terça-feira, 21 de julho de 2026

Plataforma Digital/Ministério da Comunicação Social considera de “falsas” informações sobre encerramento de Tik Tok no país



Bissau, 21 Jul 26 (ANG) - O Ministério da Comunicação Social considerou, em Nota de Esclarecimento, de “falsas” as informações sobre o encerramento da Plataforma Digital “Tik Tok” na Guiné-Bissau, informando que nenhum órgão oficial do Governo chegou a produzir ou divulgar o mesmo assunto.

Notícias circulam nas redes sociais dando conta de que o Governo anunciou o encerramento da plataforma Tik Toc em todo o território nacional, com efeito a partir de 24 de Setembro próximo.

“O Governo não deliberou, nem anunciou qualquer medida de suspensão ou proibição da utilização da plataforma Tik Tok no território nacional. Consequentemente, qualquer publicação que afirme o contrario constitui um ato de desinformação, susceptível de induzir a opinião pública em erro e de perturbar a tranquilidade social”, lê-se na Nota de Esclarecimento.

Através dessa nota o Ministério da Comunicação Social “condena com firmeza” a criação e disseminação deliberada de notícias falsas, referindo que tais práticas atentam contra a credibilidade das instituições do Estado, comprometem o direito dos cidadãos à informação verdadeira e podem configurar infrações passiveis de responsabilização nos termos da legislação em vigor.

Neste sentido, o Governo declara que serão desencadeadas, em articulação com as autoridades competentes, as diligências necessárias para identificar os autores e responsáveis pela produção e divulgação desta informação falsa, com vista a adopção das medidas legais que o caso exigir.

O Ministério apela aos cidadãos para que pautem a sua actuação por um espírito de responsabilidade, verificando sempre a origem e a autenticidade das informações antes de as partilharem, privilegiando os canais oficiais de comunicação do Governo.

O Governo da República da Guiné-Bissau reafirma o seu compromisso com a liberdade de expressão, de imprensa, o acesso à informação e a utilização responsável das plataformas digitais, sem prejuízo do firme combate a desinformação e a divulgação de conteúdos falsos que atentem contra o interesse público.

O Ministério da Comunicação Social agradece a compreensão e a colaboração de todos os cidadãos na defesa da verdade, da responsabilidade e da estabilidade do nosso país. 

ANG/AALS/ÂC//SG

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau,Dr. Umaro Baldé, recebeu em audiência o Senhor Embaixador da República da Turquia na Guiné-Bissau, Mehmet Kahyaoğlu.



Durante o encontro, as duas entidades abordaram temas de interesse comum, com destaque para o reforço das relações de cooperação entre a Câmara Municipal de Bissau e a República da Turquia, visando promover iniciativas de desenvolvimento em benefício da cidade de Bissau e dos seus munícipes.

GOVERNO ENDURECE FISCALIZAÇÃO E AMEAÇA PUNIR VENDA DE PEIXE ACIMA DA TABELA OFICIAL


Depois de suspender, durante algumas horas, as atividades da pesca artesanal devido ao incumprimento da tabela oficial de preços do pescado, o Governo promete aplicar medidas rigorosas contra todos os vendedores que desrespeitarem os valores fixados.

O aviso foi deixado esta terça-feira por Fideles Biombo Cá, diretor administrativo do Porto de Pesca, no final de uma reunião de mais de duas horas com pescadores e vendedoras de pescado. Segundo o responsável, qualquer pessoa apanhada a vender peixe acima da tabela oficial estará sujeita a sanções.

Nas primeiras horas desta terça-feira, o Governo de Transição suspendeu temporariamente as atividades da pesca artesanal, situação que provocou escassez de peixe em vários mercados do país.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Lene, reconheceu o esforço do Governo para reduzir o preço do pescado e manifestou apoio às medidas adotadas para garantir o cumprimento da tabela oficial.

Por sua vez, Ama Câmara, presidente da Cooperativa das Mulheres Vendedoras e Transformadoras do Porto de Alto Bandim, apelou às comerciantes para respeitarem os preços estabelecidos e colaborarem com as autoridades.

Entretanto, a Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal pediu ao Governo que diferencie os retalhistas dos grossistas, de forma a permitir uma melhor organização da comercialização do pescado nos mercados.

RSM: 21/07/2026








Ex-jogador do F. C. Porto de 26 anos morre durante corrida em Fafe

Óbito sido declarado no local

Foto: Direitos reservados

Um jovem de 26 anos morreu na noite desta segunda-feira, na freguesia de Armil, no concelho de Fafe, vítima de doença súbita enquanto praticava corrida. A ocorrência foi registada numa estrada municipal, onde a vítima seguia sozinha.

De acordo com informações obtidas pelo JN junto das autoridades, a vítima era Usalifa Indi, jogador de futebol natural da Guiné-Bissau, com dupla nacionalidade guineense e portuguesa, que chegou a representar os juniores do F. C. Porto. Estaria a residir em Fafe há cerca de três semanas.

