O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusou o Alto Comando Militar de persistir numa “saga de violações que têm fustigado a Guiné-Bissau nos últimos anos, sob a égide de Umaro Sissoco Embaló”. O partido denunciou ainda que, na segunda‑feira, 16 de fevereiro de 2026, agentes policiais, alegadamente a atuar sob ordens superiores, invadiram a residência de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular (ANP), onde procederam à desativação de todas as câmaras de vigilância.
Em comunicado, o Secretariado Nacional do PAIGC afirmou que, “frustrada a tentativa de manipular mais um golpe de Estado, desta vez através do Tribunal Militar”, o regime terá optado pela retaliação. O partido caracterizou o episódio como uma “grosseira arbitrariedade”, marcada pela invasão da privacidade de Domingos Simões Pereira e por uma tentativa de pôr em causa a sua integridade física e psicológica.
Nesse sentido, o PAIGC condena e repudia a invasão da residência do presidente do partido e da ANP, bem como a subsequente desativação das respetivas câmaras de vigilância, responsabilizando o atual regime por um ato que considera “brutal” e que, segundo o partido, expõe a residência da vítima a uma grave situação de insegurança, com todas as consequências daí decorrentes.
Os “libertadores” alertam ainda o povo guineense e a comunidade internacional para as alegadas “manobras do regime” que, de acordo com o PAIGC, visam pôr em causa a integridade física do camarada Domingos Simões Pereira.
Por fim, o PAIGC exorta a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a demonstrar maior firmeza na implementação das recomendações da Cimeira de Abuja, realizada em 14 de dezembro de 2025, sobretudo no que se refere à reposição da normalidade constitucional e à proteção dos líderes políticos pelas forças daquela organização sub‑regional.
Por: Tiago Seide
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