domingo, 20 de setembro de 2020

CEMGFA QUER MILITARES ENGAJADOS PELA PAZ




O Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) volta a defender, esta sexta-feira, a estabilização do país como uma das principais tarefas das Forças Armadas Guineenses.

O general Biaguê Na Ntam falava no ato do enceramento de curso de capacitação no domínio da topografia, planificação e táctica geral do nato, destinado aos 52 comandantes de batalhões do país.

“Forças Armadas da Guiné-Bissau escolheram o caminho perfeito para encaminhar junto com os seus pares da sub-regional e não só, por isso, hoje, o objectivo fundamental das Forças Armadas, quero que escolhamos a estabilização do país, porque para conseguimos êxito e a paz e a tranquilidade tem que permanecer na Guiné-Bissau”

Biaguê anunciou, por outro lado, que há algumas bolsas disponíveis para Marrocos e Rússia, e pede, o ministro da Defesa Nacional no sentido de influenciar na materialização destas bolsas

“Temos bolsas para Marrocos (54), para Rússia (80), e ministro queremos que fala com os seus colegas para que não perdemos essa oportunidade”, enfatiza.

Sobre a retirada das Forças da Interposição da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (ECOMIB), Nan N`tan afirma que as forças armadas guineenses vão assegurar o país. Anunciando, por outro lado, que as prioridades das Forças Armadas é a estabilização do país, a criação das escolas de formação para os militares e a reabilitação das casernas do país pelos próprios militares.

“A ECOMIB já esta à abandonar o país, a Guiné-Bissau é nosso, não é da CEDEAO nem da ECOMIB, portanto, nós [militares guineenses] é que devemos assegurar o país. O ministro [da Defesa] desta vez escolheu como lema: a estabilização do país, criação de escolas em Cumeré e São Vicente e reabilitação das nossas infra-estruturas a traves da engenharia militar” 

O general Biagué Na N'tan foi reconduzido ao cargo de chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, no mês passado pelo presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Por: Braima Sigá/radiosolmansi com Conosaba do Porto

Dia da independência/PRS anuncia realização de uma conferência de alto nível para assinalar a data

Bissau,18 Set 20(ANG) – O Partido da Renovação Social(PRS), agenda para os dias 22 e 23 do corrente mês, a realização de uma Conferência de Alto Nível sob lema “Setembro de Estabilidade e Desenvolvimento”, no âmbito das celebrações do Dia da Independência do país que se assinala à 24 de Setembro.

Em conferência de imprensa realizada hoje, o Presidente da Comissão Organizadora do evento, Tcherno Djaló disse que o evento será marcado com a realização de muitos painês de forma a fazer as pessoas refletirem sobre as maiores questões sociais que afectam os guineenses.

Anunciou que o encontro prevê entre outros, lançar uma reflexão sobre o processo das autarquias no sistema eleitoral guineense, da revisão da Constituição da República actualmente em elaboração bem como o contexto da pandemia da Covid-19.

“A independência do país que constituiu um acto fundador da República, é um feito do Povo guineense, no seu todo, e, por isso, o PRS entendeu que,  mais do que comemorar ou celebrar,  é importante  reflectir, avaliar, não o que foi feito, mas o que estamos a fazer”, sustentou.

Acrescentou que, foi nesta ordem de espírito que as orientações da direcção superior do partido propõe que, nestas celebrações seja organizada uma conferência de Alto Nível para uma reflexão  sobre questões sociais que afectam a vida dos guineenses.

No que toca ao tema ligado as autarquias, Tcherno Djaló sublinhou que o PRS está muito sensível a sua realização  por ser um passo incontornável para a garantia de desenvolvimento sustentável e integrada do país.

“Várias vezes realizamos  eleições legislativas e presidenciais e ignoramos sempre este componente fundamental para fecharmos o ciclo eleitoral e incentivar o processo de descentralização e do desenvolvimento local”, sustentou.

Em relação  a revisão da Constituição da República, Tcherno Djaló disse que o PRS pretende dar a sua contribuição no sentido de o  processo ser mais consensual, e para que seja, de facto, um documento credível, que sirva à todos.

Conosaba/ANG/ÂC//SG

Vítimas de calamidade na Região de Biombo Ministra da Mulher entrega géneros alimentícios e materiais de construção

No âmbito do programa de assistência social aos carenciados, a ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social procedeu, no dia 17 de setembro, à entrega de donativos em géneros alimentícios, artigos de higiene e materiais de construção às populações da Região de Biombo.

Na ocasião, Maria da Conceição Évora frisou que deu o pontapé de saída naquela região que muito recentemente foi assolada por inundações que causaram vítimas mortais e provocaram a destruição de muitas habitações, o que fez com que o Governo criasse um fundo de solidariedade que o Ministério da Mulher administra neste momento. Esta ação será extensiva ao Leste do país, mais concretamente ao setor de Boé, pois há cerca de três semanas verificou-se uma subida do nível das águas do mar, o que provocou a destruição de mais de 70 casas.