Segundo informações apuradas, o alerta foi dado por um popular que passava no local e encontrou o jovem caído, inanimado.

Para o local foram mobilizados os Bombeiros Voluntários de Fafe, uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). À chegada dos meios de socorro, o jovem encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.

Apesar das manobras de reanimação efetuadas pelas equipas de emergência, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local.

O corpo foi transportado para a morgue da Unidade Local de Saúde do Alto Ave, em Guimarães, onde será realizada a autópsia para determinar a causa exata da morte.

.jn.pt/

A primazia da lei!! Por que a anulação do Congresso Extraordinário do MADEM-G15 é o único caminho legal legítimo

​A crise interna que assola o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) transcendeu as barreiras do debate político e transformou-se num complexo dossiê jurídico nos tribunais da Guiné-Bissau.

No centro da disputa está a realização do contestado Congresso Extraordinário, que resultou na destituição da liderança eleita e na ascensão de uma nova direção.
Contudo, quando analisada à luz do Direito e dos próprios estatutos do partido, a decisão que se impõe aos juízes é clara a anulação deste congresso é a única via para repor a legalidade e devolver a legitimidade à liderança de Braima Camará.

​O Respeito Escrupuloso pelos Estatutos do Partido
​Os partidos políticos nas democracias modernas não são organizações anárquicas; são governados por normas internas que vinculam todos os seus militantes.

No caso do MADEM-G15, a convocação de fóruns extraordinários obedece a critérios rigorosos de competência e legitimidade.

​A ala que promoveu o congresso à revelia da Direção Superior contornou deliberadamente os órgãos legalmente instituídos.

Validar os resultados de uma reunião convocada fora dos trâmites estatutários estabelece um precedente perigoso.

Se qualquer grupo de militantes descontentes puder autoconvocar um congresso para destituir uma liderança legitimamente eleita num congresso ordinário, a segurança jurídica e a estabilidade institucional dos partidos deixam de existir.

​O Papel dos Tribunais Guardiões da Legalidade, Não da Conveniência Política
​O poder judicial não deve ser instrumentalizado para resolver disputas de poder por via de factos consumados.

A função dos juízes, ao analisar a ação de nulidade apresentada contra as deliberações do referido congresso, prende-se estritamente com a aferição da conformidade legal.

Uma decisão judicial que anule o Congresso Extraordinário não deve ser vista como um ato de favoritismo político a Braima Camará, mas sim como a aplicação cega e justa da lei.

Devolver o partido à coordenação de quem foi eleito de forma legítima é repor o status quo de direito.

​As Consequências para a Democracia Guineense
​A fragilidade dos partidos políticos reflete-se diretamente na fragilidade do Estado.

Permitir a fragmentação do MADEM-G15 através de manobras que desrespeitam os estatutos enfraquece o pluralismo democrático no país.

​A legitimidade do voto, Braima Camará foi o líder escolhido pelas bases e delegados no fórum próprio e unificado.

​A estabilidade partidária a anulação do congresso dissidente sinaliza que os golpes palacianos e as divisões artificiais não encontram respaldo no sistema judicial.
​Restaurar a liderança de Braima Camará por via da anulação do Congresso Extraordinário não é uma escolha política; é o cumprimento de um imperativo legal.

Os juízes têm em mãos a oportunidade de demonstrar que a Guiné-Bissau rege-se pelo primado da lei e pelo respeito escrupuloso às regras do jogo democrático. 

Só assim o MADEM-G15 poderá reencontrar o seu rumo de forma coesa, justa e juridicamente inatacável.

!!A NOS E UM SON!!

GOVERNO DESMENTE INFORMAÇÃO SOBRE ENCERRAMENTO DO TIKTOK E PROMETE IDENTIFICAR AUTORES DE NOTÍCIA FALSA


O Governo da Guiné-Bissau desmentiu as informações que circulam nas redes sociais dando conta de um alegado encerramento da plataforma TikTok no país a partir de 24 de setembro de 2026, classificando a publicação como "completamente falsa" e anunciando medidas para identificar e responsabilizar os seus autores.

Em nota oficial divulgada pelo Ministério da Comunicação Social e consultado pela Rádio Sol Mansi, o Executivo esclarece que nunca aprovou, anunciou ou equacionou qualquer medida de suspensão ou proibição da utilização do TikTok em território nacional.

"O Governo não deliberou, nem anunciou qualquer medida de suspensão ou proibição da utilização da plataforma TikTok no território nacional", refere o comunicado, sublinhando que a informação difundida nas redes sociais constitui um ato de desinformação suscetível de induzir a opinião pública em erro e de perturbar a tranquilidade social.

Perante a circulação da alegada notícia, o Ministério condena a produção e divulgação deliberada de informações falsas, considerando que essas práticas colocam em causa a credibilidade das instituições do Estado, comprometem o direito dos cidadãos ao acesso à informação verdadeira e podem configurar infrações puníveis nos termos da lei.

O Governo anunciou ainda que, em coordenação com as autoridades competentes, serão desencadeadas diligências para identificar os responsáveis pela criação e disseminação da falsa informação, com vista à adoção das medidas legais consideradas necessárias.

