segunda-feira, 21 de agosto de 2017

SOU MUÇULMANO, MINHA MULHER É CATÓLICA, COMO POSSO DIVIDIR O PAÍS? -- PM GUINEENSE, GENERAL UMARO SISSOCO EMBALÓ



O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, recusou hoje acusações de estar a dividir o país, sublinhando que é muçulmano, mas a mulher é católica e que na Guiné-Bissau "há pessoas" que não podem chefiar o Governo.

"Eu sou fula, sou muçulmano, mas minha mulher é católica. Não sei como posso dividir este país. Se tenho uma mulher (católica) que partilha o mesmo teto comigo, a mesma casa, como é que eu posso. Isso foi sempre um sentimento dos guineenses", afirmou em entrevista à agência Lusa, Umaro Sissoco Embaló, quando questionado sobre acusações de estar dividir o país.

Para Umaro Sissoco Embaló, na Guiné-Bissau "há pessoas que não podem ser primeiro-ministro".

Conosaba/Lusa

GOVERNO GUINEENSE ESPERA CHEGAR A ACORDA SOBRE PESCAS COM A UE EM SETEMBRO


O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje à agência Lusa que espera chegar a um acordo com a União Europeia sobre as pescas no próximo mês de setembro.

"Estamos a negociar e penso que no próximo mês vamos concluir os acordos onde nós não vamos pretender lesar a União Europeia, nem a União Europeia lesar a Guiné-Bissau, que nunca foi o caso", afirmou.

O primeiro-ministro guineense explicou também que a União Europeia é um "grande parceiro" do país, mas que o acordo de pescas não era negociado há uns anos.

"Cada Governo que vem tem a sua visão e a sua forma de negociar e de estar", disse.

A União Europeia e a Guiné-Bissau não conseguiram chegar a acordo sobre o novo acordo de pesca na quarta ronda de negociações.

A 30 de junho, fonte europeia informou que a quarta ronda de negociações do acordo de pescas entre a União Europeia e a Guiné-Bissau foi marcada por "divergências", nomeadamente a nível da contrapartida financeira europeia.

No entanto, segundo a mesma fonte, as duas partes mostraram vontade de regressar em breve às negociações, de modo a ultrapassar questões financeiras e técnicas que permitam a entrada em vigor do acordo, em novembro.

A contrapartida financeira que a União Europeia (UE) paga para os seus navios, nomeadamente portugueses, poderem pescar nas águas guineenses é "a principal divergência", salientou a fonte europeia.

Bruxelas contribui com 9,5 milhões de euros anuais (os acordos são renegociados a cada quatro anos) e Bissau quer ver essa verba aumentada.

A Comissão Europeia quer que a contribuição financeira "seja baseada numa avaliação séria e mais realista dos preços e modalidades".

Por outro lado, segundo a mesma fonte, falta o acordo para aplicar um sistema de quotas de pesca, tendo Bruxelas declarado a sua disponibilidade para ajudar a Guiné-Bissau a nível técnico, no sistema eletrónico de controlo das capturas.

No entanto, a UE considera que o Sistema de quotas proposto pela Guiné "colocaria um peso desproporcional sobre a frota da UE, o que tornaria suas atividades economicamente inviáveis".

Já Bissau, através do seu ministro das Pescas, Orlando Viegas, afirmou que o Governo guineense considera "pouco o que a União Europeia paga para ter acesso aos recursos" do país.

Conosaba/Lusa

«GENERAL NO COMANDO» PM GUINEENSE AFIRMA QUE RELAÇÃO COM PORTUGAL ESTÁ "MUITO BEM E CONTINUARÁ"



O chefe do Governo guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou hoje que a relação com Portugal está "muito bem e continuará" e mesmo que haja "discórdia" não significa que os dois países sejam "inimigos".

"A relação com Portugal está muito bem e continuará, mas eu tenho uma política e uma forma de estar. Eu não sou do domínio de ninguém, eu sou um homem independente", disse em entrevista à agência Lusa Umaro Sissoco Embaló.

Segundo o primeiro-ministro guineense, "não há problemas entre a Guiné-Bissau e Portugal".

"Pode haver discórdia, mas isso não significa que somos inimigos", salientou.

Em relação à suspensão das atividades e corte do sinal das emissões da RTP na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro disse que já deu orientações ao ministro da Comunicação Social para a situação ser ultrapassada.

"Já dei orientações ao meu ministro da Comunicação Social para se sentar com o homólogo dele português porque aquilo não se trata ao meu nível, porque o meu colega lá em Portugal é o Costa (António Costa, primeiro-ministro português). Já dei instruções para se sentar com o ministro da Cultura para ver como é que podem ultrapassar a situação, para mim é uma situação júnior", explicou.