Os governantes estão neste momento muito preocupados com a forma de socorrer as vítimas das calamidades que perderam todos os seus haveres. Por este motivo trouxemos zinco para distribuir aos que necessitam de reconstruir as suas casas, assim como géneros de primeira necessidade e produtos de desinfeção por causa da pandemia da covid-19.

Questionada sobre a quantidade exata de casas destruídas , disse que existe um Serviço de Proteção Civil que mantém o Governo informado quanto ao nível de destruição verificado quando ocorre uma calamidade.

Por seu turno, o secretário regional de Biombo, Manuel Na Quidama, elogiou o Governo e a deputada do Círculo Eleitoral n.º 9 por esta doação, que diz ter vindo em boa altura para os setores de Safim, Prábis e Quinhamel, onde existem muitas casas destruídas pelas fortes chuvas.

Este responsável declarou que o presente donativo será distribuído aos destinatários, encorajando a deputada no sentido de influenciar mais parceiros a concederem mais donativos para colmatar esta situação.

Para a deputada do Círculo 9, Salomé dos Santos agradeceu o gesto solidário do Governo e afirmou que esta ajuda é muito bem-vinda na medida em que vai diminuir o sofrimento da população da Região de Biombo, garantindo ainda que todos esses apoios serão encaminhados para as pessoas afetadas pelas inundações.
É difícil precisar a quantidade real de casas destruídas, porque todos os dias aumenta o número.

Em representação da autoridade tradicional, Biam Cá agradeceu aos governantes por este gesto nunca visto na sua região.

Adelina Pereira de Barros

Conosaba/nô pintcha

Covid-19: Medidas de prevenção são difíceis de interiorizar e assimilar – Magda Robalo



Bissau, 20 set 2020 (Lusa) - A Alta Comissária para a Covid-19 da Guiné-Bissau, Magda Robalo, considera que há conhecimento da doença provocada pelo novo coronavírus, mas que as medidas de prevenção são difíceis de interiorizar e que não há noção do risco.

Em entrevista à Lusa, Magda Robalo referiu os resultados preliminares de um estudo feito em Bissau e Biombo, que demonstram que os guineenses "sabem que a doença existe e que pode levar à morte".

"O passo entre o conhecimento e a prática é que é mais difícil e as medidas de prevenção são difíceis de interiorizar e assimilar", disse.

"Usar uma máscara durante todo o dia, porque estamos em espaços públicos, não é propriamente fácil, é preciso uma grande dose de interiorização e é preciso que as pessoas tenham noção do risco. Essa noção de risco não existe", explicou à Lusa, quando questionada sobre se os guineenses estavam hoje mais conscientes da doença do que em março quando foram detetados os primeiros casos no país.

Magda Robalo explicou também que o Alto Comissariado para a Covid-19 está a trabalhar para haver essa "noção de risco", para que as pessoas percebam o que está em risco.

"Há uma desconstrução de várias crenças, de vários atos, que é necessário que aconteça para que as pessoas possam perceber qual é a diferença com esta doença em particular", disse, salientando que as pessoas dizem que não viram, nem conhecem ninguém doente com covid-19.

Segundo a antiga ministra da Saúde, ao contrário da Europa onde a "comunicação foi muito forte e intensa", na Guiné-Bissau aconteceu o contrário.

"Aqui o fator comunicação não foi muito forte no início em termos de comunicar o risco e penso que isso também chocou bastante na forma como as pessoas assimilaram a importância da doença", salientou.

Para Magda Robalo, é preciso continuar a trabalhar, porque as previsões são de que o vírus continue a circular bastante tempo e as pessoas "possam aceitar que é preciso mudar de comportamento".

"Aceitar a máscara como um objeto diário e quotidiano, o hábito de lavar as mãos frequentemente com água e sabão tem de ser instituído", disse, reconhecendo, contudo, ser difícil porque água e sabão não existem facilmente nas comunidades, no trabalho e na vida das pessoas.

"São constrangimentos que é preciso integrar, estudar as práticas culturais e perceber onde é que existem pontos de flexibilidade para integrar estes novos elementos", sublinhou.

A Alta Comissária para a Covid-19 espera também que a abertura do ano letivo permita promover o ensino junto das crianças.

"Porque as crianças se forem ensinadas aprendem e têm noção do risco que correm e podem ser portadoras de mensagens e mudar comportamentos, por incrível que possa parecer", afirmou.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Alto Comissariado para a Covid-19 na Guiné-Bissau, o país tem um total acumulado de 2.303 casos, 1.472 recuperados e 39 vítimas mortais.

Disputa de terra: “NENHUM CIDADÃO PODE TER PROPRIEDADE DA TERRA MAIS QUE O ESTADO” – diz o ministro da Administração Territorial

 

O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Fernando Dias, afirmou este sábado, 19 de setembro de 2020, que a terra pertence ao Estado, pelo que nenhum cidadão pode ter propriedade da terra mais que o Estado.

