terça-feira, 17 de março de 2026

GUINÉ-BISSAU: NOS ANOS 1977/1978 - "UDIB"

CAMPEONATO 77/78. — com Benjamin Coach, Mario Joao, Nuno Xavier, Cirilo da Costa, Sila de Mansoa, Domingos Cá, Adams Silva, Adão SilvaBraima TCHAKAT, Beto Algovaz, Júlio Barreto, Idelino TCHIVER, João Carlos Barbosa e Mario Aureliano coach.

Estado-Maior General das Forças Armadas realiza cerimónia de abertura do Ano de Preparação Combativa na Amura Bissau, 17 de março de 2026


O Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) realizou hoje, na Amura, em Bissau, a cerimónia solene de abertura do Ano de Preparação Combativa 2026, num ato presidido pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Major-General Tomás Djassi.

Na sua intervenção, o Major-General Tomás Djassi destacou que o principal objetivo desta iniciativa é reforçar a segurança nacional, elevar o rigor profissional das tropas e garantir a defesa da soberania nacional. Sublinhou ainda a importância de valores fundamentais como a identidade militar, a disciplina, a coesão, o profissionalismo e o espírito de missão.

Segundo o CEMGFA, a preparação combativa exige empenho permanente, rigor técnico, espírito de sacrifício físico e uma disciplina exemplar. Acrescentou que cada exercício constitui uma oportunidade essencial para o reforço das capacidades operacionais das Forças Armadas, devendo os militares manter-se sempre prontos para responder com eficácia a qualquer ameaça à nação.

O responsável máximo das Forças Armadas exortou ainda os militares a encararem este novo ciclo de preparação com determinação, elevado espírito de corpo e sentido de honra, preservando valores como lealdade, coragem e patriotismo, que dignificam a condição militar.

O Ano de Preparação Combativa 2026 deverá ser marcado por elevados níveis de desempenho, sucesso nas atividades de treino e pelo fortalecimento das capacidades operacionais das Forças Armadas.

A preparação combativa arranca oficialmente na próxima segunda-feira, 23 de março, e prolonga-se até 18 de dezembro, envolvendo efetivos dos três ramos das Forças Armadas, segundo informações da Divisão de Operações do EMGFA.

De recordar que a primeira preparação combativa das Forças Armadas da Guiné-Bissau teve lugar em 1975, em Ilondé, na região de Biombo, no norte do país.

Por: Daniel Luís Té





Israel afirma ter abatido Ali Larijani


Ali Larijani, secretário do conselho supremo da segurança nacional do Irão. © AP - Bilal Hussein

As autoridades israelitas afirmaram, nesta terça-feira, 17 de Março, ter abatido Ali Larijani, secretário do conselho supremo da segurança nacional do Irão.

A guerra no Irão também é uma guerra da informação. Apesar de Israel ter afirmado que Ali Larijani tinha sido abatido, ainda não houve nenhuma confirmação ou desmentido da parte das autoridades iranianas.

Segundo as informações recolhidas pela RFI, os meios de comunicação iranianos asseguraram que uma mensagem gravada de Ali Larijani ia ser difundida. No entanto, até agora nenhuma aparição nos canais televisivos, apenas uma mensagem escrita após a morte dos marinheiros num ataque norte-americano perto das costas do Sri Lanka.

Até agora sabe-se que uma zona militar foi alvo de ataques durante a noite e seria nesse local que estaria Ali Larijani, um alto dirigente do regime iraniano após a morte do Guia Supremo, o aiatola Ali Khamenei.

O general Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana, também teria falecido nesses ataques.

De notar que os ataques simultâneos das aviações israelita e norte-americana visam, cada vez mais, zonas civis segundo o correspondente da RFI no país, Siavosh Ghazi.

No que diz respeito aos ataques no Líbano, um militar libanês morreu e outros quatro ficaram feridos no Sul do país.

