terça-feira, 2 de agosto de 2016

MINISTRO DE PRESIDÊNCIA DA GUINÉBISSAU ACUSA 1º VICE-PRESIDENTE DE ANP DE INVIABILIZAR AGENDAMENTO DO PROGRAMA DO GOVERNO

O ministro da presidência de conselho de ministros acusou o 1º vice-presidente de Assembleia Nacionl Popular (ANP) de ter substituído os órgãos internos daquela instituição ao afirmar que o programa do governo não será agendado.
Aristides Ocante da Silva que falava esta terça-feira, disse que “ a recente declaração do 1º vice-presidente da ANP, Inácio Correia onde afirmou categoricamente que o programa do governo não vai ser agendado. Isso significa que o 1º vice-presidente de ANP, exprimindo o sentimento do seu presidente, antecipou e substituiu-se aos órgãos internos daquela instituição a saber: conferência de líderes, reunião da mesa e a comissão permanente”, diz.
Por outro lado, Aristides Ocante da Silva sublinhou que a ANP para bloquear o seu funcionamento recorreu as duas estratégias, “ a primeira consiste na acção do presidente e do vice-presidente; a segunda em fazer entrar em cena o grupo parlamentar do PAIGC”, tendo justificado que “o grupo parlamentar envia uma carta ao presidente da ANP solicitando a convocação de uma sessão extraordinária para debate e votação da perda de mandato dos 15 deputados”, assunto segundo ele, já resolvido pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Entretanto, assegurou que de forma contraditória, “ nessa mesma carta começam por admitir e concluir que o programa de governo pode ser objecto de agendamento para discussão e votação na reunião plenária, mas ao mesmo tempo colocam um obstáculo artificial que é a questão da perda de mandato dos 15 deputados”, questão que segundo ele “ já não se coloca porque se existe inequívoco na interpretação do regimento ou da constituição, então é o regimento que deve conformar-se à constituição e não o contrario”, frisou.
Perante isso, o governante sublinhou que vão pedir ao ministério pública para sanear esta situação.
Ao finalizar, apontou Cipriano Cassama e Inácio Correia como únicos responsáveis pelo não agendamento do programa de governo e que as consequências disso serão da responsabilidade dos mesmos.
Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi/Conosaba

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

MARROCOS: MOHAMMED VI QUER INTEGRAR A UNIÃO AFRICANA SEM ABDICAR DO SARA OCIDENTAL


Para o rei de Marrocos, Mohammed VI, a decisão do reino em restabelecer a União Africana (UA) não significa uma renúncia aos seus direitos no Sara Ocidental.

Para marcar o 17º aniversário do Dia do Trono, o Rei Mohammed VI fez um discurso transmitido pela televisão, em que abordou a delicada questão do Sara Ocidental. “A decisão de Marrocos para reintegrar a sua família institucional africana não significa de forma alguma a renúncia do reino a seus direitos legítimos ou reconhecimento de uma entidade fictícia desprovidos dos atributos mais básicos de soberania” declarou monarca, referindo-se ao Sara Ocidental, disputado entre Rabat e a Frente Polisário.

Rabat considera a antiga colónia espanhola anexada em 1975 como parte do seu território e sugere uma ampla autonomia sob a sua soberania. A Frente Polisário, apoiada pela Argélia, reclama um referendo para a autodeterminação.

Este discurso acontece quando, em meados de julho, Marrocos manifestou a sua disponibilidade para reintegrar a União Africana que abandonara em 1984, em protesto contra a admissão da República Árabe Saraui Democrática (RASD), proclamada pela Frente Polisário.

“Enquanto alguns têm tentado fazer de 2016 um ano decisivo, Marrocos, por sua vez, conseguiu fazer um ano de determinação relativamente à preservação da sua integridade territorial”, disse Mohammed VI, em referência ao recente conflito com a ONU, a propósito do secretário-geral, Ban Ki-moon.

Ban Ki-moon utilizara o termo “ocupação” do Sara Ocidental, fazendo alusão à presença marroquina no território, durante uma visita a um acampamento para refugiados sarauís em Tinduf na Argélia, em março. Em retaliação, Rabat expulsou a maioria dos membros civis da missão da ONU no Sara Ocidental (MINURSO).

Se Marrocos aceitou recentemente o regresso de um terço dos membros expulsos, o Conselho de Segurança pediu a continuação do envio gradual dos seus peritos, alegando que a MINURSO “ainda não atingiu a plena capacidade para funcionar”.

© e-Global/Conosaba

AMERICANO É O PRIMEIRO A SALTAR DE 7620 METROS (UMA VELOCIDADE DE 193 KM/H) SEM PARAQUEDAS




O americano Luke Aikins tornou-se a primeira pessoa a saltar 25.000 pés (7.620 metros) sem paraquedas, após atirar-se de um helicóptero na Califórnia, nos Estados Unidos, segundo a imprensa local.