Fernando Dias fazia balanço à imprensa após o entendimento entre Abulai Djassi da aldeia de Pios e Fernando Vaz da aldeia de Pcond, ambos de tabanca de Djolmet, secção de Pelundo, setor de Canchungo na região de Cacheu que estavam em disputa pela posse de terra.

Dias disse que chegaram a entendimento com as partes em conflito, graças a boa cooperação conseguida pela mediação e apela à celeridade em relação a conclusão de diploma da lei de terra.

O governante informou que era um conflito que durava há vários anos e que causara enormes despesas em termos processuais, razão pela qual convidou as partes ao diálogo, o que tornou-se uma realidade, graças ao apoio do mediador, enquanto autoridade para aproximar as partes em litígio.

Fernando Dias sublinhou que os trabalhos que estão a ser levados a cabo pelo ministério da Administração Territorial e Poder Local, em colaboração com o ministério do Interior através da Guarda Nacional deve ser feito a nível nacional, sem pôr em causa o esforço que o poder judicial está a levar a cabo. 

Adiantou que o poder judicial tem várias tramitações para chegar a conclusão final e a autoridade administrativa tem uma mediação menos longa, assim, prefere-se à mediação das autoridades locais para resolver conflitos eminentes que podem provocar perda de vidas humanas.

“Iniciamos este trabalho de resolução de conflitos de posse de terra em Bijimita, depois Cossé, Djobel, Reino Tôr, Quinhamel e hoje estamos hoje em Djolmet para concluir o trabalho que começamos na semana passada no sentido de fazer o povo guineense chegar a entendimento para que possamos ter paz e desenvolvimento almejado”, rematou.

Por seu lado, Fernando Vaz, da aldeia de Pcond, uma dos partes em conflito, agradeceu o trabalho realizado pelo ministério de Administração em ajudar resolver essa situação que vinha de há muito tempo. Tendo prometido que jamais haverá conflito naquele espaço.

Abulai Djassi de aldeia de Pios, disse que o espaço pertencia-lhe , mas como o Estado é detentor da terra, só resta fazer as pazes, e assim evitar conflitos que poderiam provocar perda de vidas humanas.


Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A

Conosaba/odemocratagb

À atenção das autoridades: O povo ainda “grita”


A estrada que liga Bambadinca e Buba, na localidade de Djagaradje, que faz ligação entre leste e sul da Guiné-Bissau, está intransitável e os viajantes fizeram o “grito de socorro”.

À reportagem do Capital News, João Bico Mendes, um dos viajantes, exigiu a intervenção do governo na melhoria da estrada, a começar com a via entre Bissau, norte e sul do país:

“Depois do desconfinamento, o governo deve virar a atenção às estradas, para facilitar a circulação das pessoas. As condições em que se encontram as nossas estradas não são normais”, anotou.

Mesca Na Mam, motorista que faz ligação entre Bissau e Buba (no sul), críticou a atitude das autoridades nacionais em reduzir número de passageiros nas viaturas (por causa da covid-19):

“As estradas não são boas. Reduziram a lotação, mas outras viaturas estão a levar lotação completa. Autocarros, por exemplo. Isso não é bom. As autoridades deviam exigir apenas o uso das máscaras e outras medidas, e nos deixarem completar a lotação”, lamentou.

As fortes chuvas que estão a cair nos últimos dias na Guiné-Bissau inundaram a estrada Bambadinca-Buba, na localidade de Djagaradje. A situação tornou o troço intransitável.

Por Mamandin Indjai
Conosaba//capitalnews.gw

sábado, 19 de setembro de 2020

CABRAL A NOSSA ETERNA BIBLIOTECA

É preciso notar que o fenómeno de “retorno às fontes”, quer seja aparente ou real, não se produz de maneira global, simultânea e uniforme no seio da pequena burguesia autóctone. É um processo lento, descontínuo e desigual, cujo desenvolvimento, ao nível de cada indivíduo, depende do grau de aculturação, das condições materiais de existência, da formação ideológica e da própria história enquanto ser social.

Esta desigualdade está na base da cisão da pequena burguesia autóctone em três grupos distintos, face ao movimento de libertação:

a) uma primeira minoria que, apesar de desejar o fim da dominação estrangeira, se prende à classe colonial dominante e se opõe abertamente a esse movimento para defender a sua segurança social;

b) uma maioria de elementos hesitantes ou indecisos;

c) uma segunda minoria cujos elementos participam na criação e direção do movimento de libertação, de que são o principal elemento de fecundação.

Amílcar Cabral
Jorge Herbert

FFGB PROMETE CRIAR CONDIÇÕES VIRTUAIS PARA QUE A FIFA ACOMPANHE O CONGRESSO ELETIVO

 A secretária-geral da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Virgínia da Cruz, prometeu este sábado, 19 de setembro de 2020, que vai criar condições técnicas para que o organismo que dirige o futebol mundial (FIFA) possa acompanhar, através das plataformas virtuais, o Congresso Eletivo da FFGB, agendado para 30 deste mês.