Na mesma nota, o Ministério da Comunicação Social apelou aos cidadãos para verificarem sempre a origem e a autenticidade das informações antes de as partilharem, recomendando que privilegiem os canais oficiais do Governo como fonte de informação.

O Executivo reafirma, por outro lado, o seu compromisso com a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, o acesso à informação e a utilização responsável das plataformas digitais, garantindo que o combate à desinformação será conduzido sem prejuízo desses direitos fundamentais.

RSM: 21.07.2026

Secuna Baldé, "futuro" candidato presidencial, exonerado de todas as funções no PTG

Secuna Baldé foi exonerado esta segunda-feira (20.07) de todas as funções que vinha desempenhando no Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), após manifestar aos militantes daquela formação política a sua intenção de ser candidato às eleições presidenciais de dezembro próximo, apurou a CFM junto de uma fonte partidária.

A CFM sabe que Secuna Baldé deixou de ser um dos vice-presidentes, porta-voz e secretário para as relações exteriores do Partido dos Trabalhadores Guineenses, por, alegadamente, ter manifestado a intenção de avançar para as próximas eleições presidenciais.

Contudo, o despacho de exoneração assinado pelo presidente do PTG, Botche Candé, apresenta como razões para o afastamento do também ex-ministro do Turismo, as reformas em curso para "redimensionar" o presidium do partido e a restruturação da direção superior da formação política, "de forma a adaptá-la à nova realidade política do país".

Mas a fonte do Partido dos Trabalhadores insiste que o fim da linha para Secuna Baldé terá começado quando o também coordenador do partido para a região de Oio foi à base do PTG no setor de Farim, no norte do país, apresentar aos militantes o manifesto da sua intenção de concorrer às presidenciais de dezembro próximo.
"Os presidentes das comissões políticas [do PTG], em desacordo com o comportamento de Secuna Baldé, enviaram uma carta à direção de PTG para pedir esclarecimentos. A direção respondeu que desconhecia as pretensões do seu dirigente e foi aí que o bloco político regional exigiu a demissão imediata de Secuna Baldé das funções. Esta exigência foi analisada e aceite pela Direção Superior do PTG", explicou a fonte.

Secuna Baldé foi aliado político de Braima Camará e membro do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), antes de mudar para o PTG, partido a partir do qual chegou a ser ministro do Turismo e Artesanato, num governo de iniciativa presidencial, entre agosto e novembro de 2025.

Por CFM

Senegal: Bassirou Diomaye Faye anuncia apoio a Macky Sall na corrida à ONU

Esta fotografia, tirada e divulgada pela Presidência do Senegal a 28 de março de 2024, mostra o presidente cessante do Senegal, Macky Sall (à direita), a apertar a mão do presidente eleito do Senegal, Bassirou Diomaye Faye (à esquerda), no palácio presidencial de Dacar. AFP - -

Dacar – O Presidente do Senegal anunciou oficialmente, esta segunda-feira, apoio à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Trata-se de uma mudança de posição três dias depois de um encontro em Dacar, entre o ex-Presidente senegalês, Macky Sall, e o actual chefe de Estado no poder, Bassirou Diomaye Faye.

É uma verdadeira reviravolta que marca uma reaproximação entre duas figuras que estiveram no centro de fortes tensões no país. Na corrida à sucessão de secretário geral da ONU, o Senegal decidiu apoiar, formalmente, Macky Sall, antigo Presidente, que chefiou o país entre 2012 e 2024. Esta mudança de posição acontece três dias depois de uma breve visita de Macky Sall a Dacar, onde foi recebido por milhares de pessoas.

Esta decisão surpreende devido às profundas divergências que existem entre os dois campos políticos. Durante a campanha eleitoral de 2024, Faye e o actual primeiro-ministro, Ousmane Sonko criticaram duramente a governação de Sall, nomeadamente, a tentativa de adiar as eleições presidenciais, uma decisão que levou a protestos e foi depois anulada pelo Conselho Constitucional.

O actual governo também acusa o ex-Presidente de ter reprimido várias manifestações da oposição, que deixaram dezenas de mortos no país, no período de três anos, compreendidos entre 2021 e 2024. Para além disso, o executivo acusou a administração de Macky Sall de má gestão financeira.

Agora, o Presidente senegalês justifica este apoio, apresentando esta candidatura como uma questão de interesse nacional e continental, argumentando que se trata da candidatura do Senegal "ao serviço de África e de um multilateralismo mais eficaz".

Este apoio por parte de Dacar é muito importante numa corrida que conta, até ao momento, com cinco candidatos à sucessão de António Guterres, numa decisão que irá, certamente, marcar o futuro das Nações Unidas.

Por: RFI

Presidente português inicia hoje visita de Estado de três dias a Cabo Verde


O Presidente da República de Portugal, António José Seguro, escolheu Cabo Verde para a sua primeira visita de Estado que começa hoje e decorre até quinta-feira.