Aikins, de 42 anos, atingiu no seu salto, que durou dois minutos, uma velocidade de 193 km/h e caiu numa enorme rede de segurança instalada a vários metros sobre o solo em Simi Valley, onde sua família o esperava, informou o “Los Angeles Times”.

Aikins é um paraquedista que fez mais de 18 mil saltos e que além disso trabalhou em filmes como especialista.






RÁDIO SOL MANSI PROMOVE MAIS UMA ONDA DE FORMAÇÃO PARA SEUS CORRESPONDENTES NA GUINÉ-BISSAU

Começa hoje e durante duas semanas a segunda sessão de formação do segundo grupo de correspondentes da Rádio Sol Mansi (RSM) em diferentes temas jornalísticos 
Todos os anos a RSM promove seminários de reciclagem e de formação aos seus colaboradores. Esta sessão divide-se em dois grupos sendo que a RSM conta actualmente com mais de 50 correspondentes espalhados por todo o país. Com esta formação a RSM pretende continuar o seu esforço na evangelização e na luta pela paz e reconciliação nacional.
Durante a abertura desta formação o director da RSM, Casimiro Cajucam, pede os colaboradores desta casa para estarem mais atentos em relação às forças que colocam os órgãos de comunicação social em defesa dos seus interesses pessoais.
“A voz do poder é sempre conseguir o que o poder da voz (rádios e jornalistas) tem e sempre quer controlar este poder para manipular a opinião pública. Um correspondente pode levar a rádio cair nesta tentação através de uma notícia que não seja como uma água pura (sem cor, sem cheiro e sem sabor) ”, afirma Cajucam que pede os colaboradores para estarem mais atentos enquanto a luta continua.
Um jornalista deve ser simples como uma pomba e inteligente como uma serpente”, aconselha.
Este ano a Rádio conta com um correspondente em Boé, uma zona a leste do país onde nasceu a independência nacional e que se encontra de difícil acesso devido a falta das infra-estruturas, facto que o director da RSM classifica de mais uma vitória porque “precisamos de ouvir a voz daquelas pessoas abandonadas e precisamos de alguém para ser os olhos da RSM em Boé”.
Em nome dos correspondentes, Marcelino Vaz (de Gabú) e Erineu cruz Sanhá (de Quinhamel, região de biombo), realçaram a importância desta formação porque enriquecem os valores e sempre precisa-se de novas ferramentas.
“Cada ano e cada passo dado deparamos com factos novos que nos permitem respeitar o código deontológico da Rádio Sol Ransi que facilita a nossa relação com a nossa comunidade”, disse Marcelino Vaz.
“Esta é uma forma muito boa porque a capacitação nunca é demais e vamos descobrir coisas boas para o bem do nosso país”, realça Erineu Cruz Sanhá.
Nesta formação de duas semanas serão abordados vários temas jornalísticos como o código deontológico de jornalista, táctica de corte e montagem de registo magnético, comunicação e misericórdia.
A formação é ministrada pelos quadros da Rádio formados por jornalista internacional António Pacheco e que também participaram em diferentes sessões de formação nesta área nos Estados Unidos de América, Cabo-Verde, Brasil e noutros países.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/Conosaba

BACIRO DJÁ PEDE OPORTUNIDADE PARA APRESENTAR O PROGRAMA DE GOVERNAÇÃO

O primeiro-ministro, Baciro Djá, garante que se o seu governo for dado a oportunidade de apresentar o seu programa de governação, será aprovado com mais de 60 deputados na ANP
Baciro Djá lançou este desafio aos deputados, neste fim-de-semana, em Bafatá, norte do país, no acto de lançamento da campanha agrícola 2016, através do programa “Mon na Lama” financiado pela UEMOA num valor de 1.124 bilhões de francos cfa, onde afirma ainda que o seu governo precisa de apoios em comparação com outros governos.
“Também queremos oportunidades para apresentar no parlamento o nosso programa e a nossa visão para a Guiné-Bissau. Não devem nos tirar o direito de apresentar o nosso programa no parlamento que é o direito que assiste qualquer governo de Guiné-Bissau”, disse.
O chefe do executivo disse ainda que o seu governo tem a responsabilidade de unir a família do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) e esta sua missão será cumprida.
“Não temos nada contra ninguém. É triste vermos pessoas dentro do partido de costas viradas”, afirma Baciro Djá que aponta responsabilidades ao actual líder dos libertadores.
O actual governo ainda continua a espera de data para a discussão e votação do seu programa. Entretanto, Inácio Correia, primeiro vice-presidente de Assembleia Nacional Popular, depois da suspensão da reunião da comissão permanente, justificou que os 15 deputados expulsos do PAIGC perderam os respectivos mandatos e não “é para breve a discussão do programa do governo porque há questões que devem ser tratados senão como o caso do acórdão número 4 que não falou dos deputados, falou pura e simplesmente do deputado independente mas não concluiu”.
O primeiro vice-presidente disse que as suas preocupações é saber como vão articular no parlamento com os 15 expulsos uma vez que os mesmos não pertencem a bancada do PAIGC, deixaram de representar o interesse do partido, questionando depois “ como é que podem estar no parlamento e já não representam o interesse do partido porque não são militantes do partido”.
Segundo a lei no país o governo tem um prazo estipulado para apresentar o seu programa, caso contrário perde a legitimidade.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi/conosaba