“Na qualidade de secretária-geral, já estou a trabalhar para criar as condições objetivas e técnicas para que os observadores da FIFA tenham acesso ao salão onde decorrerá o Congresso que elegerá o novo presidente da FFGB”, explicou Virgínia da Cruz, em conversa com o semanário O Democrata.

Segundo da Cruz, essa iniciativa vem na sequência da correspondência da FIFA, que a sua instituição recebeu nesta quinta-feira, no seguimento das ações, com vista à realização do pleito eleitoral para a escolha do sucessor de Manuel Irénio  de Nascimento Lopes.

A responsável disse que após a anulação do Congresso do dia 08 de agosto, a FIFA solicitou à secretária geral da FFGB que comunicasse a data da eleição e a lista definitiva dos candidatos à presidência da FFGB.


“Depois de a FIFA determinar que ato tenha lugar antes do final de setembro, fomos solicitados a enviar a nova convocatória e lista dos concorrentes à presidência do organismo e logo após a reunião do Comité Executivo cessante da FFGB, enviamos os dossiês no dia 04 de setembro”, sublinhou.

Virginia da Cruz revelou que na lista enviada à FIFA constam os nomes dos seis candidatos que vão disputar à presidência da federação, nomeadamente Carlos Teixeira (Caíto), Fernando Tavares, Paulo Mendonça, António Patrocínio, Benelívio Cabral Nancassa Insali e Mutaro Bari.

A readmissão da candidatura de Carlos Teixeira pela Comissão Eleitoral gerou surpresa no seio dos restantes candidatos e até motivou um encontro com a comissão. 

Na quarta-feira passada, um grupo de jovens futebolistas e amantes de futebol acusou a Comissão Eleitoral de trabalhar à reboque da direção cessante para facilitar a eleição  de Caíto Teixeira.

A acusação foi tornada pública por Bubacar Djaló, coordenador do grupo, numa conferência de imprensa, realizada num dos restaurantes de Bissau, onde abordou a crise instalada na FFGB desde 08 de agosto.O congresso para escolha do próximo presidente da FFGB está marcado para 30 de setembro de 2020.

Por: Alison Cabral

Conosaba/odemocratagb

“Ninguém” usa máscara e desobediência sobe de nível em Bissau

As imagens recolhidas este sábado (19.09), pelo Capital News, em Bissau, demonstram o avançado nível de “desobediência” das populações em cumprir com o uso obrigatório da máscara, numa altura em que o país observa o período de estado de calamidade, devido à covid-19.

As autoridades não pressionam e a grande parte da população continua a circular sem a máscara de proteção. Correções a essa “desobediência” tinham sido anunciadas pelo Ministério do Interior, mas na prática, tudo continua na mesma.
No período da noite, a situação é de “liberdade total” na capital guineense. O CNEWS constata bares e lugares de diversão a funcionar com sons da música em alto. O recomendado distanciamento físico ou social, não se verifica, numa altura em que se aproxima o início do ano letivo 2020/2021, nas escolas da Guiné-Bissau.

Por CNEWS
Conosaba//capitalnews.gw/

“QUALIDADE DA ENERGIA ELÉTRICA É A MAIOR PREOCUPAÇÃO DO GOVERNO” – JORGE MALÚ

 O ministro dos Recursos Naturais e Energia, Jorge Malú, afirmou esta sexta-feira, 18 de setembro de 2020, que uma das maiores preocupações do governo neste momento é a qualidade da energia distribuída à população, devido aos problemas relacionados com quedas de potencia da energia e recorrentes avarias que o país tem vivido nos últimos tempos.

Jorge Malú fez essa observação na lançamento dostrabalhos de colocação de novos postes de distribuição de eletricidade em “betão”, para permitir o transporte da energia elétrica com mais e maior qualidade, no âmbito do projeto de reabilitação, alargamento e melhoria da rede elétrica, em Bissau. O projeto foi financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em quinze biliões e seiscentos e trinta milhões (15.630.000.000) de francos CFA, para a implementação do do Sistema de Distribuição de Energia da Cidade de Bissau (PDSDE), que deverá durar três anos e visa melhorar a qualidade do serviço da energia e está a ser executado pela empresa chinesa TBEA, que ganhou o concurso público lançado pelo BAD.

Na sua declaração, o ministro dos Recursos Naturais e Energia assegurou que dentro de quatro meses a situação da distribuição da energia de qualidade aos clientes poderá ser ultrapassada, o que poderá igualmente resolver os transtornos que a população enfrenta, quanto à fornecimento da luz elétrica de qualidade, sobretudo na época das chuvas, que tem tido como resultado a má condução da eletricidade às residências dos citadinos de Bissau.