O Governo guineense suspendeu a 30 de junho as atividades da RTP na Guiné-Bissau e cortou o sinal que permite ouvir e ver a RDP África e RTP África em sinal aberto no país, alegando ser necessário a revisão do acordo de cooperação naquele setor.

Conosaba/Lusa

domingo, 20 de agosto de 2017

NUNO GOMES NABIAM: ENCONTRO COM A COMUNIDADE GUIANENSE EM PORTUGAL ADIADO


O Encontro com a Comunidade Guineense radicada em Portugal e Estudantes que estava previsto para o dia 26 de Agosto/17 na Universidade Lusófona-Lisboa foi ALTERADO PARA DIA 30 DE AGOSTO ÀS 15H00 NO AUDITÓRIO DA MESQUITA CENTRAL DE LISBOA, NO PISO 2.


GUINEENSES FEITOS ESCRAVOS NA LÍBIA




Durante esta denuncia que se encontra nas redes sociais, nomeadamente na pagina do Facebook de Braima Camara, são relatados casos de abusos sexuais, trafico de pessoas, mal tratos, entre muitas outras barbaridades cometidas aos cidadãos guineenses. 

O denunciante, pede a actuação das autoridades guineenses no sentido de resgatar as vitimas. Ainda o denunciante, informa que as vitimas chegaram à Líbia por intermédio de um amigo que lhes indicou esta via que serviria de plataforma para chegar à Europa, mas que acabaram sendo alvos de uma rede que escraviza Africanos. 

Alguns cidadãos aconselham que o video que está na pagina do Facebook de Braima Camara, seja enviada para as Nações Unidas, e a organização de Defesa dos Direitos Humanos, acompanhado de uma carta a relatar o ocorrido e a solicitar uma rápida intervenção. 

A liga dos direitos humanos também deve fazer o seu papel, juntamente com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e toda a sociedade civil guineense. 

Fonte: Gaio Martins Batista Gomes/http://faladepapagaio.blogspot.pt/

Conosaba do Porto

REI DE MARROCOS INDULTA 415 PESSOAS, 13 DELAS CONDENADOS POR TERRORISMO



O rei de Marrocos, Mohammed VI, indultou hoje 415 pessoas, entre as quais 13 condenadas por terrorismo, por ocasião de uma festa nacional que hoje se celebra, indicou fonte oficial.

O soberano marroquino "quis realmente dar o seu perdão a 415 pessoas condenadas por diferentes tribunais do reino, algumas das quais estavam na prisão e outras em liberdade", disse o ministério da Justiça em comunicado.

No dia do 64.º aniversário da "Revolução do rei e do povo", celebrado a 20 de agosto, o rei de Marrocos concedeu igualmente o seu perdão a 13 reclusos "condenados em casos de terrorismo e participantes no programa Mossalaha (reconciliação)", e um condenado beneficiou de uma "comutação da sua pena de morte para uma pena de 30 anos".

Mas Mohammed VI não indultou qualquer dos detidos do movimento de contestação que agita a região do Rif, no norte do país, quando "muitos indícios" levavam a crer que iria fazê-lo, segundo a imprensa local.

No fim de julho, o monarca tinha indultado 40 presos desse movimento surgido em outubro do ano passado.

Conosaba/Lusa

ANGOLA: CASA CE DISPOSTA A GOVERNO DE COLIGAÇÃO



Abel Chivukuvuku diz que "no mínimo" CASA será parte de um futuro governo

O Presidente da CASA CE, Abel Chivukuvuku, disse hoje ter “as portas abertas” a uma possível coligação pós-eleitoral em Angola.

Interrogado por jornalistas sobre a possibilidade das eleições da próxima Quarta-feira resultarem num parlamento sem uma maioria qualificada, Chivukuvuku disse estar convencido que o seu partido vai vencer mas que se isso não acontecer “no mínimo (a CASA CE) vai ser parte do governo”.

“Por Angola, pela mudança, temos que por todas as portas abertas”, afirmou o líder da CASA CE que falava á margem de um comício de encerramento da campanha eleitoral realizado em Luanda e que atraíu milhares de pessoas.

Anteriormente o líder da UNITA, Isaías Samakuva, tinha já manifestado a sua disposição em fazer parte de um governo de coligação se nenhum partido alcançar mais de 50% dos lugares no parlamento.

Em jogo nas eleições de Quarta-feira estão 130 deputados pelo círculo nacional e mais cinco deputados pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias num total de 90.

O cabeça de lista do partido mais votado é eleito presidente da república.

Conosaba/Voa