Nos outros países atingidos pelo conflito, também se ouviram explosões em Jerusalém, em Israel, bem como em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto no Kuwait, dois membros de um hospital ficaram feridos nos destroços, e no Qatar, as autoridades afirmaram ter interceptado um míssil.

Ainda nos Emirados Árabes Unidos, um cidadão paquistanês foi morto por estilhaços de um míssil balístico interceptado em Abu Dhabi.

De referir ainda que, pelo menos, quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma facção pró-Irão.

Por: Marco Martins com RFI

«Opinião» "Deve-se trabalhar mais a terra para reduzir a pobreza no nosso país", Pate Cabral Djob

"Fidju de homi garandi"

Importar menos e produzir mais para alimentar a nossa população e, se possível, exportar os nossos produtos!

A agricultura será sempre a base para o progresso de toda a sociedade e deverá permitir a necessária acumulação de riqueza para o lançamento da própria industrialização. Quem sobrevoar o território da Guiné-Bissau facilmente se depara com grandes extensões de terrenos ao abandono, terras férteis ainda virgens para a prática da agricultura. Em geral, a Guiné-Bissau é rica em florestas e, desde há muito tempo, exporta madeiras adequadas para a construção naval e para a construção civil.

Tanto falam da existência de petróleo, bauxite, fosfato, inertes etc... etc... ainda não vi nada! Não podemos contar com o ovo no cu da galinha, por isso, blá-blá-blá não nos leva a lado nenhum. É urgente apoiar a nossa agricultura e os nossos camponeses, estar atento às necessidades reais da população e procurar dar-lhes respostas concretas. Sem muitos rodeios, o arroz continua a ser a base da alimentação do povo guineense, mas o povo também não pode comer só arroz.

Assim sendo, temos de melhorar o regime alimentar da população. É urgente incentivar a produção hortícola e frutícola. A produção deve incidir sobretudo no cultivo da mandioca, batata, feijão, cenoura, couve, alface, tomate e milho. Pode também incentivar-se o cultivo do “cereal fundo”, que é muito bom e cuja importância no combate à diabetes está provada cientificamente, e do “ nene badadje” que também combate vários tipos de doenças tropicais. A população deve consumir sumo natural de frutas de forma a melhorar e alterar o seu regime alimentar! Pode realizar-se uma campanha de aumento da plantação das frutas tradicionais, tais como a papaia, banana, laranja, tangerina, limão, manga, fole, farroba, tamarinho, veludo, entre outras.

Não posso falar (papiar) da agricultura sem tocar um pouco nas restantes atividades do setor primário: por exemplo, a pecuária e a pesca. Deve apostar-se, por um lado, também na criação e no melhoramento das raças bovinas existentes, através de experiências de cruzamentos e da inseminação artificial. Por outro lado, a Guiné-Bissau é rica em peixe, uma riqueza ainda pouco aproveitada dados os fracos recursos técnicos mas que, mesmo assim, constitui um elemento fundamental da alimentação do povo.

Enfim, meus senhores e minhas senhoras, termino por aqui dizendo que as carências são de toda a ordem, mas as potencialidades são grandes. E agora, a frente do combate é esta: explorar todos os recursos da mãe natureza através do trabalho conjunto ao serviço da nação!

Matosinhos 16 de março de 2026.
Pate Cabral Djob

GRUPO DE REFLEXÃO DO PAIGC MARCA CONGRESSO PARA MAIO MAS ADMITE ANTECIPAÇÃO


O autodenominado Grupo de Reflexão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deliberou marcar o XI Congresso do partido para os dias 9 e 10 de maio de 2026, admitindo, contudo, que o evento poderá ser antecipado caso a evolução das circunstâncias políticas e organizacionais assim o justifique.

A decisão foi anunciada através de uma nota de imprensa divulgada após uma reunião realizada recentemente, na qual o grupo analisou a situação interna do PAIGC. O documento refere que as medidas agora tornadas públicas refletem o compromisso do Grupo de Reflexão com a estabilidade interna, o reforço da coesão e a preparação responsável dos próximos desafios.