Jorge Malú, que esteve em Djolo, em Antula Pabedjar (espaço onde estão armazenados os postes de transformação) e no Alto Bandim, no âmbito do lançamento do projeto, informou que parte dosmatérias veio de Angola, mas outra,  considerável,virá da República Popular da China e dentro de aproximadamente quatro meses, isto é, até janeiro de 2021, todo o material estará no país. O ministro dos Recursos Naturais anunciou que o governo perspetiva lançar, entre outros, um projeto de energia para 14 localidades, que abrange muitos setores administrativos, através de OMVG.  

Por sua vez, Franc Liu, representante da empresa executora dos trabalhos, sublinhou que a presença de Jorge Malú, no terreno, representa um sinal de encorajamento, para que a BTEA possa cumprir de forma rigorosa o que está no contrato, respeitando as normas técnicas exigidas para que o trabalho tenha a durabilidade necessária.  

A construção terá uma área de cerca de 5 quilómetros da rede de 30KV (circuito duplo) para ligação da subestação de 225/30 KV, a construir em Bissau, no âmbito do projeto de Organização para a Valorização do Rio Gambia de Antula, arredores de Bissau e a construção e extensão de aproximadamente de 35 quilómetros da rede de distribuição de 10 KV, aérea e subterrânea. 

O projeto prevê ainda a construção de 09 estações transformadoras de cabine de 360KVA, o fornecimento de duas estações transformadoras móveis, integro (íntegras), pré-fabricadas, o fornecimento e a instalação de células pré-fabricadas em determinadas estações existentes, o fornecimento e a instalação de 21 estações transformadoras do tipo 160 KVA H61 e a construção de cerca de 190 de rede de baixa tensão.

Por: Filomeno Sambú

Foto: F.S  

Conosaba/odemocratagb

“O ACORDO DE PESCA COM A UE “É BOM” MAS PODERÁ SER MELHORADO” – Diz o ministro

 O ministro das Pescas, Malam Sambú, afirmou que o acordo de compensação no setor das pescas, assinado entre o governo guineense e a União Europeia é bom, mas poderá vir a ter uma melhoria que será antecedida de uma reunião de negociação entre as partes signatárias.

Após a visita ao terreno para a construção do edifício do Serviço Nacional de Fiscalização de Atividades de Pesca (FISCAP), junto ao cais de Bandim e financiado pela União Europeia num valor não revelado, Malam Sambu disse que o objetivo visa constatar in loco, o espaço onde deve ser implementado o projeto da construção do novo edifício do FISCAP, bem como da retirada dos ocupantes que ali se encontram para suas atividades comerciais.

Disse ainda que a visita foi antecedida por outra do embaixador da União Europeia, com quem abordou alguns aspetos, nas quais havia clivagem entre estas duas entidades e que só faltam negociações entre partes técnicas, sublinhando que algumas atividades do seu ministério foram afetadas pela Covid-19.

Por seu lado, o coordenador da FISCAP, VladmirDjomel, disse que a visita ao terreno permitirá a criação de condições para os Serviços de fiscalização bem como para os do controlo das atividades daquela instituição. Explicou que os serviços administrativos da FISCAP funcionam em dois edifícios por falta de espaço conveniente.

Revelou que a obra terá uma duração de um ano eque a construção começou este mês.

O custo estimado da obra é de 450 mil euros e inclui mobiliários de escritório do novo edifício.

Por: Epifânia Mendonça
Foto: E.M

Conosaba/odemocratagb

«ADEUS PAPÉ/BISSAU!» NESTA TERÇA-FEIRA PASSADA, À NOITE EM BISSAU, FALECEU O SR. ANSUMANE SAUANE, "PAPÉ" NETO DE MANSOA, IRMÃO MAIS VELHO DO MAMADU SAUANE, MAIS CONHECIDO POR "SANTIAGO"

 

                     Na Foto: (Filho do Falecido) e ao fundo da foto o Papé/Bissau

Vítima de doença prolongada!

Descansa em Paz, irmão! Adeus "Papé/Bissau" - Homem muito pacifico e amigo do amigo!

Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa - Lamentamos profundamente, este desfecho e oramos a Deus para que lhe dê um canto na glória!

Os nossos sentimentos e condolências a toda à família pela terrível perda!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

No quadro do financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, no valor de 15.630.000.000 FCFA, para a implementação do projeto de Desenvolvimento do Sistema de Distribuição da Energia Elétrica da cidade de Bissau (PDSDE).

O projeto que poderá durar um período de três (3) anos, e visa melhorar a qualidade do serviço do fornecimento da Energia Elétrica. O ministro dos Recursos Naturais e Energia 𝗘𝘅𝗺𝗼. 𝗦𝗿. 𝗔𝗿𝗾𝘂𝗶𝘁𝗲𝘁𝗼 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗠𝗮𝗹𝘂́, deu a abertura do lançamento das postes no centro de Capital (Bissau).
1- O mesmo projeto visa a construção de cerca de 5 km de rede 30 kv (Circuito Duplo) para a ligação da subestação 225/30 kv à construir em Bissau no âmbito do projeto OMVG à subestação 30/10 kv de Antula;
2- A construção e extensão de aproximadamente 35 km de rede de distribuição de 10 kv aérea e subterrânea;
3- Fornecimento de duas (2) estações transformadoras móveis pré-fabricadas completas;
4- Construção de nove (9) estações transformadoras de cabine de 630 KVA;
5- Fornecimento e instalação de células pré-fabricadas em determinadas estações existentes;
6- Fornecimento e instalação de vinte e uma (21) estações transformadoras do tipo 160 KVA H61;
7- Fornecimento e instalação de transformadores 160 KVA em postes incluindo suas proteções;
8- Construção de cerca de 190 km de rede de baixa tensão.

