sexta-feira, 27 de outubro de 2017

RAJOY DESTITUI GOVERNO CATALÃO E ANUNCIA ELEIÇÕES PARA 21 DE DEZEMBRO



Após o conselho de ministros extraordinário, Mariano Rajoy anuncia as primeiras medidas do artigo 155.º da constituição espanhola. "Destitui Puidgemont e convoquei eleições", acaba de anunciar o primeiro-ministro espanhol.

Ochefe do Governo central, Mariano Rajoy, anunciou as primeiras medidas do artigo 155.º da Constituição espanhola, ao final da tarde desta sexta-feira. A primeira delas, declarou numa curta declaração aos jornalistas, é a "destituição do presidente e vice-presidente da Generalitat, Carles Puigdemont e Oriol Junqueras, respetivamente". Esta é a forma de travar "a escalada de desobediência à Constituição espanhola", vincou.

Nas medidas enunciadas, Rajoy apontou também a extinção dos ministérios da Generalitat, e das delegações no exterior, na sequência da declaração de independência unilateral da Catalunha, que classificou como “dolorosa, triste e angustiante”.

Neste sentido, esclareceu, serão os ministérios correspondentes do governo central espanhol a assumir, a partir de agora, "as responsabilidades que estavam sob a alçada dos órgãos administrativos catalães".

Além disso, e por considerar "urgente dar voz a todos os catalães para que possam decidir o seu futuro e, deste modo, que ninguém possa cometer ilegalidades em seu nome", Rajoy declarou: "Convoquei eleições regionais para o dia 21 de dezembro".

O Estado, garantiu, dispõe de meios suficientes para recuperar a normalidade e dissolver "de forma pacífica e moderada" qualquer tipo de ameaça à convivência.

Rajoy disse ter constatado que no parlamento regional catalão impuseram-se "os partidários do 'quanto pior melhor', os que levaram a Catalunha a um beco sem saída" e que liquidaram "um 'catalanismo' integrador que foi motor de progresso em toda a Espanha".

Paralelamente, o executivo em Madrid decidiu apresentar junto do Tribunal Constitucional um requerimento a pedir a nulidade da declaração de independência aprovada pelo Parlamento regional catalão.

O Tribunal Constitucional espanhol já se reuniu hoje à tarde para admitir o recurso que foi apresentado pelo Partido Socialista Catalão contra a realização do plenário do parlamento regional da Catalunha no qual foi hoje votada a independência.

A máxima instância judicial espanhola deu três dias ao procurador e ao Parlamento regional para que deixem sem efeito a votação.

Destituídos foram ainda, e além de Puigdemont e Junqueras, os ministros da presidência e porta-voz do governo, Jordi Turull, das Relações Exteriores, Raül Romeva, do Território e Sustentabilidade, Josep Rull, do Ensino, Clara Ponsatí, do chefe de governo, Administração Pública e Habitação, Meritxell Borràs, do ministro da Saúde, Antoni Comín, do Trabalho, Assuntos Sociais e Família, Dolors Bassa, do Interior, Joaquim Forn, da Cultura, Lluís Puig, da Justiça, Carles Mundó, e da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação, Meritxell Serret.

O chefe do Governo espanhol anunciou ainda que o Conselho do Ministros extraordinário, desta tarde, decretou também a "destituição do diretor dos Mossos d'Esquadra, Pere Soler, bem como do secretário-geral do Ministério do Interior".

Estas medidas, explicou Rajoy, são uma forma de “restaurar o governo autónomo que foi liquidado pelas decisões do governo catalão". A fechar a sua declaração, o primeiro-ministro espanhol deixou uma palavra de agradecimento ao líder do PSOE, Pedro Sánchez, e dos Ciudadanos, Albert Rivera, "por concordarem com as medidas de aplicação imediata do artigo 155.º da Constituição espanhola".

Após esta declaração aos jornalistas, na sua página na rede social Twitter, Rajoy lamentou toda esta "jornada triste".