Segundo a mesma nota, consultado pelo O Democrata, todo o processo será conduzido com “total transparência, inclusão e respeito” pelos princípios que regem a vida interna do partido.

No final, o Grupo de Reflexão reafirma a sua disponibilidade para continuar a contribuir, de forma construtiva e responsável, para o fortalecimento institucional e para a consolidação de um ambiente político favorável ao desenvolvimento do PAIGC.

Por Tiago Seide
odemocratagb


«𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖» O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) anunciou a realização de uma reunião do Comité Central no próximo dia 28 de março de 2026.



𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢
A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 16 de Março de 2026, sob a presidência do Camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do partido, com a seguinte ordem do dia:
1. Informações Gerais;
2. Análise da situação política interna do partido;
3. Diversos.
No ponto de Informações, a Comissão Permanente deu conta do Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Crise Política na Guiné-Bissau, realçando o facto da Organização Continental ter insistido na libertação imediata e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, e na necessidade de reposição urgente da ordem constitucional, nomeadamente mediante o afastamento dos militares da tomada de decisões políticas, a retoma das atividades dos partidos, a formação de um governo inclusivo que reflita o espectro político e social da Guiné-Bissau, e a criação de condições idóneas para que os próximos atos eleitorais sejam credíveis e transparentes.
A Comissão Permanente foi ainda informada da decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar (UIP) que, exprimindo a mais profunda preocupação em relação à sua prisão arbitrária e abusiva, manifesta solidariedade ao camarada Domingos Simões Pereira e solicita informações mais concretas sobre as condições de sua detenção e sobre os limites impostos à sua deslocação ao exterior.
Por último, a Comissão Permanente abordou a Nota de Contextualização e de Orientação Política, dirigida essencialmente às estruturas do Partido, visando apresentar o quadro da atual situação política, bem como os esforços que estão ser levados a cabo pelo Partido para o retorno à normalidade constitucional e a retoma das atividades político-partidárias.
A Nota descreve de forma sucinta a crise pré-eleitoral e pós-eleitoral que culminou no golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e a repressão que se lhe seguiu; lembra o posicionamento da comunidade internacional, particularmente a CEDEAO, a UA, as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP, relativamente à subversão da ordem constitucional, e a total unanimidade destas organizações na condenação do golpe, na exigência do respeito das liberdades fundamentais e na reposição imediata da ordem constitucional.
No plano interno do partido, a Nota destaca as celebrações do 70º aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso Ordinário do partido como componentes cruciais da agenda política do PAIGC no ano de 2026, e responde aos argumentos de alguns dos camaradas, quase todos membros do governo resultante do golpe de Estado, que, sob a capa de um suposto Grupo de Reflexão, tentam passar a falsa ideia de que existe uma crise interna no partido.
No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente debruçou-se sobre a celebração do 70º aniversário do PAIGC, a 19 de Setembro de 2026, tendo criado uma Comissão Nacional Preparatória encarregue de coordenar os trabalhos de preparação e de organização dessa efeméride.
Por outro lado, a Comissão Permanente discutiu a necessidade de começar a preparar o XI Congresso Ordinário do Partido, nomeadamente a fixação de uma data para o Congresso, a criação de uma Comissão Preparatória do Congresso e a aprovação de um Guião para a eleição dos delegados.
Depois de uma aturada discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;
2. Criar a Comissão Nacional Preparatória das celebrações do70º aniversário do PAIGC;
3. Convocar a I Reunião Ordinária do Comité Central para o dia 28 de março de 2026, com vista à convocação do XI Congresso Ordinário, em conformidade com o artigo 31º dos Estatutos do PAIGC, e com a recomendação de fixar uma data, entre os finais de Junho e princípios de Julho de 2026;
4. Fixar a seguinte proposta de agenda para o Comité Central:
a) Informações Gerais
b) Análise da Situação Politica Interna
i. Fixação da data do XI Congresso Ordinário do Partido
ii. Criação da Comissão Preparatória do XI Congresso
iii. Discussão e Aprovação do Guião para Escolha dos Delegados ao Congresso
c) Diversos
5. Exigir mais uma vez a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas, incluindo o diálogo com os militantes e a preparação do XI Congresso;
6. Saudar o Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e a Decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar, e apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;
7. Aprovar uma Moção de Louvor ao camarada Francisco Conduto de Pina, membro do Bureau Político do PAIGC e Presidente da Comissão Política de Bolama-Bijagós, distinguido na edição 2025 do prémio Literário Guerra Junqueiro, um galardão que reconhece o percurso literário e o contributo de escritores da lusofonia para a valorização da cultura e da escrita de língua Portuguesa. A camarada Maria Odete Costa Semedo, Membro da Comissão Permanente do PAIGC e Coordenadora do CONQUATSA, também havia sido galardoada da edição 2023 do referido prémio;
8. Lamentar o desaparecimento físico do camarada Braima Sori Baldé, membro do Bureau Político do PAIGC, ocorrido no passado dia 14 de março, e da camarada Adja Maria de Lurdes Sanó, membro do Comité Central, ocorrido no passado dia 10 de março, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.
𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟲 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲
𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲

Iniciativa de Tarifa Zero da China para África: ESPECIALISTA DEFENDE INVESTIMENTO PARA A TRANSFORMAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO DA ECONOMIA GUINEENSE

O economista guineense Afonso Gomes afirmou que a iniciativa de tarifa zero para a exportação de produtos africanos para a China, lançada recentemente, pode trazer benefícios económicos à Guiné‑Bissau apenas se o país investir em áreas estruturantes e produtivas da sua economia. Defendeu ainda que qualquer política comercial só será viável se o país avançar para a modernização, transformação e industrialização da sua base económica.

Em entrevista ao jornal O Democrata, Afonso Gomes sublinhou que setores como a formação profissional e a capacitação técnica e tecnológica são fundamentais para a transformação dos setores agrícola e piscatório, permitindo a geração de produtos exportáveis com valor acrescentado. Apontou igualmente a necessidade de investir em infraestruturas económicas, de modo a gerar receitas que possibilitem o desenvolvimento de áreas de interesse para a China, como a mineração (bauxita) e a indústria pesada.

O especialista em assuntos económicos informou que a Guiné‑Bissau exporta atualmente cinco principais grupos de produtos, nomeadamente:
  • produtos agrícolas (96,0%),
  • produtos alimentares (2,7%),
  • máquinas e aparelhos (0,7%),
  • metais comuns (0,4%) e
  • instrumentos de ótica e de precisão (0,1%).
“É imperativo maximizar as oportunidades oferecidas pela iniciativa chinesa”

Segundo Afonso Gomes, dados mais recentes de 2025 indicam que os principais destinos das exportações guineenses são: Índia, principal mercado, absorvendo entre 30,3% e 90% da castanha de caju, seguida da China (17,1%), Singapura (8,7%), Vietname (5,6%), Emirados Árabes Unidos (5,3%), Países Baixos (4,4%) e Hong Kong (3,7%).

Apesar de a Guiné‑Bissau constar na lista de países exportadores, o economista considerou que os valores são insignificantes e não permitem antever impactos relevantes decorrentes da política de tarifa zero proposta pela China.

“A China não figura entre os principais destinos das nossas exportações. Assim, se as condições atuais se mantiverem, a tarifa zero para os países africanos não terá qualquer impacto significativo na nossa economia. Além disso, se os países africanos aplicarem o princípio da reciprocidade à China, a Guiné‑Bissau poderá sofrer perdas importantes, uma vez que importa da China alguns produtos, ainda que em volumes modestos, que são relevantes e poderão agravar a balança comercial, já estruturalmente deficitária”, advertiu.

Destacou ainda que o grupo de produtos mais relevante é o dos produtos agrícolas, com especial destaque para a castanha de caju, que representa cerca de 90% das exportações, sendo 97% absorvidas por um único país: a Índia.

