quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Guiné-Bissau: Liga saúda posição do chefe do Governo e exige ruptura consolidada


Bubacar Turé, Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos. © Filomeno Sambu/RFI

O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, anunciou no último fim de semana o fim da política do medo e da intimidação no país. ‎

A declaração surge poucos dias antes das mudanças efectuadas nos serviços de segurança e em várias instituições do Estado, nomeadamente no Serviço de Informação e Segurança (SIS), na Procuradoria-Geral da República, no Tribunal de Contas e na Brigada Anticorrupção e Fraudes (BAF).

‎‎Para Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, a ruptura defendida pelas novas autoridades deverá traduzir-se em medidas concretas.

Segundo o activista, a consolidação dessa mudança passa pela libertação de todos os detidos considerados presos políticos.

‎‎“Uma verdadeira ruptura com as práticas ilegais com os cidadãos, instituições deste país que foram, modus operandi, do regime anterior, tem de significar o fim dessas acções por respeito escrupuloso da lei, sobretudo a libertação imediata e incondicional de todos os detidos políticos”, defendeu.

‎Ilídio Vieira Té fez estas declarações em Catió, no sul do país, durante uma cerimónia de inauguração da iluminação eléctrica da cidade.

‎‎Perante a população, o chefe do Governo falou de uma nova era política e afirmou que o tempo da intimidação e das demonstrações de força deve ficar para trás. O governante sustentou ainda que ninguém deve ser impedido de expressar opiniões e críticas.

‎‎“Quem não quer críticas, que fique na sua casa”, declarou.

‎‎Durante a intervenção, o primeiro-ministro defendeu que a Guiné-Bissau precisa de paz, união e do abandono definitivo da política do medo.

‎‎Numa mensagem apresentada, como de ruptura com práticas do passado e contra os abusos de poder, Ilídio Vieira Té afirmou que ninguém tem o direito de impedir outra pessoa de falar e apelou à valorização de críticas construtivas e pedagógicas.

Por: RFI

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