terça-feira, 26 de setembro de 2017
«FOTOS/JOMAV» DATA DA INDEPENDÊNCIA - DA GUINÉ-BISSAU - 2017
Presidente da República:
Hoje celebramos 44º aniversário da nossa Independência, saúdo e felicito a todos e cada um dos guineenses, onde quer que se encontrem, por mais este aniversário da Independência, da Libertação, da Soberania e da Identidade. Este é um momento de reflexão, hora para fazer balanços, parar, pensar, e quando necessário, mudar de rumo.
Este ano, celebramos o Dia da Independência Nacional sob o lema “Juntos pela soberania, em busca de soluções nacionais para o desenvolvimento”. Este lema justifica-se e constitui hoje a nossa grande preocupação.
Em memória, o meu reconhecimento e eterno agradecimento a todos quantos sacrificaram a própria vida para que – com imenso orgulho nosso – a Guiné-Bissau seja hoje um Estado livre e soberano no concerto das nações.
Os nossos valorosos Combatentes da Liberdade da Pátria, por uma causa lutaram, por um futuro melhor lutaram e por um país melhor, lutaram.
Devemos novamente revisitar os fundamentos que estiveram na base da nossa vitória na luta pela independência. Caso contrário, estamos perdidos.
(…)
A solução da crise não está na Comunidade Internacional. Ela está entre os guineenses.
Afinal de contas, há também uma Guiné-Bissau positiva, Uma Guiné-Bissau em que os seus melhores filhos estão a fazer a diferença.
Renovo os meus mais profundos sentimentos de crença na Guiné do futuro que hoje vos proponho.
Obrigado a todos por nos acompanharem.
Viva a Independência Nacional!
Este ano,a Guiné-Bissau celebrou o Dia da Independência Nacional sob o lema “Juntos pela soberania, em busca de soluções nacionais para o desenvolvimento.
JOÃO LOURENÇO GARANTE LUTAR CONTRA CORRUPÇÃO E INVESTIR NOS JOVENS
No discurso de posse, sem presença da oposiçao, pediu mais debate na imprensa pública e maior participação da sociedade civil
O novo Presidente de Angola, empossado nesta terça-feira, 26, em Luanda, garantiu que irá cumprir a promessa feita na campanha de lutar contra a corrupção que, segundo ele, “grassa as instituições do Estado”.
No seu discurso de posse, João Lourenço reiterou que esta será “uma das mais importantes frentes de luta” porque a corrupção “tem um impacto negativo directo no Estado” e que ameaça os alicerces do país.
Ao apresentar como lema da sua magistratura “renovação e transformação na continuidade, melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, o mesmo usado na campanha eleitoral, Lourenço alertou que o Estado deve servir a todos, independentemente das suas opções políticas.
No discurso de 47 minutos, o novo Presidente angolano prometeu uma “maior aproximação aos sindicatos, organizações não governamentais e parceiros do Executivo”, de modo a promover uma presença mais activa da sociedade civil.
Imprensa aberta e com opiniões diferentes
Embora tenha reconhecido a melhoria registada na comunicação social nos últimos anos, João Lourenço defendeu uma maior abertura e prometeu reforçar os órgãos públicos para que levem uma informação fidedigna a todo o território angolano.
“Estamos conscientes de que há muito por fazer e que estamos longe de atingir o ideal”, reconheceu Lourenço que desafiou os órgãos públicos a uma maior abertura, que “aprendam a conviver com a crítica e a diferença de opiniões e que provoquem o debate de ideias”.
O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo, na óptica de Lourenço, para quem “é nossa responsabilidade construir uma Angola próspera”.
Inserção e diáspora
Entre várias tarefas que disse ter pela frente, o Presidente indicou a reforma do Estado, a diversificação da economia e o reforço da democracia, e defendeu o diálogo como forma de encontrar soluções.
A inserção de Angola no mundo, segundo Lourenço, pressupõe relações bilaterais e multilaterais fortes na região e com todos os países que primem o seu relacionamento pela independência de Angola e não ingerência nos assuntos internos do país.
A diáspora angolana também foi citada pelo Presidente que prometeu uma atenção maior de modo a que participe no desenvolvimento do país.
Jovens no centro e mulheres a ombrear com os homens
João Lourenço colocou uma tónica especial na juventude que “estará no centro da nossa atenção porque apostar nos jovens é apostar no nosso futuro”.
Neste sentido, prometeu investir na educação e formação técnica e profissional dos jovens, e, para o efeito, garantiu que serão alocados recursos neste sentido.
Depois de uma incursão pelos diversos sectores do país, João Lourenço defendeu que as “mulheres devem ter o direito de ombrear com os homens em todos os sectores”.
Adeus de Santos e sem oposição
João Lourenço foi empossado no Memorial António Agostinho Neto, na presença de quase 30 chefes de Estado e de Governo e de milhares de participantes.
Ele prestou juramento à nação, com a mão direita sobre a Constituição da República de Angola, assinando o termo de posse.
Depois recebeu do Presidente cessante o colar presidencial, assumindo assim o lugar anteriormente ocupado por José Eduardo dos Santos.
No seu discurso, Lourenço agradeceu o trabalho desenvolvido por Santos.
João Lourenço é o terceiro Presidente da República depois de António Agostinho Neto (1975-1979) e José Eduardo dos Santos (1979-2017).
Refira-se que, como tinham prometido, os partidos da oposição, UNITA, CASA-CE, FNLA e PRS, não comparecem à cerimónia de posse.
Conosaba/Voa
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