O chefe de Estado aterra na capital, cidade da Praia, durante a tarde, e terá como primeiro ato oficial a deposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral.

Segue-se um encontro com o homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves, no Palácio Presidencial, após o qual haverá uma conferência de imprensa conjunta.

A agenda do dia termina com um jantar oficial oferecido pelo Presidente anfitrião.

Na quarta-feira, a Assembleia Nacional recebe António José Seguro para uma sessão solene, seguindo-se a abertura do Fórum Económico Cabo Verde – Portugal, no auditório do banco central.

O fórum contará com a presença dos titulares dos Negócios Estrangeiros e Economia do Governo cabo-verdiano, Manuel da Rosa e António Baptista, respetivamente, e da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Ana Isabel Xavier, do lado português.

O Presidente da República termina a manhã com encontros com o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no Palácio do Governo, e com o presidente da câmara da Praia, Fernando Pinto, nos paços do concelho.

Na ocasião, António José Seguro vai ser agraciado com as chaves da cidade da Praia.

A cooperação bilateral no domínio da segurança marítima vai ser o tema do almoço de quarta-feira.

O chefe de Estado vai visitar o navio Bartolomeu Dias da Marinha Portuguesa, atracado no porto da Praia, e vai oferecer a bordo um almoço em honra do Presidente da República de Cabo Verde.

Durante a tarde, haverá uma visita ao Museu da Resistência, no Tarrafal, com deposição de coroa de flores pelos dois presidentes em memória das vítimas do campo de concentração que ali funcionou durante o regime colonial português.

O dia termina com uma visita à Cidade Velha, berço da nação cabo-verdiana e integrada na rede de Património da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

No último dia da visita a Cabo Verde, António José Seguro viaja em voo da Força Aérea Portuguesa da ilha de Santiago para a Boa Vista, onde participará na sessão de abertura da V Conferência Internacional da Década do Oceano, organizada pela Presidência da República cabo-verdiana e dedicada ao tema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”.

Na ilha da Boa Vista, o programa inclui ainda visitas aos paços do concelho, onde Seguro receberá as chaves da cidade de Sal Rei, à Reserva Natural do Morro de Areia e ao centro de artes e cultura local.

António José Seguro e José Maria Neves darão uma conferência de imprensa conjunta antes do regresso à cidade da Praia, na ilha de Santiago.

Na capital, o Presidente da República visitará o Centro de Hemodiálise do Hospital Agostinho Neto, principal unidade de saúde do país, que tem beneficiado de apoio da cooperação portuguesa, e terminará o percurso no Techpark, parque tecnológico da Praia.

No local, vai conhecer a NOSi, empresa pública cabo-verdiana de tecnologias da informação, e a Visionware, empresa portuguesa do setor tecnológico com presença em Cabo Verde.

Seguro termina a visita a Cabo Verde com uma receção à comunidade portuguesa na Escola Portuguesa da cidade da Praia.

//expressodasilhas.cv/

69.ª Cimeira da CEDEAO apela à libertação de Domingos Simões Pereira e reforço do diálogo inclusivo

A Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) instou as autoridades de transição da Guiné-Bissau a procederem à libertação incondicional de todas as figuras políticas que permanecem detidas, incluindo o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A posição consta do Comunicado Final da 69.ª Sessão da Conferência da CEDEAO, realizada em 19 de julho de 2026, em Freetown, capital da Serra Leoa, e tornado público esta segunda-feira.

Segundo o documento consultado pelo Jornal O Democrata, a Conferência considera que a libertação das figuras políticas detidas constituiria um gesto de boa vontade suscetível de favorecer um ambiente propício ao diálogo inclusivo, reforçar a confiança da oposição e consolidar a credibilidade do processo de transição.

Relativamente à situação política na Guiné-Bissau, os Chefes de Estado designaram o Senegal como facilitador para o país, atribuindo-lhe o mandato de apoiar os esforços de diálogo conducentes a uma transição inclusiva e harmoniosa para a ordem constitucional.

O comunicado refere ainda que a Conferência tomou nota dos esforços em curso para a conclusão da transição política, nomeadamente através da realização do referendo constitucional previsto para 30 de agosto deste ano e das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro de 2026.

Neste contexto, os Chefes de Estado exortaram as autoridades a garantirem transparência e inclusão nos referidos processos, sublinhando a necessidade de priorizar a participação de todas as partes interessadas nas iniciativas destinadas ao rápido restabelecimento da ordem constitucional.

“A Conferência exortou todas as partes interessadas a demonstrarem flexibilidade e a criarem as condições necessárias para um diálogo construtivo e inclusivo, bem como a aproveitarem todas as oportunidades para participar no processo de transição, com vista a assegurar um regresso harmonioso à ordem constitucional”, lê-se no comunicado.

No que respeita à situação dos direitos humanos, a Conferência apelou igualmente às autoridades de transição para que assegurem o respeito rigoroso pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pelas garantias judiciais de todos os cidadãos guineenses, incluindo aqueles que sejam objeto de processos judiciais ou acusados no âmbito dos acontecimentos ocorridos durante o regime anterior.

