O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou as políticas necessárias para a Guiné-Bissau concluir o programa de ajustamento, permitindo o desembolso de 1,6 milhões de dólares, anunciou a instituição.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a acordo com a Guiné-Bissau sobre as políticas necessárias para aprovar a última revisão do Mecanismo de Crédito Alargado, permitindo o desembolso de 1,6 milhões de dólares, anunciou hoje a instituição financeira.
"O pessoal técnico do FMI e a Guiné-Bissau chegaram a um acordo a nível técnico sobre as políticas económicas que poderão apoiar a décima segunda e última revisão do acordo ao abrigo do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês)", lê-se num comunicado.
O FMI dá conta de que, "após a conclusão da revisão pelo Conselho Executivo do FMI, a Guiné-Bissau terá acesso a aproximadamente 1,6 milhões de dólares", ou seja, cerca de 1,4 milhões de euros, de um total de 47,16 milhões de euros negociados ao abrigo do programa de ajustamento financeiro, que começou em janeiro de 2023.
O acordo a nível técnico "reflete o forte desempenho do programa e o compromisso contínuo das autoridades com políticas macroeconómicas prudentes, disciplina orçamental e reformas estruturais destinadas a preservar a estabilidade macroeconómica e a apoiar o crescimento inclusivo", acrescenta o FMI.
O Fundo prevê um crescimento da economia de 4,8% este ano na Guiné-Bissau, "apoiado por uma campanha de exportação de caju bem-sucedida que superou as expectativas, ultrapassando em quase 12% os volumes de exportação de 2025", com a inflação a descer 0,7% em termos homólogos no final de setembro, apesar da subida internacional dos preços dos combustíveis e alimentos.
"A implementação do programa mantém-se sólida, apesar das circunstâncias desafiantes; o défice orçamental deverá manter-se em 4,2% do PIB em 2026, apoiado por receitas de caju superiores ao esperado, projetos financiados pelo exterior inferiores ao previsto e controlos mais rigorosos das despesas, apesar do aumento das compensações aos importadores de combustível pelas perdas decorrentes dos preços controlados nas bombas", escreve o FMI, apontando para uma dívida de cerca de 74% do PIB este ano.
Lusa

Sem comentários:
Enviar um comentário