“Só burro estagia cinco anos”- João Fadia

O ministro das finanças da Guiné-Bissau, João Fadia, quebrou esta sexta-feira (18.09) o silêncio e falou sobre vários assuntos da atualidade a envolver a instituição que dirige, afirmando que “só burro estagia cinco anos”, ao referir-se à polémica com os funcionários do departamento sob a sua tutela.

Em declarações à imprensa durante mais de uma hora, Fadia disse que não vai ordenar o pagamento dos salários aos funcionários que ainda estão em greve no ministério das finanças, e aproveitou para explicar as razões da dispensa dos funcionários estagiários, na instituição.

João Fadia afirmou que não se pode ter uma pessoa a estagiar cinco ou mais anos numa instituição: “Acham que a pessoa pode estagiar cinco anos numa instituição? Desculpem, mas só burro estagia cinco ou mais anos”, afirmou.

Sobre a greve dos enfermeiros e técnicos de saúde, que agora está suspensa, o ministro das finanças acusa os grevistas de agirem de “má fé” e revelou ter participado em várias negociações com o sindicato dos enfermeiros, mas este não cedeu:

“Não sei o que querem”? questionou Fadia.

O ministro das finanças promete que, até novembro próximo, as obras de reabilitação das estradas do país vão iniciar e outras vão conhecer a sua continuidade, através de um fundo à disposição do ministério das obras públicas.

“As finanças participaram com seiscentos milhões de FCFA, para a reabilitação da pista do Aeroporto Internacional Osvaldo Viera”, revelou

Por Ansumane Só / Iancuba Dansó

Conosaba//capitalnews.gw/

Revisão da Constituição: PRS quer debate e consenso nacional

O Partido da Renovação Social (PRS) propôs esta sexta-feira (18.09) o debate sobre a revisão constitucional na Guiné-Bissau e disse estar “sensível” ao assunto.

Em conferência de imprensa sobre os preparativos para a celebração de 24 de setembro, data da independência do país, o dirigente do PRS, Tcherno Djaló, disse que é preciso uma convergência sobre a revisão constitucional:

“O PRS é um partido que está muito sensível a esta questão. Propomos aqui o debate sobre uma das questões de maior atualidade e quiçá, menos consensual, mas de extrema importância e evitar para o nosso futuro político, curto ao longo prazo, lançar este debate para que não haja tabu e que essa revisão seja mais consensual”, disse.

O dirigente dos “renovadores” foi ainda mais direto:

“(Queremos) que a constituição seja da República da Guiné-Bissau. Respeitando naturalmente, as posições e interpretações, mas fazer que haja uma convergência”.

O presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló tem em mãos o projeto da constituição, que foi revista por uma comissão por ele instituída, mas as alterações feitas no documento não reúnem consenso na classe política e sociedade guineenses.

Também, a legalidade da iniciativa presidencial sobre a revisão constitucional é posta em causa por vários juristas guineenses.

Por Iancuba Dansó
Conosaba//capitalnews.gw/

Ministro da defesa Guineense apela à estabilização do país

O ministro da defesa da Guiné-Bissau, Sandji Fati, afirmou esta sexta-feira (18.09), que as forças armadas guineenses têm perdido com a instabilidade do país e deixou um apelo aos militares.

No encerramento de uma ação de formação aos oficiais militares, o titular da pasta da defesa deixou algumas questões à classe castrense:

“Quem é que perde se há instabilidade nesta terra? digam-me. Se há problema nesta terra que nós próprios arranjamos, não somos nós que perdemos? Não têm outro caminho. Vai criar a instabilidade e haverá eleições ou não? E vai ganhar o quê? nada”, afirmou.

O ministro da defesa convidou ainda os militares a parar e pensarem sobre o tipo das forças armadas que se quer para a estabilização da Guiné-Bissau, adiantando que o país precisa das forças armadas republicanas”.

Por Milena Quibina
Conosaba//capitalnews.gw/

SEIS PRESIDENTES ESTARÃO PRESENTES NO DIA DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ-BISSAU

O ministro do interior confirma que seis (6) presidentes das repúblicas estão a ser aguardados no país, para a celebração dos 47 anos da Independência da Guiné-Bissau.
Botche Candé falava, esta quinta-feira (17), depois de visitar às forças da defesa e segurança que estão actualmente em preparativos para a celebração da festa da Independência, na base área.