Conosaba/noticiasaominuto

DEPUTADOS CATALÃES APROVAM DECLARAÇÃO UNILATERAL DA INDEPENDÊNCIA



Os deputados catalães votaram esta tarde a favor da declaração unilateral da independência. Cantou-se o hino da Catalunha no parlamento regional. Milhares de pessoas festejam agora nas ruas

Os deputados catalães disseram esta tarde 'Sim' à declaração unilateral da independência da Catalunha e a separação de Espanha, numa votação sem a presença dos principais partidos que se opõem à proposta, que abandonaram a sala minutos antes.

O projeto de declaração unilateral de independência foi aprovado por 70 votos a favor, 10 contra e dois em branco, num órgão composto por um total de 135 deputados.

“Sim. Ganhámos a liberdade para construir um novo país”, reagiu o vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, na sua conta do Twitter.

Junqueras voltou também a partilhar um tweet publicado na mesma rede social no dia da tomada de posse de Carles Puigdemont, a 10 de janeiro de 2016, com a seguinte frase, “Com humildade, firmeza e coragem começamos uma viagem através da história. Nós ganhámos a liberdade!”

Antes do início da votação, os deputados dos partidos mais importantes que defendem a continuação da união com Espanha, em minoria, abandonaram a assembleia, deixando algumas bandeiras de Espanha nos lugares que antes ocupavam.

A votação no parlamento catalão ocorreu antes de o Senado espanhol em Madrid, ainda esta tarde, aprovar a intervenção na Catalunha para restabelecer a "legalidade institucional".

Mais de 200 presidentes de câmara da Catalunha deslocaram-se esta sexta-feira ao parlamento regional para manifestar o seu apoio aos partidos separatistas que vão submeter a votação uma moção declarando formalmente a independência da região.

Liderados pelo presidente da Associação Catalã de Municípios e presidente da câmara de Premià de Mar, Miguel Buch, e pela presidente da Associação de Muncípios pela Independência e presidente da câmara de Vilanova i la Geltrú, Neus Lloveras, os autarcas celebraram um breve ato no auditório do parlamento, antes do início da sessão.

Buch afirmou que o dia desta sexta-feira representa um "ponto parágrafo" na história da Catalunha e sugeriu aos autarcas presentes fazerem mais tarde "uma performance" para mostrar o apoio à independência.

Lloveras destacou por seu turno o papel dos municípios, afirmando que "sem o mundo municipal, não se teria chegado onde se chegou hoje". Após as intervenções, os autarcas lançaram gritos de "independência".

Cerca de 12.000 pessoas, segundo a polícia, juntaram-se frente ao parlamento regional para acompanhar o plenário em direto pelos três écrans gigantes instalados no parque da Ciudadela.

Conosaba/expresso

«CADEIRAS, JÁ COMEÇARAM A VOAR EM ANGOLA!» JOÃO LOURENÇO EXONERA GOVERNADOR DO BANCO NACIONAL ANGOLANO


O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe, foi hoje exonerado pelo chefe de Estado, João Lourenço, que nomeou para o mesmo cargo José de Lima Massano, que regressa às funções que ocupou até janeiro de 2015.

A informação consta de uma nota da Casa Civil do Presidente da República, enviada hoje à agência Lusa, dando conta que a exoneração foi a pedido do próprio Valter Filipe, que tinha sido nomeado para o cargo, ainda pelo anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, em março de 2016.

O seu sucessor, José de Lima Massano, deixa as funções de presidente do conselho executivo do Banco Angolano de Investimentos (BAI), cargo a que regressou em 2015, quando deixou o BNA.

Conosaba/abola

ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PÚBLICOS DA GUINÉ-BISSAU CHEGAM A ACORDO COM GOVERNO



Os trabalhadores dos órgãos de comunicação social públicos da Guiné-Bissau e o Governo chegaram a acordo, disse esta sexta-feira à agência Lusa o presidente do sindicato que os representa.

Os trabalhadores dos órgãos de comunicação social públicos da Guiné-Bissau e o Governo chegaram a acordo, disse esta sexta-feira à agência Lusa o presidente do sindicato que os representa, Francisco Indeque.

