quinta-feira, 28 de julho de 2016

PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU NEGA ENVOLVIMENTO DA SUA FAMÍLIA NO NEGÓCIO DE MADEIRA


O chefe de Estado guineense, José Mário Vaz nega o alegado envolvimento da sua família, em particular do seu filho, no abate de árvores e exportação de toros na Guiné-Bissau.


“O sector de madeira nunca foi o negócio da minha família. Não conheço esse negócio. O meu filho não está metido nele e fiquei triste pelas acusações a que fui alvo”.

Segundo José Mário Vaz, um dos principais problemas dos guineenses é a inveja.

A árvore já está no chão e qual é o problema? Já não se pode reergue-la”, disse José Mário Vaz em tom de voz exaltado.

A 7 deste mês, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, apontou o Presidente da República como um dos responsáveis pelo resgate à banca privada da Guiné-Bissau, realizado em 2015, no valor de 52 milhões de euros.

José Mário Vaz admite ter solicitado ao banco BAO um empréstimo financeiro para compra da Casa-Escada e que na operação de resgate à banca, a sua dívida foi a única que não foi comprada pelo então governo de Carlos Correia.

Numa intervenção feita nesta quarta-feira no Palácio da Republica, à margem de um encontro com a Associação dos Madeireiros, José Mário Vaz aproveitou para responder a algumas acusações de que foi alvo ultimamente.

Para Vaz, os guineenses continuam a brincar com o país, sem interesse no desenvolvimento.

O chefe de Estado disse que a crise persiste porque há interesses “muito fortes” em jogo e garante que desta vez a crise vai ser resolvida de uma vez por todas.

“Não estou aqui por causa do voto de apenas uma pessoa, mas de votos de filhos da Guiné. O país não pode continuar desse jeito. Quem tiver os seus problemas pessoais que vá lá resolver e deixe andar o país."

Clube De Ouvintes Da Rádio Jovem Bissau com Conosaba



PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL DA GUINÉ-BISSAU CONFIRMA DETENÇÃO DE DEPUTADO GABRIEL SÓ

Dr. Paulo Sanhá

O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau, Paulo Sanhá, confirmou hoje que o deputado Gabriel Só foi detido a mando de um juiz, mesmo tendo imunidade parlamentar.

Paulo Sanhá reuniu-se de emergência com o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, de quem disse ter ouvido a indicação de que Gabriel Sow tinha sido detido, informações que disse ir averiguar.

O presidente do Supremo Tribunal guineense confirmou que o deputado em causa tinha sido julgado e condenado pelo tribunal de primeira instância, tendo o caso sido apreciado pelo tribunal de relação, que confirmou a condenação, e mais tarde aprovado pelo Supremo.

Cumpridas estas tramitações, o juiz de execução de penas - Marcos Indami - ordenou a detenção do deputado, precisou, que prometeu informar-se junto do magistrado sobre os contornos da prisão do deputado.

Paulo Sanhá indicou igualmente ter informações segundo as quais o juiz teria solicitado o levantamento de imunidade parlamentar de Gabriel Sow, diligência que ainda não foi cumprida pelo Parlamento, que tem estado paralisado há mais de três meses.

"Que eu saiba até agora não se levantou a imunidade, porque a Assembleia (Parlamento guineense) também tem tido os seus problemas para fazer funcionar o plenário, único órgão com competência para levantar a imunidade de qualquer deputado", notou o presidente do Supremo Tribunal.

Gabriel Sow foi condenado a uma pena de oito anos de prisão efetiva num processo de uma sociedade comercial de que era gerente e que entretanto entrou em falência, mas não cumpriu a pena porque a sua imunidade parlamentar não foi levantada.

Contactado pela Lusa, o advogado de Gabriel Sow, Humilhano Cardoso, indicou que o político foi transferido para o centro penitenciário de Bafatá, a 150 quilómetros de Bissau.

Humilhano Cardoso confirmou que o deputado foi detido na estrada, quando vinha na sua viatura, de onde foi obrigado a descer pelos polícias, mesmo tendo exibido o seu cartão de parlamentar.

Disse ainda que está a preparar um pedido de ´habeas corpus´ para exigir a libertação do seu cliente.

A comissão permanente do Parlamento está reunida para analisar este assunto.

Lusa/Conosaba

FACULDADE DE MEDICINA DE COIMBRA QUER APOIAR HOSPITAL PEDIÁTRICO DA GUINÉ-BISSAU


O Director da faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Duarte Vieira, disse hoje em Bissau, que está a avaliar as possibilidades de a sua instituição firmar parcerias com o hospital pediátrico de Bor, ligado à Igreja Católica.


Duarte Vieira, que deve terminar na sexta-feira a sua visita de três dias à Guiné-Bissau, está a estudar que ações poderão ser levadas a cabo de imediato e quais as que devem ser projetadas para o futuro.

Ministrar formação para pessoal médico do hospital pediátrico de Bor em Bissau e em Coimbra é o eixo fundamental da parceira a ser firmada entre as duas instituições, indicou Duarte Vieira, lembrando que a faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra tem a mesma iniciativa com Angola, Cabo Verde e Moçambique.

