quarta-feira, 1 de novembro de 2017

POLÍCIA GUINEENSE RECEBE FORMAÇÃO SOBRE VIOLÊNCIA BASEADA NO GÉNERO

Foto/arquivo
Bissau - Pelo menos 20 elementos da Polícia de Ordem Pública e da Guarda Nacional da Guiné-Bissau vão receber formação sobre igualdade do género e violência baseada no género, informou nesta terça-feira a ONU, citada pela Lusa.

A formação será ministrada pelo Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, através da secção de Estado de Direito, Segurança e Instituições, e decorre até quarta-feira.

O objectivo da formação é fortalecer o conhecimento dos agentes relativo à legislação e procedimentos policiais a ter em casos relacionados com tráfico de seres humanos, violência doméstica, discriminação contra a mulher e combate à corrupção, explicou, num comunicado à imprensa, Teresa Pinto, a oficial da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) responsável pela formação.

No final da formação, que começou na segunda-feira, os agentes guineenses devem aplicar os conhecimentos adquiridos no atendimento às vítimas daqueles crimes. terça-feira a ONU, citada pela Lusa.

TAP VOLTOU A VOAR PARA BISSAU, NO DIA 1 DEZ. DE 2016 - GUINEENSE, JUSTIN...

«OPINIÃO» "TUGAS N'BARCA É BAI, TUGAS DI TERRA FICA" - DR. .JORGE HERBERT

Dr. Jorge Herbert 
Face a publicação de alguns documentos supostamente de entidades oficiais, mal redigidos em Português e opiniões de alguns iluminados e iletrados funcionais, senti necessidade de vir desmistificar alguns complexos guineenses… 

Sendo as línguas ou dialetos, para a população geral de qualquer parte do mundo (com exceção dos linguistas), simples instrumentos de comunicação, portanto de entendimento entre as pessoas, não pode nem deve ser assumido como um barómetro de inteligência ou intelectualidade.

Há um facto inegável. Apesar de ser falado apenas por cerca de 20% da população guineense, o Português continua a ser a língua oficial da Guiné-Bissau, a língua que herdamos dos cinco séculos de colonização portuguesa. Desses 20%, arrisco empiricamente a afirmar que menos de 5% falam e escrevem corretamente a língua de Camões. Os guineenses na sua maioria optam pelo uso do crioulo como meio de comunicação nas suas rotinas diárias, sendo esse o dialecto transversal à uma grande maioria dos guineenses, seja ele Balanta, Fula, Papel, Mandinga ou outra tribo, sendo o português usado apenas nas salas de aula e nas reuniões oficiais. 

A realidade sociolinguística guineense tem algumas peculiaridades, que importa aqui realçar.

A primeira peculiaridade é que a nossa língua oficial é uma língua herdada do colono que, durante a colonização, limitou o seu acesso a uns poucos que eram permitidos acederem aos empregos na administração pública e aos seus descendentes. Em suma, era permitido o acesso à língua de Camões, apenas aos “Assimilados” e, entre esses, havia uns mais e outros menos assimilados, sendo que os primeiros exigiam o uso da língua do colono, mesmo nas rotinas familiares, enquanto outros, preferiam que a família se entendesse em crioulo no seu quotidiano. O que quer dizer que, mesmo entre os “Assimilados”, existiam uns mais assimilados que outros, permitindo a alguns terem melhor domínio da língua que outros.

Aqueles cujos pais não tiveram a sorte de “atravessar a porta” da administração colonial, eram excluídos desse acesso escolar e consequentemente linguístico, independentemente de reunirem capacidades para virem a ser excelentes quadros técnicos ou superiores.

Portanto, penso ser consensual que o critério usado pelo colono no acesso `nossa atual língua oficial, não foi propriamente o mérito e a capacidade dos pais nem dos filhos dos nativos, pelo que incutiram na sociedade a ideia que, aqueles que tinham aprendido melhor os seus hábitos e costumes, principalmente a língua, eram os mais civilizados e, portanto, os superiores ou privilegiados da sociedade.