O Governo comprometeu-se ainda hoje a dar 12 computadores à Agência Noticiosa da Guiné, à Rádio Nacional e ao jornal No Pintcha e a instalar Internet na agência e na rádio”, afirmou Francisco Indeque, presidente do sindicato que representa os jornalistas e técnicos de comunicação social da Radiodifusão nacional (RDN), Televisão da Guiné-Bissau (TGB), jornal No Pintcha e Agência Noticiosa da Guiné (ANG).

O sindicato e o Governo chegaram a acordo na quinta-feira ao final do dia, depois de Francisco Indeque ter convocado uma nova greve da comunicação social de cinco dias.

Segundo Francisco Indeque, o Governo comprometeu-se também a entregar até 15 de novembro duas viaturas para transporte de pessoal para a rádio e televisão.

“Os outros pontos constantes do pré-aviso de greve estão a ser trabalhados entre uma comissão que representa o sindicato e o Governo”, disse.

Os jornalistas dos órgãos de comunicação social públicos guineenses têm recorrido à greve para reivindicar o cumprimento de um acordo assinado em setembro com o Governo guineense, que prevê a melhoria das condições de trabalho.

“Um aspeto importante é que as negociações foram conduzidas pelo ministro de Estado e do Interior Botche Condé com a presença do ministro da Comunicação Social, Vitor Pereira”, salientou Francisco Indeque.


«PDD» NOTA DE IMPRENSA



O Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD) vem tornar público a resolução saída da reunião da Comissão Política Nacional e para o efeito vem exigir o que se segue:

a) Ao Senhor Ministro da Educação Nacional que venha explicar quando o ano letivo terá início efetivo, pois não é suficiente a abertura formal. As salas de aulas continuam encerradas sem dia definido para início;

b) Ao Senhor Ministro da Energia, exigimos que se demita, pois não tem competência para dirigir o sector, facto que se verifica claramente com uma crescente e permanente falta de energia e água na cidade;

c) Aos Senhores Ministros da Função Pública e das Finanças que imponham uma maior celeridade e competência na gestão da questão salarial, porquanto a situação criada é insustentável e inaceitável para todos os que labutam cada dia como funcionário público;

d) Ao Senhor Presidente da República, exigimos um esclarecimento ao Povo, em como o projeto público “Mon na lama” se transformou numa fundação privada de que o Senhor Presidente é proprietário.

A idoneidade e ética exigidas aos titulares dos cargos públicos impõe este esclarecimento.

O PDD reserva o direito de impugnar judicialmente esta alteração se não se prestar esclarecimentos ou se estes não forem convincentes e denotarem claramente um desvio de fundos públicos para interesses particulares.

Feito em Bissau aos vinte e seis dias de outubro de dois mil e dezassete.

A Comissão Politica


EX-CAPITÃO DOS “DJURTUS” BOCUNDJI REVELA SER VÍTIMA DE CONSPIRAÇÃO NO CAN-2017


Nove meses depois do CAN Gabão-2017, o ex-capitão da Seleção nacional, Bocundji Cá, revelou, esta quarta feira, 25 de Outubro 2017, que foi “retalhado” pelo Comité executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau e pela equipa técnica por ter reivindicado as dívidas dos jogadores que participaram na fase de apuramento ao CAN 2017.

Bocundji Cá que não teve nenhum minuto na maior prova africana em futebol que decorreu no princípio deste ano no Gabão, disse ser vítima de uma conspiração dos membros do Comité Executivo, por ter revelado ao Presidente da República, José Mário Vaz o montante das dívidas contraídas com jogadores durante a fase do apuramento.

Falando a Rádio Jovem, Bocundji Cá refutou as declarações do Diretor Executivo da Seleção Nacional, Catio Baldé, durante uma entrevista à Rádio Capital, na qual este ter-lhe-á acusado de ter solicitado ao Presidente da República a sua substituição no cargo do Secretário executivo da seleção, devido à proximidade com o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira. Bocundji Cá nega as declarações de Catio e considera que este não tem moral de o criticar.

“Eu reivindiquei apenas as dívidas contraídas com os jogadores durante a fase de apuramento. Catio não tem moral de falar da minha pessoa nos órgãos de comunicação social”, defendo o atleta.