O comunicado informa ainda que a Conferência incumbiu a Comissão da CEDEAO de prosseguir o diálogo com as autoridades de transição, os atores políticos, a sociedade civil e as restantes partes interessadas, de forma a assegurar uma transição credível para a ordem constitucional.

Os Chefes de Estado solicitaram igualmente à Comissão da CEDEAO que, através da Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO, preste garantias morais e de segurança às diferentes partes envolvidas no processo.

Por último, exortaram a Comissão a disponibilizar apoio técnico à Guiné-Bissau para facilitar e reforçar o diálogo entre os intervenientes nacionais, bem como assegurar condições para uma transição e processos eleitorais pacíficos, transparentes e inclusivos.

Por: Assana Sambú
odemocratagb.

Irão ataca instalações norte-americanas no Bahrein e no Kuwait

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou esta terça-feira ter atingido instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait A sucessão de incidentes ocorre pouco depois de os militares norte-americanos terem anunciado que concluíram a décima noite consecutiva de ataques contra o Irão. © AFP

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou esta terça-feira, 21 de Julho, ter atingido instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. A sucessão de incidentes ocorre pouco depois de os militares norte-americanos terem anunciado que concluíram a décima noite consecutiva de ataques contra o Irão, visando instalações numa tentativa de neutralizar a capacidade de Teerão de atacar navios que atravessam o Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado ataques contra instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, de acordo com os meios de comunicação estatais iranianos. Segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), foram atingidos dois sistemas de defesa aérea e um radar em bases dos Estados Unidos no Bahrein, bem como radares antimíssil e sistemas de recepção de satélite em território kuwaitiano.

Num comunicado, a força militar iraniana afirmou que estes ataques representam uma resposta à vigilância inimiga, advertindo que "o inimigo deve preparar-se para vagas ainda mais decisivas e poderosas de ataques com drones e mísseis".

Também a Jordânia anunciou a intercepção de cinco drones iranianos, os guardas da Revolução confirmaram a operação, mas sustentam que o alvo era um complexo onde estariam estacionadas forças militares norte-americanas, junto à fronteira com a Síria.

O IRGC revelou também ter interceptado "dois petroleiros não cumpridores" que tentavam atravessar a "rota sul insegura do Estreito de Ormuz". O anúncio surge depois de explosões terem provocado incêndios a bordo de embarcações na região.

Também esta terça-feira, a agência United Kingdom Maritime Trade Operations informou ter recebido relatos de um petroleiro atingido por um projéctil de origem desconhecida ao largo de Omã. Segundo a organização, a tripulação foi obrigada a abandonar o navio e encontra-se em segurança numa embarcação salva-vidas.

Esta sucessão de incidentes acontece após os Estados Unidos anunciarem a conclusão da décima noite consecutiva de ataques contra alvos no Irão. De acordo com o Comando Central norte-americano, as operações visaram centros de comando militar, capacidades navais, plataformas de lançamento de mísseis e drones, bem como sistemas de defesa aérea, com o objectivo de reduzir a capacidade de Teerão para atacar navios comerciais que atravessam o Estreito de Ormuz.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Comando Central norte-americano garantiu que as forças norte-americanas permanecem posicionadas e prontas para responder a qualquer nova agressão iraniana contra embarcações civis que naveguem pelo estreito.

Nas últimas semanas, os combates intensificaram-se entre as duas partes pelo controlo do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o transporte mundial de petróleo e gás natural. Como resultado, o tráfego através do estreito praticamente parou, o que tem impulsionado a subida dos preços do petróleo nas últimas semanas.

O Brent, referência internacional, subiu 3,2%, para 90,95 dólares por barril, enquanto o crude de referência nos EUA avançou 2,8%, para 84,04 dólares por barril.

Apesar da escalada, os esforços diplomáticos prosseguem. O ministro iraniano do Interior está no Paquistão, pais fundamental nas mediações, e o Presidente libanês, Joseph Aoun, encontra-se em Washington, onde deverá reunir-se com Donald Trump. A visita decorre num momento decisivo para a aplicação do acordo destinado a assegurar a retirada das forças israelitas do sul do Líbano e o desarmamento do Hezbollah, movimento apoiado pelo Irão.

Ao mesmo tempo, o exército libanês iniciou o destacamento de tropas na aldeia de Zawtar al-Gharbiya, na região de Nabatiyé, ao abrigo do acordo sobre as chamadas "zonas-piloto", negociado entre Israel e o Líbano com mediação norte-americana. Apesar deste avanço, várias localidades continuam cercadas e isoladas há meses, permanecendo inacessíveis à ajuda humanitária.