Lusa com Conosaba

«EM BISSAU» AUTARCAS MONÁRQUICOS PORTUGUESES HOMENAGEIAM PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU


Cerimónia de entrega da Medalha de Honra da APAM - Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos, onde foi endereçado convite da APAM e Fundação Oureana ao Presidente da República para visitar o Santuário de Fátima.

Bissau - A Associação Portuguesa de Autarcas Monárquicos (APAM) homenageou quarta-feira o presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, com uma medalha de honra, naquela que é a mais alta distinção da organização, disse o seu presidente, Manuel Beninguer.

Uma delegação da APAM encontra-se em Bissau, acompanhada de empresários que pretendem investir na Guiné-Bissau e foram recebidos quarta-feira pelo presidente guineense, José Mário Vaz, aproveitando o encontro para homenagear o chefe de Estado guineense.

"A Guiné-Bissau merece-nos todo o respeito. Um país fantástico, acolhedor e que nos abraçou desde que aqui chegámos, que tem abraçado não só a comunidade portuguesa, mas toda comunidade lusófona", defendeu Manuel Beninguer.

O presidente da APAM enfatizou que a distinção ao chefe de Estado guineense é a demonstração de afecto entre os povos de Portugal e da Guiné-Bissau.

Lusa/Conosaba




INTERPOL RESGATA 2.700 VÍTIMAS DE TRÁFICO DE SERES HUMANOS



Operação decorreu na América Central e do Sul.

A Interpol resgatou 2.700 pessoas, deteve 134 e desmantelou pelo menos sete redes de crime organizado numa operação contra o tráfico de seres humanos na América Central e do Sul, anunciou esta quinta-feira aquela organização internacional. 

Entre as vítimas contam-se 27 mulheres menores de idade, enviadas para diferentes países de como escravas sexuais, e também uma órfã de dois anos, oriunda das Honduras. 

A operação Spartacus III contou com a participação de 25 países, incluindo Portugal e inicialmente concentrou-se em três dos aeroportos internacionais mais movimentados da América do Sul - Ministro Pistarini (Buenos Aires), Guarulhos (São Paulo) e Dorado (Bogotá). 

No Peru, 900 polícias participaram numa operação contra a exploração sexual e contra o trabalho forçado na cidade mineira de La Rinconada, detendo cinco suspeitos e resgatando 190 mulheres e 250 homens. A Spartacus III também teve como resultado o encerramento de uma agência de adoção brasileira, suspeita de traficar crianças e bebés do leste Europeu. 

Na Colômbia a operação desmantelou a rede "Paiaguá", suspeita de ter enviado para a China centenas de mulheres e meninas sul-americanas. Também foi detido o venezuelano Johnny Eliexer Cordero Belisario, contra quem tinha sido emitido um mandado de captura por suspeita de tráfico de seres humanos e de exploração sexual na República Dominicana. 

Pelo menos 32 pessoas foram detidas na Colômbia por participação em redes de tráfico de migrantes. 

A Interpol anunciou os resultados desta operação dois dias antes de se assinalar o dia mundial contra o tráfico de seres humanos, a 30 de julho.

Lusa com Conosaba



«DJURTUS» CONFEDERAÇÃO AFRICANA DE FUTEBOL CONFIRMA A PRESENÇA DA SELEÇÃO NACIONAL DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU NA FASE FINAL DO CAN 2017




Oficial: Guiné-Bissau no Gabão

Confederação Africana de Futebol (CAF), acaba de confirmar, nesta quarta-feira, dia 27 Julho, a presença da selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau na fase final do CAN 2017

Rádio Jovem Bissau com Conosaba do Porto





quarta-feira, 27 de julho de 2016

DR. JORGE CARLOS FONSECA, PRESIDENTE CABO-VERDIANO ANUNCIA CANDIDATURA A SEGUNDO MANDATO


O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, anunciou hoje a sua recandidatura quando falta uma semana para o fim do prazo de formalização de candidaturas às eleições presidenciais de 02 de outubro.

O anúncio foi feito ao final da tarde de hoje, na cidade de Praia, à margem do lançamento do quinto volume do livro "Magistratura de Influência", que reúne discursos e intervenções de Jorge Carlos Fonseca enquanto Chefe de Estado e assinala o fim do primeiro mandato presidencial de cinco anos.

Na altura, Jorge Carlos Fonseca anunciou também a suspensão de funções como chefe de Estado.

A reeleição de Jorge Carlos Fonseca, que em 2011 ganhou a eleição presidencial com o apoio do então maior partido da oposição e atual força no governo Movimento para a Democracia (MpD), é dada como certa pela generalidade das sondagens divulgadas, não sendo até ao momento conhecido qualquer candidato da área do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), na oposição desde as legislativas de março deste ano.

Nas últimas eleições presidenciais, na segunda volta, Jorge Carlos Fonseca obteve 55,13 por cento dos votos, derrotando Manuel Inocêncio Sousa (PAICV), e substitui Pedro Pires, que cumpriu dois mandatos na chefia do Estado.

As eleições para a Presidência da República, marcadas para 02 de outubro, fecham o ciclo de três eleições este ano em Cabo Verde, depois das legislativas de 20 de março e das autárquicas marcadas para 04 de setembro.

De acordo com o calendário eleitoral divulgado pela Comissão Nacional de Eleições, as candidaturas devem ser entregues até 03 de agosto, no Tribunal Constitucional.

A campanha eleitoral decorre entre 15 e 30 de setembro.