração Interna e director da PSP.
As manifestações me Portugal voltaram a degenerar em violência contra os manifestantes durante esta madrugada. Durante a tarde de sábado, tanto no Porto como em Lisboa decorreram protestos pacíficos pelo acesso à habitação que reuniram centenas de pessoas, com os manifestantes a tentarem novamente acampar em praças históricas das duas cidades.
Por volta das quatro da manhã, quando ainda algumas dezenas de manifestantes persisitiam com tendas montadas tanto no Rossio, na capital, como na praça D. João I, no Porto, terá sido dado uma ordem de dispersão pela polícia. Em seguida, a polícia avançou sobre os manifestantes. Alguns manifestantantes tentaram criar um cordão humano para atrasar o avanço da polícia, mas os agentes avançaram de qualquer forma distribuíndo bastonadas e destruindo as tendas.
Foram detidas sete pessoas no Porto e seis em Lisboa, contabilizam-se dezenas de feridos entre os manifestantes e os polícias. Pelo menos um jornalista foi também vítima de violência policial no Porto, tendo sido também visado por bastonadas. O advogado do movimento em Lisboa, Ricardo Sá Fernandes, afirmou que estas foram acções ilegítimas e que vai apresentar queixa contra o ministro da Administração Interna e o director da PSP.
“Isto é uma noite negra na história da democracia portuguesa. Isto é absolutamente inultrapassável, intolerável, ultrapassou todos os limites. E, por isso, o ministro e o diretor da polícia podem ter a certeza que terão participações criminais por abuso de poder”, afirmou o advogado.
Entretanto, o Presidente da República solicitou informações "com todo o detalhe" ao Governo e Provedoria de Justiça, sobre o que se passou nesta madrugada nas manifestações de Lisboa e do Porto e sobre a situação dos detidos e feridos.
Lusa