Por: RFI

PROFESSOR DETIDO SUSPEITO DE ABUSO SEXUAL DE MENOR


A Brigada de Mulher e Menor da Polícia Judiciária (PJ) deteve, esta segunda-feira, 20 de julho de 2026, um professor de 36 anos, suspeito do crime de abuso sexual contra uma menina de 14 anos.
O professor foi denunciado pelos familiares da vítima, na sequência da apresentação de uma denúncia junto do serviço de atendimento de piquete da Polícia Judiciária, situado em frente ao Mercado de Bandim.
Durante a sessão de audição, a vítima afirmou aos agentes que vinha sendo abusada sexualmente de forma sistemática e continuada pelo suspeito há cerca de quatro meses. Segundo o relato, os atos teriam ocorrido na própria escola onde o professor leciona. O suspeito confessou integralmente os factos.
O detido será presente ao Ministério Público, para o primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coação.
A Polícia Judiciária reafirma o seu empenho na prevenção e combate aos crimes contra crianças e pessoas vulneráveis, apelando à colaboração da população na denúncia de quaisquer atos que atentem contra a dignidade e a integridade dos menores.

Carta aberta ao General Horta Inta-a: liberte Domingos Simões Pereira


Senhor General Horta Inta-a,

Dirijo-me a si pelo seu nome e pela sua graduação militar. Faço-o com respeito institucional, que não se confunde com concordância. Confesso que não era este o texto que pretendia escrever neste momento, mas as circunstâncias empurraram-me para que assim fosse. Há momentos em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser cumplicidade; este é um deles.

Peço-lhe, Senhor General, que pense. Que pense como líder militar, como alguém que aprendeu, na disciplina da farda, a distinguir aquilo que é a componente política daquilo que é a componente militar. Essa distinção não é um pormenor técnico: é a fronteira que separa os Estados sérios dos Estados capturados. E é precisamente essa fronteira que um conjunto de políticos, movidos por interesses de circunstância, pretende hoje apagar, usando a farda alheia como escudo, mantendo a Guiné-Bissau refém dos seus cálculos e, com isso, perpetuando a prisão arbitrária em que se encontra o engenheiro Domingos Simões Pereira, presidente da assembleia nacional popular, democraticamente eleito.

Permita-me começar por uma distinção que nenhuma arma revoga: a diferença entre poder e autoridade. As armas conferem poder, isso é um facto. Mas só a legitimidade confere autoridade, e a legitimidade não se decreta: conquista-se nas urnas, ou merece-se pelos atos. Quem governa apenas pelo poder precisa de aumentar a força a cada dia que passa; quem governa com autoridade pode, ao contrário, dispensá-la. A pergunta que deixo ao Senhor General é simples: de qual dos dois lados quer ficar?

Importa dizê-lo com clareza e sentido de responsabilidade: nada disto era inevitável. Todo este processo poderia ter sido evitado, bastava que não tivesse havido a rutura constitucional consumada a 26 de novembro de 2025, na véspera da divulgação dos resultados de eleições que o povo guineense realizou em paz, em ordem e com esperança. O país tinha, ao seu alcance, a mais civilizada das soluções para os seus diferendos: contar os votos. Foi a interrupção desse gesto elementar, e não a vontade popular, que abriu a porta à crise em que a Guiné-Bissau hoje se encontra mergulhada. Reconhecê-lo não é humilhação: é a condição primeira de qualquer saída honrosa.

E a manutenção desta situação tem custos objetivos, mensuráveis, que nenhum patriotismo pode ignorar. No plano diplomático, a Guiné-Bissau está suspensa de algumas instâncias africanas e sob o olhar desconfiado da comunidade internacional. No plano económico, a detenção prolongada de dirigentes políticos eleitos afasta parceiros, congela cooperação e investimento e fragiliza uma economia que não tem margem para mais choques, e quem paga é, como sempre, o povo: Os funcionários esperam por um salário que lhes devolva a dignidade; os agricultores, por uma campanha que lhes permita colher o fruto do seu trabalho; os doentes, por um atendimento hospitalar digno que lhes preserve a vida; os alunos, por uma educação séria, responsável e capaz de lhes abrir caminhos; e os jovens continuam a partir, de coração apertado, porque deixaram de acreditar que o seu país ainda tem um futuro para lhes oferecer. Mas há um custo ainda mais grave, porque é invisível e duradouro: cada dia que passa normaliza a ideia de que, na Guiné-Bissau, a força vale mais do que o voto. Ora, um precedente não escolhe donos. O que hoje serve a uns servirá amanhã contra quem hoje o invoca, incluindo contra o poder atual. Nenhum governante prudente constrói a casa onde há de ser prisioneiro.

As Forças Armadas da Guiné-Bissau não são, nem podem ser, um instrumento ao serviço de ambições de circunstância. São herdeiras diretas da luta de libertação nacional, de uma geração que pegou em armas não para governar, mas para libertar; não para prender eleitos, mas para devolver ao povo o direito de escolher o seu destino. Amílcar Cabral ensinou que a luta se fazia pelas crianças, razão e futuro do combate, e é por essa medida, e não por outra, que a instituição militar guineense será sempre julgada. O seu lugar constitucional é a defesa da soberania e a proteção do povo, nunca a arbitragem das disputas políticas. E as Forças Armadas são feitas de homens e mulheres com consciência: certamente nem todos se reveem nesta situação, e o Senhor General sabe-o melhor do que ninguém. Um líder militar sensato sabe que a coesão da instituição não se preserva contra o sentimento do país, preserva-se ao lado dele, e ao lado da honra que essa herança lhe impõe.