«MON NA LAMA» GOVERNO GUINEENSE PRETENDE PRODUZIR ESTE ANO MAIS DE 80 MIL TONELADAS DE ARROZ

O primeiro-ministro afirma que sendo a Agricultura um pilar fundamental do desenvolvimento é importante transformá-la numa agricultura familiar para mecanizar por forma a permitir a modernizar a nossa cultura
Baciro Djá que falava no acto de lançamento da campanha agrícola 2016 no quadro do projecto “Mon na Lama”, financiado pela UEMOA num valor de 1.124 bilhões de francos cfa disse ainda que para a sua governação o desenvolvimento a agriculto e agro-pecuária são áreas importantes.
“ (…) Nesta perspectiva entendemos que é preciso através do projecto “Mom na Lama” para podermos produzir na Guiné-Bissau mais de 80 mil toneladas de arroz que representante mais de 60 milhões de dólares de importação de arroz”, disse.
No mesmo acto também foram entregues materiais de lavoura onde o primeiro-ministro garante que o seu governo tinha prometido salvar o ano agrícola dentro de 100 dias da governação.
“Salvar o ano agrícola é preciso criar condições para os agricultores”, afirma Baciro Djá que revela, no entanto, que já foram criadas condições necessárias para salvar o ano lectivo.
Entretanto o ministro da agricultura, Rui Nené Djata, disse que o governo tem quinhentas toneladas de cimentes de arroz que será distribuído a nível nacional; 20 toneladas de cimentes de mancarra (amendoim); 10 Toneladas de feijão; 617 toneladas de fertilizantes e 6 novos tractores e motocultivadores para apoiarem na lavoura”
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/Radiosolmansi/Conosaba

PAIGC AMEAÇA BLOQUEAR ACTIVIDADES DO PARLAMENTO ATÉ A SOLTURA DO SEU DEPUTADO, GABRIEL SOW


O secretário nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) defendeu, este Sábado, o “bloqueio total” das actividades da Assembleia Nacional Popular até a libertação do Deputado Gabriel Sow detido na passada quarta-feira sem, no entanto, o levantamento da imunidade parlamentar
A posição de Aly Hijazi que promete também tomar todas as diligências necessárias para exigir a libertação imediata e incondicional do Deputado Gabriel Sow, falava após a visita que o grupo parlamentar do PAIGC efectuou a Gabriel Sow que se encontra encarcerado na prisão de Bafatá, o
Vamos tomar todas as diligências necessárias e não recuaremos nem um passo e vamos instruir a nossa bancada para tomar a sua decisão bem clara em relação a libertação do seu deputado até os procedimentos legais”, promete Hijazi.
João Seide Bá Sane, vice líder da bancada parlamentar do PAIGC, considera a detenção do de Sow de um sequestro e exige a libertação sua libertação imediata.
“Consideramos esta prisão de um sequestro. É uma prisão ilegal”, disse.
O deputado da união para a Mudança (UM) João Baticã Ferreira, que também estava presente na visita, qualifica este cenário de “vergonha nacional” exortando os seus mandantes para terem cuidado porque correm o risco de dividir o povo para melhor reinar.
Esta situação é que nos leva a ódio, na violência que amanhã nos leva a coisas indesejáveis e quem tem o direito de garantir a unidade nacional então para que assuma a sua responsabilidade”, afirma Baticã Ferreira que disse ainda que mesmo com a tentativa de dividir o povo “a ditadura nunca prevalecerá”.
O deputado do PAIGC, Gabriel Sow, foi detido quando vinha na sua viatura de onde foi obrigado a descer pelos polícias. Sow foi condenado a uma pena de oito anos de prisão efectiva num processo de uma sociedade comercial de que era gerente e que entretanto entrou em falência, mas não cumpriu a pena porque a sua imunidade parlamentar não foi levantada.
Entretanto o parlamento já reagiu sobre este caso e pede explicações por parte do presidente do Supremo Tribunal de Justiça que após o encontro diz que vai informar junto do juiz para ter mais informações.
Paulo Sanha disse no entanto desconhecer a existência de um mandado em curso para a prisão de um deputado, tendo sublinhado que o que saiba até naquele momento é que não se levantou a imunidade, porque a Assembleia também tem tido os seus problemas para fazer funcionar o plenário, único órgão com competência para levantar a imunidade de qualquer deputado.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi/Conosaba