Botche Cande pede os saldados a se empenharem nos preparativos a fim de encantarem os chefes de estados que estarão no país para presenciar a comemoração dos 47 anos da Independência da Guiné-Bissau.

“O chefe do Estado convidou os seus homólogos e seis manifestaram a intenção de presenciar na comemoração solene da festa da independência, no dia 24 de Setembro, a situação inédita na história do nosso país por isso peço-vos para engajaram nos preparativos para que os presidentes convidados vejam com bons olhos as exibições que farão naquele dia”, exorta o ministro do interior.

O titular da pasta do Interior assegurou que com a saída da ECOMIB no país a segurança de todos os guineenses assim como as instituições devem ser asseguradas pelos militares e paramilitares.

“Tínhamos os nossos colegas da ECOMIB que estavam a manter a segurança no país e hoje os nossos militares e paramilitares têm a missão de garantir a segurança á todos guineenses e estrangeiros que escolheram o país para suas estadias”, frisou Botche Cande.


A Guiné Bissau foi a primeira colónia a ver a sua independência reconhecida por Portugal, em Setembro de 1974. Um ano antes o movimento de libertação já tinha declarado, unilateralmente, a independência do país.

A cerimónia oficial da celebração da festa da independência está prevista para o estádio nacional 24 de Setembro. 

Por: Marcelino Iambi/radiosolmansi com Conosaba do Porto

GUINÉ-BISSAU REALIZA SEMINÁRIO DE DIVULGAÇÃO DO ACORDO DA ZONA DE LIVRE COMERCIO CONTINENTAL AFRICANO

O ministério de comércio afirmou, esta quinta-feira (17), que a Zona de Livre Comércio Continental Africano proporcionará a esperança e a oportunidade para uma vida melhor aos muitos africanos.

Artur Sanha fez estas afirmações na abertura do seminário de divulgação e sensibilização sobre a Zona de Livre Comércio Continental Africano (ZCLCAF) realizado, esta quinta-feira, em Bissau, Promovido pelo ministério do comércio.

“A Guiné-Bissau é um país subdesenvolvido nesta base sempre contou com uma boa abordagem na concepção de regras de origem simples, praticas e credíveis para a zona continental de livre comércio continental africana” disse

Abas Djalo, director geral de comércio e concorrência, explica o objectivo do acordo é de criar um “mercado único de bem e serviços”, para facilitar 2 livre circulação das pessoas, capitais, mercadorias e serviços” com vista a aprofundar “ a integração económica e a promover o desenvolvimento e transformações económicas e estruturais do continente africano”.

“ Agora o que é preciso fazer, é sensibilizar as nossas governantes e os deputados sobre a importância de ratificar o referido acordo, para que depois o presidente da república possa promulga-la, só assim poderemos estar em pé de igualdade com os outros países africanos” explica o director.

O acordo da criação da Zona de Livre Comércio Continental Africano foi assinado, por 44 países da União Africana, em Kigali (Ruanda), no dia 21 de Março de 2018, com o propósito de criar um mercado livre, e uma área de livre circulação de pessoas, além de uma união monetária e, a Guiné-Bissau só assinou o acordo no dia 08 de Fevereiro de 2019.

E em 07 de Julho de 2019, em uma reunião no Níger, o acordo de livre comercio continental africano entrou na sua fase operacional, entretanto na Guiné-Bissau o acordo nem foi ainda ratificado pela Assembleia Nacional Popular.

Por: Anézia Tavares Gomes/radiosolmansi com Conosaba do Porto

Capital cabo-verdiana em alerta com nova tempestade que pode trazer fortes chuvas

As autoridades de proteção civil da Praia alertaram hoje para a possibilidade de formação, nas próximas horas, de uma depressão tropical próxima do arquipélago cabo-verdiano, com possibilidade de novas chuvas fortes, apelando a medidas de autoproteção.

Em conferência de imprensa realizada hoje, ainda no rescaldo das fortes chuvas de sábado, que provocaram destruição, cheias, enxurradas e a morte de um bebé de seis meses na capital cabo-verdiana, o comandante dos Bombeiros Municipais da Praia, Celestino Afonso, apelou ao estado de “alerta” da população, “em termos de prevenção”.

De acordo com o responsável, há “indícios de formação nas próximas horas” de uma nova depressão tropical junto ao arquipélago, com possibilidade de repetição de novas chuvas fortes, de acordo com informação dos centros internacionais.

“Não tentem ficar em casa ao serem atingidas pelas cheias, para salvarem os bens. A vida está acima de qualquer bem material”, apelou Celestino Afonso, pedindo ainda à população para assegurar a limpeza das vias e canais de escoamento de águas.

Um dos maiores problemas, segundo as autoridades, é a construção informal, em leito de cheia, pelo que o apelo dos bombeiros, com a aproximação de nova tempestade, é claro: “Abandonando imediatamente as suas casas quando verificarem que não há controlo, quando forem atingidas pelas cheias”.