Quando tomou o poder, o Senhor General fez saber, através dos seus porta-vozes, que desejava para a Guiné-Bissau reconciliação e serenidade. Tomo essas palavras a sério, e é precisamente por as tomar a sério que lhe escrevo. Acredito que o Senhor General foi empurrado para esta situação, arrastado por dinâmicas e interesses que ultrapassam, efetivamente, a sua vontade. Mas quero que saiba: ainda está a tempo de sair dela. A história não julga apenas quem entra numa crise; julga, sobretudo, quem tem a lucidez e a coragem de lhe pôr fim. Os homens que os povos recordam com respeito não são os que acumularam poder, são os que souberam devolvê-lo. Essa porta continua aberta. E, neste momento, só o Senhor General a pode atravessar.

Porque nenhum país vive sozinho. Nenhum povo vive sozinho. Nenhuma pessoa vive sozinha. Vivemos todos em relações de interdependência, uns com os outros, e um país que se isola não castiga os seus adversários: castiga-se a si próprio.

Apelo, por isso, ao seu bom senso, não como quem pede um favor, mas como quem lembra um dever. É altura de repensar, de recusar e de colocar um ponto final em toda esta problemática. E a primeira decisão deveria sair, precisamente, do pulso do Senhor General: mandar restituir a liberdade ao engenheiro Domingos Simões Pereira. E essa libertação deverá ser igualmente restituída a todos os políticos que neste momento se encontram detidos, ou proibidos de exercer a sua liberdade e os direitos que a Constituição lhes consagra, porque não há reconciliação possível enquanto houver homens presos, ou silenciados, por delito de opinião ou de voto. A liberdade dos que discordam de nós é a única prova séria de que acreditamos na nossa própria causa.

Escrevo estas linhas com firmeza, mas também com o compromisso de quem não desiste. A Guiné-Bissau é a pátria de todos nós, daqueles que acreditam nela e lutam pelo seu progresso, com os olhos postos no futuro das nossas crianças e dos nossos jovens, que foi, e continua a ser, o lema central da luta de libertação nacional. Não escrevo contra ninguém: escrevo a favor de um país. É por eles, pelas crianças e pelos jovens da Guiné-Bissau, que este ciclo tem de terminar.

Isto é o mais importante. Tudo o resto se resolve, as instituições, os calendários, os equilíbrios. Mas o essencial, nesta fase, é libertar o engenheiro Domingos Simões Pereira e todos os que com ele partilham esta injustiça, devolver a dignidade à pessoa e ao homem. Justo, para começar.

Lisboa, 20 de julho de 2026
Por: Luís Vicente

31 de Julho de 2026 - Lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” de Luís Costa na UCCLA

Lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” de Luís Costa na UCCL

Vai ter no dia 31 de julho, às 16h30, o lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” da autoria de Luís Costa, no auditório da UCCLA.

 

A obra será apresentada pela Professora Lúcia Soares.

 

O lançamento do livro será transmitido, em direto, através da página do Facebook da UCCLA em https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

 

Sinopse:

 (O tempo timorense)

Escrevo com intenção de perpetuar a glória de um povo que soube organizar-se para resistir, sob todas as formas, à agressão indonésia e manter, nas montanhas, uma guerrilha que, de armas na mão, procurou manter viva a chama do direito à autodeterminação. 

Escrevo com intenção de refletir sobre os atos realizados, a fim de não sacrificar mais este martirizado povo e com vontade de contribuir para a felicidade do povo de Timor-Leste. 

Escrevo com intenção de ajudar a comunidade timorense, na diáspora, a desenvolver e manter viva a sua identidade cultural e histórica. Escrevo para divulgar a situação em Timor, e a sua cultura, alertando a opinião pública para o drama do povo e para os crimes de genocídio físico e cultural que a Indonésia está a perpetrar no território de Timor. Escrevo para afirmar que o sofrimento e a morte nunca hão de destruir a vontade do povo que quer consolidar a sua identidade. Escrevo para afirmar que nenhum sistema, político e social, poderá fazer desaparecer Timor, como Nação. 

Rendo homenagem à Fretilin que, durante os anos mais difíceis da sua luta, soube politizar o povo para que não se deixasse subjugar e soubesse organizar os gloriosos guerrilheiros para resistir à agressão indonésia. 

Reconheço os erros dos membros da Fretilin. Reconheço os abusos praticados por alguns responsáveis, menos conscientes, e por elementos das Falintil que, no ambiente de euforia, esquecerem-se das suas responsabilidades. Mas a eficácia das ações realizadas pela Fretilin ultrapassou, de longe, os reveses de momento. 

Em poucos meses de existência como partido que lutou por um ideal e como partido que governou o território, a Fretilin soube incutir o espírito crítico na mente de todos; a Fretilin e só a Fretilin é que criou condições para a vitória final - a libertação. 