Questionado sobre a forma como a Guiné‑Bissau poderá estruturar as suas políticas comerciais para maximizar as oportunidades oferecidas pela iniciativa chinesa, Afonso Gomes reiterou que nenhuma política comercial será eficaz sem a modernização, transformação e industrialização da economia nacional.

Segundo o economista, ao cumprir essas condições, o país estará apto a oferecer produtos com valor acrescentado, capazes de despertar interesse comercial não apenas da China, mas também de outros parceiros económicos.

Defendeu, por isso, que é imperativo maximizar as oportunidades oferecidas pela iniciativa chinesa, desenvolvendo políticas comerciais que incentivem a exportação de produtos locais.

“É de extrema importância maximizar as oportunidades oferecidas pela iniciativa chinesa. A Guiné‑Bissau deve desenvolver políticas comerciais que incentivem a exportação de produtos locais, investir em infraestruturas de transporte e logística e fortalecer a capacidade institucional e regulatória”, reforçou.

Afonso Gomes reconheceu que o país dispõe de “imenso potencial” em vários setores da economia.

“Se tivesse de indicar áreas prioritárias, apontaria produtos de fácil transformação, que não exigem elevados custos financeiros e que são exportáveis, como a castanha de caju, o amendoim, o coco, o peixe e os frutos do mar, bem como produtos agrícolas orgânicos”, afirmou.

Segundo o economista, os setores com maior potencial para beneficiar da exportação para a China incluem a agricultura, a pesca, a mineração (fosfato e bauxita) e o turismo.

Relativamente às estratégias para garantir a qualidade e competitividade dos produtos guineenses no mercado chinês, Afonso Gomes considerou que é “intelectualmente impossível” definir uma estratégia única e absoluta. Ainda assim, apresentou algumas orientações gerais.

“Para garantir a qualidade e a competitividade dos produtos guineenses no mercado chinês, é fundamental transformar e acrescentar valor, respeitar os padrões de qualidade e segurança alimentar, investir em tecnologia e infraestruturas de produção, promover a certificação de produtos e desenvolver capacidades de marketing e comercialização”, explicou.

Defendeu igualmente a criação de uma associação empresarial sino‑guineense, a promoção da participação de empresários nacionais em seminários temáticos em cooperação com a China, bem como a implementação de programas de formação em língua e cultura chinesa, e vice‑versa.

Instado a pronunciar‑se sobre as parcerias estratégicas necessárias para facilitar o acesso da Guiné‑Bissau ao mercado chinês, Afonso Gomes indicou como fundamentais as parcerias com empresas chinesas para investimento e transferência de tecnologia, bem como a cooperação com organizações internacionais, nomeadamente a Organização Mundial do Comércio (OMC), a União Africana (UA) e a CEDEAO.

Acrescentou ainda que a representação da Guiné‑Bissau em Macau, as parcerias regionais africanas e a cooperação com a diáspora guineense na China podem desempenhar um papel determinante na promoção dos produtos nacionais.

“Quando falo da diáspora, refiro‑me a estudantes, empresários e cidadãos guineenses que se encontrem na China, independentemente do estatuto que possuam”, frisou.

Por: Filomeno Sambú / Assana Sambú
odemocratagb

domingo, 15 de março de 2026

EMBAIXADOR DE PORTUGAL VISITA ANTIGO PALÁCIO DE BOLAMA PARA PREPARAR MISSÃO TÉCNICA DE ARQUITETOS PARA FUTURA REABILITAÇÃO

O Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau visitou o edifício do antigo Palácio de Bolama, estrutura histórica que posteriormente passou a albergar os Paços do Concelho da cidade de Bolama, no âmbito da preparação de uma missão técnica dedicada ao estudo e valorização do património da cidade.
De acordo com uma nota publicada este sábado, 14 de março, na página oficial da Embaixada de Portugal em Bissau, a visita enquadra-se nos preparativos de uma missão técnica que será realizada por uma equipa de três arquitetos do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, prevista para decorrer entre os dias 18 e 25 de abril.
Segundo a mesma nota, a deslocação teve como objetivo conhecer o estado atual de conservação do edifício e identificar, no terreno, possíveis áreas de intervenção e de estudo a serem consideradas durante a missão técnica. Durante a visita, foram observados diversos elementos arquitetónicos desta infraestrutura, considerada uma das mais relevantes do património histórico bolamense.
A missão dos arquitetos será realizada em articulação com a Embaixada de Portugal em Bissau e terá como finalidade efetuar levantamentos arquitetónicos e recolher informações técnicas que possam contribuir para futuros projetos de valorização e reabilitação do património edificado da cidade.
A iniciativa insere-se num esforço mais amplo de cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau, orientado para a preservação e promoção do património histórico da cidade de Bolama.

RSM: 14 03 2026

MINISTÉRIO DA SAÚDE Os restos mortais do malogrado, Dr. Agostinho Cá, foram enterrados hoje, na sua residência, no Alto-Bandim, em Bissau.




Ministério da Saúde Pública, através do Hospital Nacional Simões, presidiu as cerimónias fúnebres, prestando a devida homenagem, perante os familiares, comunidade médica guineense, amigos e conhecidos.

Por: gabinete de Comunicação Minsap GW

FFGB ENTREGA TRÊS AUTOCARROS ÀS SELEÇÕES E DOIS CAMPOS SINTÉTICOS NO INTERIOR DO PAÍS

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) concluiu mais uma fase de importantes investimentos no futebol nacional. Durante o mandato do atual presidente, Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caito Teixeira), a instituição disponibilizou três (3) autocarros destinados às seleções nacionais (de base, feminina e principal) e construiu dois campos sintéticos estratégicos no interior do país: o Estádio Saco Vaz, na região de Cacheu (Canchungo), e o Estádio Rei Pelé, na região de Bafatá.
Além disso, a FFGB assegurou um terreno com mais de sete hectares no setor de Nhacra, onde será construído o futuro centro técnico da federação, um projeto estruturante para a formação e o desenvolvimento do futebol no país.
Os feitos alcançados demonstram o espírito inovador e o compromisso da atual direção com o progresso do futebol guineense em toda a sua dimensão. As ações concentram-se em quatro pilares fundamentais: infraestrutura, formação, modernização das competições e fortalecimento institucional e financeiro, garantindo, assim, condições essenciais para todos os intervenientes da modalidade.
Determinado a impulsionar o futebol nacional, o presidente Caito Teixeira liderou a idealização de grandes projetos em parceria com os técnicos internos da federação. As prioridades foram apresentadas ao parceiro internacional FIFA, que financiou a aquisição dos autocarros, a construção dos campos sintéticos e a compra do espaço destinado ao centro técnico em Nhacra.
Um dos marcos mais simbólicos desta gestão foi a retoma dos jogos do campeonato nacional no período noturno. Em Bissau, após mais de trinta (30) anos sem condições adequadas de iluminação, o Estádio Lino Correia voltou a receber partidas à noite. Pela primeira vez na história, o futebol passou também a ser disputado no período noturno no interior do país, nos estádios Saco Vaz (Canchungo) e Rei Pelé (Bafatá).
Preocupada com a qualidade e a segurança das infraestruturas, a FFGB promoveu a reabilitação e o reequipamento do Estádio Lino Correia. Paralelamente, foram criadas condições para a plena funcionalidade da Liga Guineense dos Clubes de Futebol e das associações desportivas filiadas.
No domínio da formação, a FFGB tem priorizado a capacitação dos agentes do futebol nas mais diversas áreas, como forma de impulsionar a qualidade do futebol nacional. A estas ações somam-se os apoios financeiros e materiais concedidos aos clubes para a execução das suas atividades.
O Presidente Carlos Alberto Mendes Teixeira reitera o seu total compromisso com o futebol enquanto instrumento de coesão social, capaz de estimular valores essenciais como o respeito mútuo, o trabalho em equipa, a disciplina e o diálogo.


















