"Fidju de homi garandi"
Importar menos e produzir mais para alimentar a nossa população e, se possível, exportar os nossos produtos!
A agricultura será sempre a base para o progresso de toda a sociedade e deverá permitir a necessária acumulação de riqueza para o lançamento da própria industrialização. Quem sobrevoar o território da Guiné-Bissau facilmente se depara com grandes extensões de terrenos ao abandono, terras férteis ainda virgens para a prática da agricultura. Em geral, a Guiné-Bissau é rica em florestas e, desde há muito tempo, exporta madeiras adequadas para a construção naval e para a construção civil.
Tanto falam da existência de petróleo, bauxite, fosfato, inertes etc... etc... ainda não vi nada! Não podemos contar com o ovo no cu da galinha, por isso, blá-blá-blá não nos leva a lado nenhum. É urgente apoiar a nossa agricultura e os nossos camponeses, estar atento às necessidades reais da população e procurar dar-lhes respostas concretas. Sem muitos rodeios, o arroz continua a ser a base da alimentação do povo guineense, mas o povo também não pode comer só arroz.
Assim sendo, temos de melhorar o regime alimentar da população. É urgente incentivar a produção hortícola e frutícola. A produção deve incidir sobretudo no cultivo da mandioca, batata, feijão, cenoura, couve, alface, tomate e milho. Pode também incentivar-se o cultivo do “cereal fundo”, que é muito bom e cuja importância no combate à diabetes está provada cientificamente, e do “ nene badadje” que também combate vários tipos de doenças tropicais. A população deve consumir sumo natural de frutas de forma a melhorar e alterar o seu regime alimentar! Pode realizar-se uma campanha de aumento da plantação das frutas tradicionais, tais como a papaia, banana, laranja, tangerina, limão, manga, fole, farroba, tamarinho, veludo, entre outras.
Não posso falar (papiar) da agricultura sem tocar um pouco nas restantes atividades do setor primário: por exemplo, a pecuária e a pesca. Deve apostar-se, por um lado, também na criação e no melhoramento das raças bovinas existentes, através de experiências de cruzamentos e da inseminação artificial. Por outro lado, a Guiné-Bissau é rica em peixe, uma riqueza ainda pouco aproveitada dados os fracos recursos técnicos mas que, mesmo assim, constitui um elemento fundamental da alimentação do povo.
Enfim, meus senhores e minhas senhoras, termino por aqui dizendo que as carências são de toda a ordem, mas as potencialidades são grandes. E agora, a frente do combate é esta: explorar todos os recursos da mãe natureza através do trabalho conjunto ao serviço da nação!
Matosinhos 16 de março de 2026.
Pate Cabral Djob

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