Presto louvor à Igreja Católica de Timor-Leste que mantém a sua vontade de lutar pela liberdade de um povo e não se cansa nem se intimida, apesar das ameaças, em proclamar que Timor é para os timorenses. 

Este manuscrito tem muitas falhas referentes a nomes de pessoas com quem trabalhei, convivi e sofri nas montanhas, referentes a lugares por onde passei e por onde passámos. Pois, os primeiros apontamentos foram queimados em Kasohan em 1979, o segundo foi desfeito por mim em Díli antes de sair para Jakarta, e este é o resultado duma terceira tentativa que pode ser traída pela memória. A todos com quem convivi e partilhei alegrias e tristezas peço compreensão, mas fica para sempre a amizade e carinho de quem muito vos estima e de vocês guarda recordações inesquecíveis. 

 

Biografia:

 

Luís Costa nasceu a 13 de dezembro de 1945, em Fatu-Berliu, Timor. Iniciou os estudos no Colégio de Soibada e prosseguiu o ensino secundário em Dare. Mais tarde, frequentou cursos de Filosofia e Humanidades em Macau e Évora, concluindo Teologia em Leiria.

Em novembro de 1974 regressou a Timor, onde trabalhou na missão de Ossú. Com a invasão de 1975, refugiou-se nas montanhas, permanecendo ali até abril de 1979. Após o regresso a Díli, ensinou no Externato de São José e, em 1980, traduziu para tétum o Missal Romano, incluindo orações e leituras.

Em novembro de 1983 mudou-se para Portugal, onde participou ativamente na divulgação da resistência timorense. Frequentou cursos de fonética e morfologia, e dedicou-se à pesquisa e ensino da língua e cultura de Timor-Leste.

Professor, investigador e autor, Luís Costa tem sido uma figura fundamental na preservação da língua tétum e na formação de jovens timorenses, tanto em Timor como em Portugal. Como atividades paralelas, Luís Costa ajuda na preparação de professores e cooperantes para melhor compreender a história, cultura e sociedade de Timor-Leste, e dá apoio a estudantes timorenses na elaboração de monografias e pesquisas universitárias.

Bibliografia: Dicionário Tétum-Português (2000); Guia de Conversação Português-Tétum (2001); Língua Tétum: Contributos para uma Gramática (2015); Ué-Lenas: Lenda (2016); e, em preparação, Dicionário Português-Tétum e Timor Lorosa’e (monografia).

 

 

Com os melhores cumprimentos,

 

 


Anabela Carvalho

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Embaixada da Guiné-Bissau fortalece parceria com associação de Carapicuíba para promover inclusão de imigrantes


Encontro reforça cooperação institucional e destaca projeto de qualificação profissional voltado à integração da comunidade guineense no Estado de São Paulo.
A Embaixada da República da Guiné-Bissau no Brasil recebeu, em Brasília, o presidente da Associação Direito de Morar Melhor, de Carapicuíba (SP), Luis Tuga, e o advogado Leandro Odilon, ambos dirigentes engajados em iniciativas voltadas à integração da comunidade guineense no Estado de São Paulo.

Durante o encontro, foram debatidas ações de fortalecimento da inclusão social e profissional dos imigrantes, com destaque para o projeto “Qualifica Carapicuíba”, aprovado pelo Governo Federal. A iniciativa tem como objetivo promover a integração de imigrantes residentes no Estado de São Paulo, especialmente no município de Carapicuíba, por meio da capacitação profissional e da ampliação de oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Na primeira etapa do programa, 150 participantes — em sua maioria de nacionalidade guineense — foram inscritos em cursos de qualificação nas seguintes áreas: cuidados com idosos, logística digital, produção cultural e gestão, sustentabilidade e meio ambiente. A expectativa é que a formação contribua para o desenvolvimento profissional dos participantes e fortaleça sua integração à sociedade brasileira.

Além da apresentação do projeto, os representantes discutiram temas relacionados à inclusão da comunidade guineense em São Paulo e avaliaram a possibilidade de estabelecer uma parceria institucional entre a Embaixada da República da Guiné-Bissau e a Associação Direito de Morar Melhor.

Durante a reunião, a Embaixada destacou o trabalho desenvolvido por Luis Tuga, reconhecido por sua atuação em defesa da inclusão social e pelo diálogo permanente com autoridades municipais e estaduais paulistas, além do respeito conquistado junto às comunidades que representa.

Ao final do encontro, a Embaixada manifestou agradecimento pela cordialidade, respeito e espírito de cooperação demonstrados por Luis Tuga e Leandro Odilon, ressaltando ainda o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela representação diplomática em favor da comunidade guineense no Brasil.

A expectativa é que a futura parceria entre a Embaixada da República da Guiné-Bissau, a Associação Direito de Morar Melhor e as autoridades locais contribua para ampliar as políticas de inclusão, integração e fortalecimento da comunidade guineense, promovendo melhores condições de acolhimento, qualificação e participação social no Estado de São Paulo.

diplomaciabusiness.com