Segundo Celestino Afonso, a fixação da população em leito de cheia “eleva os riscos”, face à ocorrência de enxurradas, cheias, deslizamento de terras ou queda de blocos e de muros, como aconteceu na madrugada do passado sábado, na Praia.

O apelo feito pelo comandante dos Bombeiros Municipais da Praia vai ainda no sentido de garantir desde já o pedido das populações em zonas de risco para realojamento “em sítios mais seguros até que se arranjem melhores soluções”.

Celestino Afonso garantiu que decorrem trabalhos de limpeza de vias públicas e de recuperação dos estragos provocados pelas últimas chuvas, que surgiram depois de praticamente três anos de seca em todo o arquipélago.

Mais de 150 moradores em bairros da cidade da Praia afetados pelas cheias e enxurradas provocadas pelas fortes chuvas de sábado tiveram de ser deslocadas e realojadas no Estádio Nacional, divulgou hoje a câmara da capital cabo-verdiana.

“Hoje estão já mais de 150 pessoas realojadas no Estádio Nacional e totalmente dependentes da solidariedade de todos”, reconheceu a autarquia, que está a coordenar a campanha de recolha de apoios para estas famílias, numa nota a que a Lusa teve acesso.

Dados oficiais indicam que o cenário vivido durante a madrugada do passado sábado na Praia resultou de chuvas intensas que ultrapassaram a média anual dos últimos 30 anos na capital.

A autarquia da Praia alertou, entretanto, que as previsões meteorológicas para o próximo fim de semana apresentam “uma tendência para uma chuva tropical nas proximidades do país”, estando a sensibilizar a população para os cuidados e proteção a ter.

O Governo cabo-verdiano já estimou que serão necessários investimentos de 258 milhões de escudos (2,3 milhões de euros) para “repor a normalidade” na Praia após as consequências das fortes chuvas de há uma semana.

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, admitiu, entretanto, a necessidade de recorrer ao apoio de parceiros internacionais para recuperar da destruição provocada na Praia pelas chuvas.

Na quinta-feira, de visita aos bairros da capital mais afetados pelas cheias, enxurradas e destruição provocada pelas fortes chuvas, em que acabou por morrer um bebé de seis meses, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pediu medidas “mais firmes” para travar a construção informal em encostas e linhas de água, juntamente com políticas de ordenamento do território.

“Devemos trabalhar mais, trabalhar melhor, para que possamos transformar o Cabo Verde que temos hoje, no sentido de ser um país mais igual, mais justo, com menos desigualdades sociais. Há ainda muita pobreza neste país, nesta capital. É um desafio para nós todos”, alertou o chefe de Estado, ao constatar os efeitos das recentes chuvas na Praia.

As cheias provocaram a destruição de casas, vias de comunicação e aluimento de terras, afetando sobretudo as zonas mais pobres e de construção informal.

Conosaba/Lusa

FUNCIONÁRIOS DA GUINÉ-TELECOM QUEREM RAPIDEZ NA RESOLUÇÃO SITUAÇÃO DA EMPRESA.


O presidente do Sindicato de Base dos Trabalhadores da Guiné-Telecom quer celeridade do governo em resolver a situação que a empresa enfrenta.

A intenção transmitida, esta quarta-feira (16), numa entrevista, à Rádio Sol Mansi, pelo representante dos funcionários da Guiné-Telecom, no âmbito do processo de privatização da empresa.

Segundo David Mingo, o sindicato está farto de sucessíveis promessas dos governantes em resolver a situação contudo o processo da privatização estava quase a ser findado pelo anterior governo.

“Estamos fartos de tantas promessas porque o processo estava quase a ser finalizado pelo governo cessante era só o actual executivo concluir a parte da definição da acção de venda da empresa e lançar o curso”, sustenta o presidente do sindicato de base dos trabalhadores da Guiné-Telecom.

Este sindicalista qualificou ainda a situação dos trabalhadores de péssima em que a pandemia provocada pelo novo coronavírus venha agravar ainda mais situação.

“A situação da pandemia chegou quando os trabalhadores estavam desesperados, porque como se sabe há vários anos que a Guiné-Telecom está parada e hoje estamos a viver uma situação muito difícil diferente de todos anos”, relatou David Mingo.

Para além do dossiê da privatização, o sindicato pretende salvaguardar a continuidade da empresa na medida de impulsionar o sector, e segundo Mingo o governo está em condição de resolver a situação.

“A situação da empresa o governo anterior tinha decido estacar a dívidas dos trabalhadores ou seja a partir de 2020 não haveria processamento de salario para os funcionários através do acordo firmando entre o sindicato e a direcção da administração da empresa, por isso digo que o governo está em condição de resolver a situação”, referiu este sindicalista.

Guiné Telecom é operadora estatal para a rede fixa, mas está inoperacional há vários anos devido à degradação das infra-estruturas.



Por: Marcelino Iambi/radiosolmansi com Conosaba do Porto