Cá disse ser defensor do país até última hora e considerou de injusto o facto de um jogador que não tenha participado na fase de apuramento receber mesmo montante que os que participaram em todos os jogos. O atleta que assinou contrato recentemente com Sporting de Bastiã de França disse ser uma das primeiras personalidades do país a acreditar no projeto da seleção nacional, quando ninguém ousou o fazer, abdicando das “ofertas atentatórias” das poderosas seleções de Senegal e Guiné-Conakry.

O ex-médio dos Djurtus teceu ainda duras críticas ao Diretor Executivo da Seleção nacional e dos membros da Federação de Futebol que, na sua opinião, não sabem nada do futebol. Cá disse ser incompatível, Catio Baldé enquanto empresário de futebol desempenhar as funções de diretor executivo da seleção nacional. O ex-capitão disse que não queria abordar esse assunto há muito tempo, porque tinha consciência de que não era eticamente correto revelar ao público os assuntos do balneário.

“Sei que o que passa no balneário é barraca de fanado, não se revela ao público, mas como Catió decidiu levá-lo ao público, então vamos revelar tudo”.

Acusou Catió Baldé de estar na seleção nacional de futebol para tirar proveito para os seus interesses económicos.“Catió não pode estar a bater portas dos jogadores a pedir que assinem contrato com ele, porque lhes fará jogar no CAN”, revelou.

Bocundji adiantou ainda que depois de terem recebido mais de 300 milhões de Francos CFA da Presidência da República, houve alguns dirigentes federativos que queriam apoderar do dinheiro para seu uso pessoal, uma situação que disse ter recusado. Segundo Cá, muitos jogadores que participaram na campanha de apuramento para CAN Gabão 2017 ainda não receberam os seus subsídios.

Recorda-se que dias depois do regresso da caravana nacional ao país, o médio guineense teve um encontro com imprensa com propósito de divulgar as razões da sua não utilização no campeonato africano das nações, mahttp://faladepapagaio.blogspot.pt/s acabou por não abordar o assunto, devido conselhos que terá recebido em não provocar um mal-estar no balneário. 

Por: Alcene Sidibé

Conosaba/http://faladepapagaio.blogspot.pt//OdemocrataGB

POP GARANTE SEGURANÇA NOS COMÍCIOS POPULARES DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Foto/arquivo

Ministério do Interior guineense promete tomar “todos os dispositivos necessários” para assegurar a realização dos três (03) comícios populares projectados pelos partidos políticos democráticos congregados no espaço de concertação

O comício está previsto para os próximos dias 27, 28 e 29 de Outubro corrente, em diferentes círculos eleitorais da capital Bissau.

A informação é avançada aos jornalistas pelo comissario nacional da Polícia da Ordem Pública (POP), Celso de Carvalho, durante uma conferência de imprensa realizada, esta quinta-feira (26), numa das salas do referido ministério.

“O ministro de Estado e do Interior, Botche Candé, autorizou ao Comissariado Nacional da Polícia da Ordem Pública e a Guarda Nacional para tomar todos os dispositivos para assegurar os três comícios dos partidos políticos congregados no espaço de concertação, então nós vamos assegurar a realização destes comícios que estão previstos para o largo da metrologia, campo da Lala Queima e na praça de Bandim”, promete.

Por outro lado Comissario nacional da POP chamou atenção a comissão organizadora do comício a tomarem em consideração aos supostos infiltrados que podem criar um clima contrário aos objectivos da realização do comício.

“Queremos chamar atenção aos organizadores destes comícios para tomarem em consideração e para evitarem qualquer infiltração de supostas pessoas que muitas das vezes criam os actos para além do que era previsto”, adverte.

Celso adverte, no entanto, que o Comissariado da POP está preparado para desmantelar as situações mencionadas em cima.

“Vamos garantir toda a condição de segurança necessária para realização deste acto, mas em contrapartida esperamos que as pessoas nos compreendem neste sentido”, reafirma. 

Os comícios populares previsto que devem começar um pouco menos de 24 horas, organizado pelos partidos políticos democráticos congregados no espaço da concertação, pretende, entre ouros aspectos, pressionar o presidente da república a cumprir o acordo de Conacri, assinado em Outubro do ano passado, e consequentemente o retorno a normalidade constitucional.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga/radiosolmansi com Conosaba