Tugas n’barca é bai, é leba alguns tugas di terra, é dissa utrus, ku bin n’contra ku santchundadi di PAIGC.

O PAIGC, o partido libertador do país e da sociedade, na sua assunção do poder, não respeitou os valores e princípios ensinados por Cabral, que a luta era para libertar todos os guineenses e que todos os guineenses teriam os mesmos direitos perante o partido e o Estado guineense. Enveredaram pela política de marginalização dos “tugas di terra ku fica”, que até essa altura eram os que asseguravam o funcionamento da máquina administrativa do país e que até seriam útil num período de transição, até o Partido/Estado conseguisse formar mais quadros. Pelo contrário, não houve qualquer política, método ou critério justo para a formação de quadros médios ou superiores, com o objetivo de ter a médio prazo uma sociedade formada e informada. Houve de facto filhos de António ou de N’Bana, mas também houve uma clara discriminação indiscriminada dos Assimilados por, segundo teoria PAIGCista, “terem comido com os tugas e não terem o direito de voltar a comer com o PAIGC”. 

Face a atribuição de bolsas de estudo pelos países amigos, que resolveram apoiar a rápidae necessária formação de quadros para a Guiné-Bissau, o PAIGC, na sua saga discriminatória, selecionou os melhores destinos para atribuição das bolsas de estudo, aos filhos dos dirigentes políticos e militares (portanto, filhos do PAIGC), aos jovens da fileira da JAAC (também previamente selecionados pelo PAIGC) e aqueles que estudaram ou lecionaram na Escola-Piloto. Depois de atribuídos esses destinos aos seus selecionados, sobravam alguns destinos menos apetecíveis, para alguns alunos, “filhos de N’Bana”…

Não tendo priorizado os melhores alunos para os melhores destinos de estudo ou melhores Universidades do mundo ocidental, num período fulcral da necessidade de rápida formação de quadros competentes para o país, o PAIGC cometeu o erro estratégico, o que faz com que o partido libertador seja o único responsável pela deriva formativa do nosso país e por alguns complexos e complexados que ainda hoje digladiam na nossa sociedade.

A sociedade guineense ainda tem outra peculiaridade, que é o fato do país encontrar-se “encravado” entre países francófonos, sofrendo portanto forte influência linguística desses países, principalmente no que concerne ao comércio transfronteiriço. Essa peculiaridade é agravada pelo facto de os nossos ex-colonizadores nunca se terem preocupado em ter uma política séria de imposição e desenvolvimento da nossa língua comum, o que faz com que a língua francesa também vá marcando a sua posição na nossa sociedade…. 

Voltando aos critérios de seleção dos estudantes para a atribuição das Bolsas de Estudo, os descendentes PAIGCistas escolhidos para a pátria de D. Afonso Henriques muito passearam, frequentaram discotecas, comeram bacalhau e ouviram fados, sendo que muitos até tiveram direito à mais que uma bolsa de estudo, até para destinos diferentes, face às consecutivas reprovações. A maioria deles não conseguiu adquirir um diploma de qualquer das Universidades frequentadas, mas voltaram à Guiné-Bissau e tiveram a facilidade de emprego, até em lugares de destaque no aparelho do Estado, não só por serem filhos ou sobrinhos de “Djintons” como também, pelo facto de tanto comerem bacalhau, ouvirem fados e namorarem umas portuguesas, conseguiram adquirir a necessária fluência na língua de Camões que, para eles e seus progenitores que, por sinal, ate correram com os colonos, bastava para intrujar uma sociedade deficitária de quadros técnicos e superiores.

Contrariamente, houve aqueles que, tendo tido uma formação de base deficitária da língua oficial do país, tiveram que ir estudar para um país de leste ou francófono e por conseguinte não comeram tantos bacalhaus nem ouviram tantos fados e as brancas com que trocaram secreções eram russas, ucranianas, francesas ou de outras nacionalidades que não lusas. Esses quadros, mesmo tendo terminado brilhantemente os seus cursos universitários, regressaram o país e são menosprezados por aqueles novos “tugas di terra”, que acham que o domínio da língua de Camões é suficiente para se sentirem superiores e são eles que se apressam em encher a boca e afirmar que se trata da nossa língua oficial, por isso é obrigatório o seu domínio! Podem até terem sido umas nódoas nas faculdades portuguesas e europeias por onde passaram, mas porque até são fluentes no uso da língua oficial, sentem-se melhores ou até superiores a muitos que passaram pelo crivo da Universidade por onde estudaram e terminaram os seus cursos com êxito!

Reactivamente, esses quadros que se formaram nos países não lusófonos, também têm os seus complexos e reservas em relação a todos “os que vêm” de Portugal, seja ele um bom ou mau quadro.
E volto a repetir que o único culpado pela existência dessa divisão social entre os quadros guineenses, foi e continua a ser o PAIGC.

Para terminar, reforço a ideia que, a fluência numa língua, mesmo sendo ela a nossa língua oficial, nunca deve ser o principal critério para validar o conhecimento e a capacidade de um quadro, Podemos ter quadros excelentes nas suas áreas de formação, mas não serem fluentes na língua oficial, da mesma forma que podemos ter quadros paupérrimos nas suas áreas de formação mas com facilidade na articulação verbal e escrita da nossa língua oficial.

Quem não percebe isso, percebe pouco da realidade social e formativa da Guiné-Bissau.

Djitu ka tem, mas i tem k tem gora dê!


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«CAMPANHA DE CAJU» "SESSENTA POR CENTO DOS INTERMEDIÁRIOS SOFRERAM PREJUÍZOS DEVIDO AUMENTO BRUSCO DO PREÇO", DIZ QUECUTÓ BAIO



Bissau, 01 Nov 17 (ANG) – O Presidente Interino da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANIN-GB) afirmou hoje que a alteração brusca de preço de cajú prejudicou cerca de 60 por cento dos seus associados.

Em entrevista exclusiva à ANG, Quecuta Baió disse que o preço de mil francos por quilograma de cajú solicitado pelo Chefe de Estado afectou gravemente os contratos firmados entre intermediários e exportadores. 

Acrescentou que muitos intermediários resolveram devolver o dinheiro ao patrão e alguns ratificaram o contrato graças a intervenção do Presidente cessante da ANIN-GB.

Quecuta Baió disse que três dos seus associados lhe informou que até ao momento existem cerca de 300 toneladas de castanha de cajú nos armazéns a espera de comprador.

Lembrou que no mesmo período do ano transacto toda a castanha já tinha sido exportada.
Aquele intermediário disse que o preço de mil francos por quilograma ajudou bastante os produtores mas prejudicou os intermediários. 

Sugere ao governo para não alterar as regras no meio da campanha no próximo ano e pede que, antes do inicio da campanha, sejam convocados todos os atores da fileira de cajú, nomeadamente Associação das Mulheres de Actividade Económica (AMAE), dos Intermediários de Negócios(ANIN-GB), dos Agricultores(ANAG), para juntos fixarem o preço da castanha e evitar as alterações repentinas. 

Conodsba/ANG/JD/ÂC/SG

«ATENTADO EM NOVA IORQUE» DONALD TRUMP REAGIA ASSIM A ATAQUE QUE DEIXOU OITO MORTOS

Sayfullo Saipov, autor do atentado em Nova Iorque
O Presidente americano, Donald Trump, ordenou, na noite de terça-feira, 31, que o Departamento de Segurança Nacional "endureça" os vetos a cidadãos estrangeiros depois de ser divulgado que o autor do atentado que matou oito pessoas em Nova Iorque é um imigrante do Uzbequistão.



"Acabo de ordenar ao [Departamento de] Segurança Nacional que endureça o nosso programa de vetos, que já é extremo. Ser politicamente correcto é bom, mas não para isto!", escreveu o Presidente no Twitter.

A Casa Branca deverá revelar detalhes da medida nesta quarta-feira, 1 de Novembro.

Pouco antes, Trump referiu-se noutra mensagem ao Estado Islâmico, apesar de o grupo terrorista não ter reivindicado, por enquanto, o ataque em Nova Iorque.

"Não devemos permitir que Estado Islâmico volte, ou entre, no nosso país depois de derrotá-los no Médio Oriente e noutros lugares", afirmou Trump.

O ataque aconteceu no sul de Manhattan, numa via próxima do memorial do World Trade Center, construído após o atentado de 11 de Setembro de 2001.

O ataque de ontem deixou oito mortos, entre eles cinco argentinos, e 11 feridos.

O autor Sayfullo Saipov está detido.

Conosaba/Voa





EUA: POLÍCIA ENCONTRA CORPO EM ARMÁRIO. SUSPEITO DIZ QUE É BONECA INSUFLÁVEL



Corpo será da namorada do suspeito

Apolícia da Florida foi chamada a comparecer numa casa em Miami depois de uma mulher ter reportado um cheiro estranho e intenso no quarto do filho.

Quando a polícia chegou ao local, Jerome Wright, de 32 anos, saiu do quarto nu e suado, alegando estar a sentir-se mal. Ao vasculhar o quarto do homem, os agentes encontraram o corpo de Deanna Clendinen, de 52 anos, no armário do mesmo.

A mulher seria, segundo o New York Daily News, namorada de Jerome.

Segundo a polícia, o corpo tinha um corte no estômago e vários órgãos internos tinham sido retirados. Estes foram, mais tarde, encontrados num caixote do lixo.

Quando Jerome tentou justificar o cenário encontrado no quarto, disse que se tratava tudo de coisas compradas na internet e que o corpo era, somente, uma boneca insuflável. Acrescentou, ainda, que não via a namorada há cinco meses.

Conosaba/noticiasaominuto


SITUAÇÃO DO CASAMENTO FORÇADO NA GUINÉ-BISSAU É PREOCUPANTE - ONG


A situação do casamento forçado na Guiné-Bissau é preocupante e continua a generalizar-se por todo o país, denunciou hoje à agência Lusa o secretário-executivo da Associação Amigos da Criança (AMIC), Laudolino Medina.

"Esta situação é preocupante, até porque continua a generalizar-se no país. O casamento forçado na Guiné-Bissau está muito ligado com o fenómeno do casamento precoce e os dois confundem-se. É um fenómeno real que cruza a fronteira de todas as etnias na Guiné-Bissau", explicou Laudolino Medina.

Segundo o responsável, há vários estudos que revelam "dados gritantes" sobre o fenómeno.

"Por exemplo, o último diagnóstico feito pelo consórcio Casa dos Direitos revelou que cerca de 41% das mulheres não tiveram oportunidade de escolher os seus maridos", destacou.

Laudolino Medina explicou também que segundo a legislação guineense, a idade para casar é a partir dos 16 anos, mas a Guiné-Bissau ratificou todas as convenções internacionais sobre os direitos das crianças e todas elas estipulam que a idade para casar é a partir dos 18 anos.

"Isso contraria gravemente a nossa disposição legal. Temos trabalhado para recomendar a revisão da lei e harmonizá-la com as convenções internacionais", disse.

Apesar de já ter recebido garantias de que a lei será alterada e o casamento forçado e precoce passará a ser criminalizado, é preciso esperar que o parlamento do país, encerrado há dois anos devido a divergências políticas, volte a funcionar.

"Esta é uma triste realidade na Guiné-Bissau", lamentou, referindo-se também ao facto de o Estado guineense não se preocupar com as suas crianças.

Conosaba/Lusa