Guardas da Revolução iranianos ameaçam “caçar e matar” Benyamin Netanyahu


Guardas da Revolução iranianos ameaçam “caçar e matar” Benyamin Netanyahu. © Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Médio Oriente – Ao 16.º dia do conflito no Médio Oriente, os Guardas da Revolução iranianos declararam que vão “caçar e matar” o primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, intensificando a retórica num momento em que a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irão se intensifica. Enquanto Israel lança novas vagas de ataques contra território iraniano e o Hezbollah no Líbano, Washington mobiliza os aliados para proteger o estratégico estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento mundial de petróleo.

A escalada militar no Médio Oriente entrou numa fase tensa, com o Irão e Israel a trocarem ameaças directas e operações militares cada vez mais intensas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que a guerra “está a intensificar-se e entrou numa fase decisiva”, garantindo que as operações militares vão continuar “durante o tempo que for necessário”.

Do lado iraniano, o discurso mantém-se igualmente firme. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que o conflito só terminará quando Teerão tiver a certeza de que ataques semelhantes não voltarão a acontecer.

A tensão aumentou ainda mais este domingo, 15 de Março, quando os Guardas da Revolução iranianos ameaçaram directamente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometendo “persegui-lo e matá-lo” e classificando-o como um “criminoso assassino de crianças”.

No terreno, o conflito já se estende para além de Israel e do Irão. O exército iraniano afirmou ter lançado ataques com drones contra alvos em território israelita, incluindo uma unidade policial e um centro de comunicações por satélite. Israel respondeu com uma nova vaga de ataques contra infra-estruturas militares no oeste do Irão, numa ofensiva conduzida em coordenação com os Estados Unidos.

O conflito alastrou-se também ao Líbano, onde Israel combate o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas já fizeram pelo menos 826 mortos, incluindo 106 crianças, e mais de 2.000 feridos desde o início da guerra, a 2 de Março. No sul do país registam-se confrontos directos entre forças israelitas e combatentes do Hezbollah, que tentam travar o avanço das tropas.

Perante a deterioração da situação regional, várias potências apelam à contenção. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão instou outros países a evitar qualquer acção que possa alargar o conflito, advertindo contra uma escalada militar que envolveria mais actores internacionais.

Ainda assim, os Estados Unidos reforçam a sua presença na região. O presidente Donald Trump apelou a vários aliados; entre eles França, Reino Unido, Japão e China, para enviarem navios de guerra para proteger o estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos. Washington prepara-se também para escoltar petroleiros nesta rota estratégica, actualmente perturbada pelas tensões com o Irão.

A diplomacia regional tenta evitar um agravamento da guerra. O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros iniciou uma deslocação a vários países do Golfo para coordenar posições e tentar conter a escalada militar.

Por: Lígia ANJOS
rfi.fr/pt

sábado, 14 de março de 2026

O Embaixador de Portugal em Bissau deslocou-se a Bolama para participar na II Feira da Cultura da Lusofonia, promovida pela organização da sociedade civil guineense PRÓ-BOLAMA, que decorre de 13 a 15 de março.

Com um programa diversificado que inclui música

🎶gastronomia 🍲, artesanato 🧵, história 📚 e património 🏛️, a Feira celebra e partilha a riqueza cultural que une os povos do espaço lusófono, promovendo o encontro entre culturas e a valorização das respetivas tradições, em antevisão da celebração do Dia da Cidade de Bolama (18 de março).
A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, no âmbito do acordo de geminação que liga os municipios de Cascais e de Bolama, contribuindo para o reforço dos laços de cooperação, amizade e intercâmbio cultural entre as duas cidades. 🇵🇹🤝🇬🇼
A II Feira da Cultura da Lusofonia vafirma-se, assim, vcomo um importante momento de celebração da língua portuguesa e da diversidade cultural que caracteriza o mundo lusófono.
Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau